A aldeia africana de Umoja no Quênia começou como um refúgio para as mulheres vítimas de abuso sexual. Quinze anos mais tarde, a aldeia feita só para mulheres está prosperando. A premiada fotógrafa Georgina Goodwin visitou a comunidade feminina na África e fez um belo registro dessas mulheres que conseguiram fugir dos abusos em nome da religião e preconceito.

Conheça a aldeia africana só de mulheres onde homens são proibidos stylo urbano-1
Na companhia de mulheres: (centro) Judia, 19, chegou à aldeia de Umoja, há seis anos, depois de ter fugido de casa para evitar ser vendida em casamento. Umoja foi fundada em 1990 por 15 mulheres que foram estupradas por soldados britânicos.

Chegando na aldeia Georgina Goodwin ficou encantada com a energia diferente, calma, foco e vazio de não ter homens ao redor. Por quase duas décadas, esse tem sido um porto seguro para as mulheres que se levantaram contra as tradições patriarcais da Samburu, um grupo étnico no Norte do Quênia. A oportunidade de documentar essa história chegou quando a publicação de notícias online britânica The Guardian se aproximou dela.

Aproveitando a tarefa que tinha durante dois dias com a escritora Julie Bindel, Georgina procurou ganhar a confiança das mulheres e crianças cujas histórias seriam conhecidas em todo o mundo. Durante sua estadia na aldeia a fotografa sentiu que as mulheres viviam de forma pacífica, falando com a tranquilidade e segurança, sentimentos que eram desconhecidos para elas em suas vidas anteriores de chegar a Umoja.

Hoje 47 mulheres e 200 crianças vivem na aldeia, que foi fundada por sobreviventes de estupro. Uma vez que a fotógrafa ganhou permissão para tirar fotografias das mulheres e crianças, ela ficou comovida pelas histórias individuais. “Cada mulher tem uma história incrível”, ela disse.

Georgina ouviu os relatos de meninas que escaparam de suas cidades de origem, quando se recusaram a ser circuncidadas ou forçadas ao casamento em tenra idade. Outras mulheres tiveram o direito de ganhar seu próprio dinheiro negado ou tomar decisões por si mesmas e encontraram a liberdade, apoio e uma irmandade em sua nova casa.

Em um dia normal, elas iriam recolher lenha e água dno rio Uaso Nyiro que fica há um quilômetro de distância, no calor do meio-dia abrasador. “Eu aprendi mais sobre a paciência da forma como elas trabalham em seu dia a dia, pacientemente cuidando de seus filhos e trabalhando umas com os outras”, diz a fotógrafa.

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Crianças de escola maternal

É evidente em seu portfolio online que sua câmera a tem seguido ao redor do mundo, documentando a vida das pessoas e cenários que ela aprendeu reverenciar a força e a beleza da humanidade. Uma das lições que tirou de Umoja é que “até que seu corpo morra ou sua mente enfraqueça, sempre haverá esperança”.

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