Nos últimos dois anos, mais ou menos, está havendo uma corrida muito emocionante em nível mundial para saber quem será o primeiro a desenvolver uma impressora 3D de concreto comercialmente viável capaz de imprimir casas. E a competição tem sido muito difícil, com projetos interessantes e promissores surgindo em todo os lugares. Apenas alguns meses atrás, até mesmo Dubai entrou na corrida com um plano ambicioso, e a fabricante italiana WASP anunciou a criação da maior impressora 3D do mundo a BigDelta com foco na construção de concreto.

Mas agora, uma outra equipe surgiu com outra novidade, a ampliação do Lewis Grand Hotel nas Filipinas, que começou a trabalhar na expansão do primeiro hotel construído inteiramente de impressão 3D. Além do mais, o empresário americano dono do hotel, Lewis Yakich, já estão planejando utilizar a impressão 3D para construir uma série de casas comerciais de baixa renda na região.

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O Lewis Grand Hotel é um hotel muito chique que atende especificamente a turistas internacionais. Ele pertence e é operado pelo empresário americano Lewis Yakich que fez sucesso com a construção de casas nos EUA antes de se mudar para as Filipinas. Lewis tem um olho para o inovador, o rentável e do inusitado, e isso se comprova pela sua decisão de utilizar a impressão 3D na nova extensão do seu hotel, em vez de usar os métodos de construção convencionais.

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Para garantir o sucesso, ele também contou com a ajuda de Andrey Rudenko que durante o verão de 2014 apresentou ao mundo um lindo e inspirador castelo de fantasia feito de concreto com impressão 3D, na qual Andrey foi o pioneiro na impressão 3D de concreto utilizando seu próprio método .

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Com a sua ajuda, o empresário Lewis Yakich começou a planejar a criação desta expansão de seu hotel em impressão 3D, mas Andrey Rudenko levou algum tempo para planejar. Foram necessários vários meses para preparar as principais partes em Minnesota nos EUA e trazê-los para as Filipinas, onde foi montada a impressora 3D e a mistura certa de concreto foi desenvolvida e testada usando materiais locais.

Felizmente, eles descobriram que as Filipinas são o lar de materiais muito bons para impressão 3D. “Temos aqui areia feita especificamente de cinza vulcânica, que é um pouco difícil de expulsar pelo bico da impressora mas temos grandes resultados, com paredes bastante fortes e com boa ligação entre as camadas”, explica Andrey Rudenko. “Sim, levou vários meses para configurar tudo, mas agora somos capazes de imprimir uma casa de tamanho médio aqui, levando uma semana usando a barata areia local, incluindo encanamento e fiação.”

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Esta construção pioneira é realmente uma casa separada, que será totalmente incorporada no Lewis Grand Hotel. O tamanho da construção é de aproximadamente 10,5 por 12,5 metros e 3 metros de altura. São 130 metros quadrados de área de construção. Mas essa não é apenas uma extensão comum, mas está sendo construída para ser um espaço de festa fantástico. Este é um primeiro hotel do mundo feito de impressão 3D, que tem vários quartos de casal com banheiras de hidromassagem e uma sala de estar com jacuzzi.

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Além do mais, a própria impressão 3D foi muito bem sucedida. Porque, como explica Andrey Rudenko, as Filipinas têm um clima quente ideal,  o que é perfeito para o concreto de impressão 3D em grandes porções. “A impressão de tais casas é relativamente barato em termos de materiais e mão de obra, mas ainda é muito caro para configurar uma unidade de produção em um país diferente e para começar a montar as impressoras”, acrescenta ele.

A impressão 3D levar cerca de 100 horas, embora isso não inclui um grande número de paradas para instalar o encanamento, fiação e vergalhões na criação de concreto. O processo de fabricação pode  tornar-se simplificado, e muito mais barato também, com estimativas que sugerem que até 60% dos custos poderiam ser ecnonomizados em um futuro próximo.

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O próximo foco será imprimir casas comerciais na própria indústria da construção. Segundo Andrey Rudenko, eles estão trabalhando na criação de uma planta comercial nas Filipinas que fabrica e comercializa impressoras 3D de concreto num futuro próximo. Por enquanto, porém, o foco principal é sobre o desenvolvimento de casas, como um método para simplificar a tecnologia e ajudar um monte de gente. As Filipinas é um país cheio de pobreza e favelas, então 200 casas de baixa renda estão agora na ordem do dia (a construção começa em novembro), bem como um adicional de 20 villas comparáveis ​​a esta.

“Esta é uma casa modelo para provar as habilidades da máquina de impressão 3D de concreto. Esta casa foi totalmente impressa no lugar como um objeto sólido”, diz Andrey. Com alguma sorte, esta construção pioneira será seguida por uma séries de casas de baixa renda para o povo filipino. Caso eles tiverem sucesso, podemos citar definitivamente um vencedor nesta corrida de impressão 3D.

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