Marcas de moda britânicas estão empregando cada vez mais especialistas em tecnologia do que qualquer outra cidade do mundo, especialistas na maior parte em tecnologia wearable e Internet das Coisas na esperança de não só elevar as vendas através desse novo nicho de mercado de roupas inteligentes, mas também permanecer no topo das tendências da tecnologia wearable em constante evolução na indústria da moda.

Londres quer se estabelecer como a principal capital da moda mundial, acima de Paris, Nova York e Milão, dedicando quatro dias de desfiles, para mostrar as últimas tendências da moda wearable onde os melhores estilistas britânicos e varejistas estão esperando transformar o zumbido das passarelas em dinheiro a começar pelos desfiles da London Collections: Men, a maior vitrine de moda masculina da Inglaterra. As marcas de moda britânicas estão investindo pesadamente no uso das mídias sociais para gerar entusiasmo em torno das marcas através da colaboração com desenvolvedores de dispositivos wearables e Internet das coisas para criar instalações, conteúdo online e tecidos inteligentes integrados as roupas. Já passou da hora da moda atual se espelhar no futuro e deixar o passado para trás.

Projetistas e engenheiros estão de olho na indústria da moda pois roupa é algo que agrada a todo mundo sem falar que não podemos viver sem elas não é mesmo? Estão sendo desenvolvidos vários tipos de tecidos inteligentes que não apenas encaixam dispositivos wearables, mas na verdade são os dispositivos. As roupas comuns de hoje tem um poder inexplorado para se tornar os eletrônicos vestíveis de amanhã e o primeiro passo foi dado com a moda esportiva e fitness. Vários laboratórios estão desenvolvendo fibras especiais tanto naturais como artificiais que podem tornar flexíveis e macias as telas sensíveis ao toque como também baterias tecidas diretamente nos tecidos. Os cientistas visam transformar circuitos eletrônicos rígidos em peças elásticas resistentes ao atrito, minúsculas no tamanho, leves, resistentes a lavagem, auto-suficientes em energia, executar funções úteis e ainda serem biodegradáveis. Ufa!

A ideia é que as pessoas não percebem que estão vestindo roupas com circuitos eletrônicos pois assim é mais fácil serem aceitos pelos consumidores, principalmente o público masculino que são os maiores consumidores de tecnologia. O desenvolvimento dos tecidos inteligentes é uma verdadeira fusão de moda e tecnologia. A partir da manipulação de  nanopartículas em algodão para incorporar antenas e transistores em peças de vestuário de fibras naturais, a indústria da moda computacional está transformando a forma como usamos roupas em nossas vidas diárias.

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Alguns estilistas de moda masculina, já antecipando a onda do “computador vestível”, desenvolvem coleções vanguardistas com utilização de tecidos diferentes e modelagem futurista dando um Preview do que vai ser o futuro. A marca de moda londrina KTZ de Marjan Pejoski  fez um desfile fantástico para sua coleção masculina de primavera/verão 2016. Aparentemente inspirado nos consumismo moderno com seus logos e esquemas de cores berrantes de corporações e motociclistas, a coleção teve uma abundância de plástico translúcido e opacos, tecidos reflexivos metálicos e tecidos semelhantes ao papel; às vezes tomando-se uma peça de roupa inteira, e em outras vezes, colidindo em uma caótica miscelânea de materiais. As estampas são uma mistura de colagens de recortes de jornais, códigos de barras e sobreposição de logos esportivos, resultando em uma coleção super moderna que lembra o trabalho do artista da Arte Pop Richard Hamilton.

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A coleção de primavera/verão 2015 do estilista Marlon Gobel foi uma abordagem nova sobre o design de moda futurista em roupas elegantes. A coleção foi apresentada durante a New York Fashion Week com um estilo desportivo para criar roupas surpreendentemente elegantes com uma cara meio militar. A temática da coleção masculina foi inspirada no visual cyborg, incluindo tapa olho high-tech com luvas de motocross. No entanto, o que particularmente se destaca nesta coleção foram seus casacos de crocodilo em estilo motocicleta em prata e ouro dando um efeito de velocidade misturado com peças feitas de neoprene e nylon-stretch.

O estilista japonês Ichiro Suzuki desenvolveu sua coleção masculina fazendo variações geométricas bizarras com estilos tradicionais. Enquanto trabalhava como alfaiate na marca masculina Henry Poole & Co em Londres, Suzuki desenvolveu sua própria linha de moda masculina que utiliza cortes tradicionais com desenhos de formas geométricas que lembram origami, produzindo um visual incrível bem futurista . As coleções de Suzuki são inovadoras, mas não perdem a sua usabilidade ou força comercial, criando novas possibilidades para a moda masculina que passou praticamente inalterada durante décadas.

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