O Brasil terá sua primeira cidade inteligente e sustentável construída no estado do Ceará para atender a uma região com forte déficit habitacional e carência de serviços. Será o primeiro protótipo real de uma cidade inteligente para população de baixa renda. Os lotes residenciais custam a partir de R$ 24.300, que podem ser pagos em 120 vezes. No post anterior que fiz sobre a cidade japonesa de Fujisawa SST, mostrei como a iniciativa priva tem o potencial de oferecer serviços muito superiores aos governos e políticos através do capitalismo de livre mercado.  Agora é a vez do Ceará mostrar que é verdade construindo uma cidade para pessoas de baixa renda.

Essa “smart city” está sendo construída no município de São Gonçalo do Amarante, uma região conhecida por causa do crescimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que tem o objetivo de se tornar, até 2025, o segundo porto em movimentação de cargas, depois do Porto de Santos.

Chamada de “Laguna Residencial”, a nova cidade é uma iniciativa conjunta do “StarTAU”/Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv, com duas organizações italianas, a Planeta Idea e a SocialFare/Centro para Inovação Social, que compartilham esforços para gerar impacto social e tecnológico.

Ceará terá a primeira cidade inteligente do Brasil para pessoas de baixa renda stylo urbano

O núcleo urbano irá contemplar áreas residenciais, institucionais, polo comercial e distrito industrial interagindo com eficiência, através de um planejamento urbano predefinido. Os moradores irão viver num espaço imerso em alta tecnologia, num sistema social integrado, com Wi-Fi liberado, aplicativos específicos para moradores, compartilhamento de bicicletas e motos, bem como reaproveitamento de água e controle inteligente da iluminação pública e praças dotadas de equipamentos esportivos que geram energia.

A primeira parte do empreendimento deverá ficar pronta ainda em 2016 e contará com 150 casas, além de toda a estrutura proposta. Os moradores terão também a oportunidade de realizar cursos de prevenção médica, nutrição, alfabetização digital e hortas compartilhadas, visando uma melhor integração com o espaço. Não é fantástico?

Fonte: O Futuro das Coisas

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