Existe um ser humano aí dentro? Primeiro veio o Pepper, em seguida Jibo, depois veio Rogo, logo depois o Personal Robot e agora chegou o Cubic. Esses são os 5 novos robôs assistentes com Inteligência Artificial prontos para servi-lo em casa. Quando era criança adorava o desenho dos anos 60 “Os Jetsons” que reprisava na TV entre os anos 1985 e 1987 e retratava o distante ano de 2062.

Entre as inúmeras inovações tecnológicas do desenho, os robôs assistentes inteligentes eram os mais interessantes pois eram membros das famílias.  Essa fixação que a humanidade tem de longa data com robôs nos acompanha desde a Grécia com o poeta épico grego Homero (que provavelmente viveu por volta do ano 800 a.C.), no qual narrava como eram as trípodes (uma espécie de tripé) criadas pelo deus Hefesto, o ferreiro do Olimpo.

Tais trípodes teriam rodas de ouro “que as permitiam ir sozinhas para as assembleias dos deuses, uma maravilha de se contemplar”, diz Homero. O gênio Leonardo da Vinci, por exemplo, projetou alguns robôs como um leão mecânico que caminhava e apresentava flores, e o criou para homenagear o rei da França em 1515. Outro projeto de Leonardo era um soldado mecânico com armadura que movia os braços e fazia gestos, mas o auge do fascínio dos robôs se deu no século XVIII nas ricas cortes europeias que disputavam entre si quem fabricava o autômato mais impressionante para mostrar influência e poder.

Criou-se uma indústria de autômatos que encantavam a elite européia e que eram exportados até para a China como era o caso do bonecos mecânicos do suíço Pierre Jaquet-Droz, que projetou em 1770 um impressionante garoto autômato que escreve perfeitamente e funciona como a mecânica de um relógio. Foi inspirado nesses autômatos do passado que cientistas, engenheiros e designers do presente estão criando fabulosos mecanismos robóticos que tem um diferencial que os autômatos não tinham: um cérebro eletrônico com Inteligência Artificial-AI.

Dentro de cinco anos, todos os nossos dispositivos pessoais poderão ser capazes de responder de forma dinâmica ao nosso humor, de acordo com a cientista da computação Rana el Kaliouby. Falando em TEDWomen 2015 em maio, ela esboçou sua missão de trazer de volta as emoções em nossas experiências digitais. Atualmente, apesar do tempo íntimo que passamos com nossos dispositivos, eles não têm ideia de como nos sentimos, diz Rana. Como resultado, eles não podem melhorar ou ser mais sintonizados com nossos estados emocionais.

Para fazer face a essas frustrações, em 2009, Rana foi co-fundadora da Affectiva que desenvolve softwares especializados no reconhecimento facial. A empresa utiliza o aprendizado profundo de software para reconhecer uma ampla gama de emoções e até mesmo força do sentimento. Para fazer isso, ele acumulou o maior banco de dados de emoção no mundo, reunindo 12 bilhões de pontos de dados de emoção de 2,9 milhões de rostos em vídeos de 75 países até hoje.

Para quê serve essas pesquisas de captação de emoções humanas? Olhe o vídeo abaixo de um exemplo impressionante do robô humanoide da Hanson Robotics que é programado para expressar vários tipos de expressões faciais humanas.

Affectiva capta respostas emocionais dos usuários através dos dispositivos mais usados ​​como smartphones e tablets. Mas Rana tem uma visão mais ampla para a tecnologia no futuro, quando “chips emocionais” virão como padrão. Amigos distantes vão ser capazes de ter momentos mais afetivos, a tecnologia wearable vai ajudar os deficientes visuais a ler os rostos dos outros, e aplicativos educacionais irão sentir quando devem oferecer mais ajuda.

Rana disse: “Eu acho que em cinco anos no máximo, todos os nossos dispositivos vão ter um chip de emoção, e não vamos nos lembrar da época em que não podíamos franzir a testa para o nosso dispositivo e ele dizer: Hmm, você não gostou, não é? ” Será que essa tecnologia de detectar emoções humanas em tudo que é tipo de aparelhos vai realmente vai ser bom?

Bem, essa tecnologia de reconhecimento emocional facial vai ser bem útil para a nova geração de robôs assistentes pois possibilita uma interação maior entre homem e máquina. O robô bípede mais sofisticado que existe atualmente é o Asimo da Honda mas sua tecnologia ainda continua em desenvolvimento e não tem previsão de quando uma versão comercial dele será vendida ao público mas com certeza terá enormes filas na porta para comprá-lo como foi o caso do robô Pepper, lançado no último sábado dia 20 no Japão e teve suas 1000 unidades vendidas em 1 minuto. O principal apelo do robô? A capacidade de reconhecer emoções.

Escrevi um outro post sobre o Pepper aqui. O Pepper foi lançado primeiro no Japão custando US$ 1.600 e no segundo semestre de 2015 será a vez dos americanos, mas existe no mercado outros robôs assistentes diferentes que fazem coisas bem interessantes como o Cubic, Jibo e Rogo que embora não tenham pernas e braços, tem outros recursos tecnológicos fantásticos. Todos lançados através de financiamento coletivo no Indiegogo.

Cubic é um dispositivo autônomo de inteligência artificial criado pela objectlab uma equipe de profissionais da área de design industrial e desenvolvimento de novos produtos. Cubic tem um design que parece mais uma caixa de som, é mega-eficiente e tem uma personalidade “calorosa” devido ao seu chip digital. Literalmente um pedaço do futuro, ele é a coisa mais próxima de um robô assistente interativo mas sem pernas e braços. Cubic pode controlar para você, todos os seus dispositivos eletrônico via bluetooth, ele também bate um papo com você se quiser. Com esse tipo de capacidade de alterar a vida das pessoas, vamos esperar que o Cubic não se volte contra a humanidade como fez o Hall 9000 no filme 2001, Uma Odisseia no Espaço.

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Jibo, primeiro robô social do mundo para casa que quer fazer parte da sua família. Jibo é um assistente doméstico para entretenimento e pequenas tarefas como contar histórias para crianças (em inglês), receber e executar uma ordem para tirar fotos, realizar videoconferências (ele olha para a pessoa que estiver falando e a filma), ler mensagens assim que você chegar em casa, te lembrar de compromissos, exibir o passo a passo de uma receita enquanto você cozinha, entre outros. Em 15 de julho de 2014, Jibo lançou uma campanha de financiamento no Indiegogo com o objetivo de levantar US$ 100.000 para o seu desenvolvimento mas ele fez tanto sucesso que arrecadou a assombrosa quantia de US$ 3.714.505,00. Nada mau para um robô que não tem braços e pernas não é?

Para realizar suas tarefas, o Jibo é equipado com um processador ARM que se conecta à internet e a outros dispositivos via Wi-Fi e Bluetooth, conta com duas câmeras com funções para identificação de rostos e possui um microfone “de 360º”, isto é, que pode capturar sons de todo o ambiente. Para coordenar tudo, o Jibo roda uma variação do Linux acompanhada de um kit de desenvolvimento que permite a criação de aplicações adicionais por terceiros. Um sistema de inteligência artificial o faz reconhecer pessoas, guardar preferências, entender comandos e assim por diante. Jibo vai custar US$ 599 mais US$ 50 de frete para quem mora fora dos Estados Unidos ou Canadá. Considerando seus atributos, é um preço razoável. Mas é necessário ter paciência: o envio só deve começar no final de 2015.

Rogo transforma seu smartphone em seu robô sociofamiliar. Rogo é o assistente robótico mais acessível do mundo para a sua família e por uma boa razão, pois ele vem com um cérebro baseado em nuvem, um corpo totalmente articulado e se acopla aos seu smartphone para se tornar seus olhos e ouvidos. O design modular permite ao Rogo ser poderoso, flexível e sempre antenado. Esse engraçado robo/smartphone está ainda em campanha de financiamento no Indiegogo e espero que consiga.

Apesar da crescente demanda por assistentes robóticos em casa, o custo é uma barreira importante para este mercado emergente. No entanto, a prevalência de smartphones oferece uma solução prontamente disponível. Usando o smartphone como um componente, Rogo oferece recursos abrangentes a um preço acessível. Os aplicativos do Rogo como RogoHome, RogoChat e RogoTele são projetados para trazer comodidade e conforto para a sua vida diária.

O RogoCloud cria uma rede social privada para a sua família para se conectar e compartilhar, enquanto o RogoHome traz a sua própria visão de uma casa inteligente, onde você pode falar para controlar dispositivos inteligentes ao redor da casa. Rogo oferece muitas oportunidades para os desenvolvedores de AI (Inteligência Artificial), a internet das coisas e também para aplicativos. As APIs abertas permitem que os desenvolvedores controlem o Rogo e outros dispositivos inteligentes com seus próprios aplicativos ou criem seu próprios programas de AI. As contribuições da comunidade de desenvolvedores de aplicativos vai ajudar no crescimento do Rogo como uma plataforma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Personal Robot é um novo capítulo em sua relação com a tecnologia. Algo radicalmente diferente de qualquer coisa que você já experimentou. Algo que é muito pessoal, porque robôs pessoais são projetados para viver com as pessoas. Ele é robô multi-tarefa e está disponível para pré-encomenda por US$ 995 nos site autonomous , e suas habilidades incluem inteligência artificial, inúmeros recursos de oi-tech, faz a vigilância de casa, realiza pesquisas e serviços online ativado por voz, serve como fotógrafo autônomo, assistente pessoal, personal stylist, lê histórias para as crianças, telepresença e numerosos outras funções para casa e escritório.

O robô se move através de rodas ocultas em sua base, tem uma tela com uma “face humana” com câmera 3D, um microfone, alto-falantes, e vários sensores ambientais.

No entanto, o objetivo da equipe Robotbase que o projetou, parece ser a de permitir que os proprietários e desenvolvedores de aplicativos possam tirar proveito das tecnologias do robô para personalizá-lo segundo suas próprias necessidades e usos.  Aos contrário dos robôs pessoais acima, o Personal Robot fez sua campanha de financiamento pelo Kickstarter em 2014. Há um robô pessoal para todos, e a seleção de um robô é muito pessoal. Assim a Robotbase se propôs projetar uma variedade de robôs que têm os seus próprios rostos, personalidades e talentos, onde o cliente escolhe qual tem mais a ver com ele.

Os desenvolvedores projetaram o avatar digital do robô assistente para ser personalizável e propositadamente colocaram nele um nome bastante neutro, “Robô Pessoal de Inteligência Artificial”, porque eles querem que as pessoas nomeiem o robô para si mesmos, a fim de personalizar a experiência . Ele é compatível com Z-Wave, Zigbee, Bluetooth e Wi-Fi para permitir conexão de aparelhos domésticos e aplicativos, além disso ele tem uma série de “talentos” tais como o reconhecimento de voz e processamento de linguagem, para dar aos usuários e desenvolvedores de aplicativos formas de customizá-lo.

No pacote também inclui total acesso ao robô pelo aplicativo Android SDK para suportar reconhecimento facial, reconhecimento de objetos, reconhecimento de emoções, detecção de objetos, reconhecimento de voz, processamento de língua nativa e aplicativos de navegação autônomas. A equipe atualmente faz planos para que o robô vendido online  chegue em dezembro de 2015. Gostou? Agora é só escolher qual deles se encaixa melhor para suas necessidades diárias em casa ou escritório, e tenha agora a vida futurista de “Os Jetsons”.

Gostou dos robôs assistentes inteligentes? Comente.

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