A estilista Stella Jean explodiu na cena da moda no final de 2011 com coleções reconhecidas por sua justaposição de silhuetas clássicas e estampas super coloridas e multi-culturais em homenagem a mistura das raízes haitianas de sua mãe com de seu pai italiano. As duas culturas se misturaram, mas não alteram as suas identidades. Stella vê a moda como uma oportunidade de ser uma tradutora cultural e restabelecer o equilíbrio entre símbolos, histórias e mundos diferentes através do estilo.

Como a estilista adora explorar novas culturas, ela investe no trabalho de artesãs pelo mundo para que continuem com essas tradições culturais. Stella Jean está profundamente envolvida com a Ethical Fashion Initiative ITC, um programa que une estilistas de moda com artesãs marginalizadas de vários países. Estas artesãs, a maioria mulheres, são encontrados em países como a Etiópia, Gana, Haiti, Quênia e Mali.

Através dessa conexão, as artesãs são capazes de assumir o controle e mudar suas vidas para melhor. Como parceira da iniciativa, cada coleção da estilista inclui têxteis, enfeites ou produtos acabados feitos por meio dos projetos da Ethical Fashion Initiative por todo o mundo.

A estilista Stella Jean investe no trabalho de artesãs na África em suas belas coleções de moda stylo urbano-1

Enquanto as silhuetas de suas coleções continuam relativamente parecidas, em cada temporada Stella viaja para uma nova localidade que se torna o “coração” da coleção. “Eu sempre encontro um tesouro raro, olhando para as mãos ocupadas de mulheres extraordinárias que fazem, com dignidade e trabalho duro, um mosaico criativo e cultural, sem qualquer tipo de mistificação.”

A coleção de outono/inverno 2015 de Stella Jean foi uma declaração da estilista de sua intenção de compartilhar e rastrear “as tradições seculares através de imagens narrativas.” Em sua busca por inspiração, Stella viajou ao Haiti com a equipe da Ethical Fashion Initiative e descobriu no país a tradição de Arte Naif.

Traduzido do francês, Arte Naif significa “arte ingênua”, e é uma abordagem à pintura figurativa que não esteja em conformidade com as regras de perspectiva sobre as dimensões intensidade da cor, ou a precisão do desenho, em suma se chama “arte popular”. O resultado evoca o universo de uma criança, daí o uso do termo “ingênuo” ou “naïf”. A estilista se sentiu especialmente deslumbrada com o “tap-tap”, ou transporte público, que parece mais uma obra de arte pop sobre rodas.

A estilista Stella Jean investe no trabalho de artesãs na África em suas belas coleções de moda stylo urbano-4

Os ônibus são decorados com obras de arte, frases icônicas, provérbios, ou mensagens e são pintados por artistas que frequentam escolas especializadas em pintura de tap-tap. Além do tap-tap, burros e cana de açúcar são elementos haitianos recorrentes que aparecem em estampas em toda a coleção. Stella Jean acredita que é foi fundamental para sua marca ajudar a capacitar as comunidades, auxiliando na criação de cada uma de suas coleções.

É tudo sobre a criação de trabalhos manuais de luxo produzidos 100% de forma ética por comunidades carentes, gerando trabalho e criando uma infra-estrutura onde o negócio da moda de luxo pode se desenvolver e produzir novos produtos”, diz ela.

A criação de um negócio que seja responsável e ambientalmente saudável, promove o desenvolvimento econômico sustentável e gera oportunidades para os artesãos em todo lugar para que sua cultura artística continua viva por gerações, e essa é uma das prioridade da estilista. Veja aqui a coleção de outono/inverno 2015 de Stella Jean.

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