O que o futuro reserva aos carros e a forma como os utilizamos? Cada vez mais os carros autônomos inteligentes e os serviços de compartilhamento de carros estão ganhando nossa atenção, e as montadoras estão cientes de que o mercado está mudando e buscando uma nova forma de mobilidade nas cidades, que vai ser mais baseada no deslocamento das pessoas do que vender novos carros.

No momento, existem 7,3 bilhões de pessoas no mundo e mais de 1 bilhão de veículos em uso. Com os avanços da tecnologia, a população mundial em 2050 poderá chegar aos 9 bilhões, dos quais 70% vão se espremer em enormes conglomerados urbanos disputando espaço com 4 bilhões de carros. Dessa forma, a mobilidade deverá ser totalmente reformulada nas áreas urbanas e megacidades, pois quando você começa a pensar sobre as questões associadas com bilhões de veículos circulando em áreas densas, possivelmente o resultando serão imensos congestionamentos em todo o planeta!

No Brasil, o número de veículos crescerá bem mais do que a população e chegará a 130 milhões em 2050. Isso requer um grande planejamento estratégico pois as cidades do país terão que receber milhões de carros a mais do que já tem hoje. Lembrando que a maioria das cidades brasileiras não foram projetadas e tem as ruas muito estreitas para acomodar tantos carros.
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Mas a tecnologia de auto-condução juntamente com a internet das coisas vão possibilitar que os engarrafamentos sejam curiosidades dos museus do futuro. Em 2050 ninguém mais vai precisar por as mãos ao volante de um automóvel. É o que prevê a IHS Automotive, consultoria que realiza pesquisas sobre tendência do mercado automobilístico. Segundo o estudo, haverá um aumento significativo de carros autônomos a partir de 2025, quando é esperada uma redução no preço das tecnologias que dispensam a ação de motoristas.

As coisas estão prestes a melhorar

Uma nova onda de inovação, liderada por montadoras automotivas e empresas de tecnologia, está transformando a experiência de condução. Graças em grande parte aos computadores e aos sensores de bordo capazes de captar o ambiente ao redor, os carros vão dirigir e estacionar sozinhos e se comunicar uns com os outros para evitar colisões.

Os veículos serão mais confiáveis que um condutor humano pois terão um piloto automático com inteligência artificial conectado a internet. Carros 100% autônomos podem levar 5 anos para serem lançados no mercado, mas Volvo promete lançar seu primeiro carro autônomo em 2017.

As montadoras sabem que autonomia dos carros é o futuro do segmento. Mas não são só as montadoras quem tem essa certeza. A Google, a Apple, o Uber, a Tesla e o chinês Baidu têm projetos para empreender neste ramo, e cada vez mais vêm buscando desenvolver esse tipo de carro. A Google acabou de fazer uma parceria com a Ford Motor Company para juntas lançarem no mercado modelos de carros autônomos em menos tempo.

De um certo ponto de vista, os carros atuais não passam de carruagens modernas com motores potentes movidos a combustíveis fósseis (gasolina e diesel), que dependem de seres humanos para guiá-los da mesma forma que as carruagens com cavalos. No dia em que os carros forem 100% elétricos e autônomos para evitarem congestionamentos e acidentes, aí sim teremos um sistema de transporte mais apropriado para o século XXI.

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Quer andar numa estilosa carruagem motorizada e poluente?

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No futuro em vez ter um carro próprio você fará uma assinatura

A cidade de Helsinque na Finlândia, anunciou seus planos para transformar a sua atual rede de transportes públicos em um abrangente sistema de “mobilidade sob demanda” em 2025, o que em teoria, faria com que a população perdesse o interesse de possuir um carro próprio. A capital finlandesa pretende “transcender o transporte público convencional”, permitindo que as pessoas comprem mobilidade em tempo real, diretamente de seus smartphones. A esperança é fornecer a população um leque de opções tão baratas, flexíveis e bem coordenadas para se tornarem competitivas com os carros particulares não apenas no custo, mas na conveniência e facilidade de uso.

Há uma clara tendência para a mobilidade compartilhada: cada vez mais carros e motos estão sendo compartilhados nas cidades, onde os serviços de compartilhamento de automóveis como a Zipcar, Uber, Lyft e Halo ganhar popularidade global, e as montadoras como a Ford e a General Motors começaram a fornecer veículos para esses prestadores de serviços. Os avanços tecnológicos e as mudanças de comportamento dos consumidores obrigam as empresa a se adaptarem a nova realidade ou morrem.  Em alguns anos, as linhas de separação entre transporte público e privado talvez até desapareçam.

A necessidade de possuir um automóvel será bem menor com o passar dos anos. Cidadãos urbanos poderão confiar em uma combinação de transporte público, scooters elétricas, bicicletas e mesmo andar a pé. Os smartphones terão um papel importante na mobilidade futura pois protagonizarão uma revolução na cadeia de mobilidade. Além de facilitar o compartilhamento de carros, scooters e bicicletas, ajudarão os usuários a encontrar vagas para estacionar e acessar outros meios de transporte. Você poderá utilizar o smartphone para chamar um carro autônomo da Uber, por exemplo, e especificar o itinerário de onde quer ir.

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O compartilhamento de carro como meio de mobilidade nas cidades, deverá tornar-se muito mais onipresente nos próximos anos. O maior crescimento será em regiões com sistemas de mobilidade urbana mais sofisticados, como a Europa Ocidental, América do Norte e algumas cidades da Ásia, porque eles são mais fáceis de atingir, devido à sua boa infra-estrutura existente e uma abertura no ponto de vista econômico e ambiental dos consumidores mais conscientes que estão dispostos a abraçar opções que são mais baratas e mais sustentáveis.

Além partilha de carros, nós teremos sistemas integrados onde as empresas que oferecem um serviço de transporte que vai de A a B, através de um sistema de transporte inteligente como o conceito NEXT, composto por um enxames de veículos modulares de auto-condução, projetados por designers e engenheiros italianos. Os módulos podem se conduzir de forma autônoma nas ruas e estradas, e o interessante é que eles se juntam e se separam mesmo quando estiverem em movimento. Tudo pode ser monitorado via smartphone.

No futuro os carros autônomos poderão se tornar em salas de estar sobre rodas, pois não precisaremos mais dirigir e os assentos ficarão de frente uns para os outros, estimulando a interação entre as pessoas. Essas carros poderão também se tornar escritórios sobre rodas e até centros de entretenimento com a utilização da realidade virtual e realidade aumentada. Andar num carro autônomo elétrico vai se tornar tão prático e divertido que em 2050 as pessoas vão pensar que em 2015 nós dirigíamos estilosas carruagens motorizadas. E não é verdade?

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