A automação está finalmente entrando na moda, com robôs de costura que podem produzir roupas mais rapidamente que as mãos humanas. Neste episódio de Moving Upstream, o repórter Jason Bellini, do WSJ, analisa as últimas tecnologias e o que isso significa para os 60 milhões de pessoas que trabalham no setor de vestuário em todo mundo.

Países asiáticos como China, Bangladesh, Vietnã e Índia são os maiores exportadores de vestuário do mundo. A China continua a ser a maior fabricante de roupas do mundo seguida por Bangladesh, Índia e Vietnã. O trabalho de baixo custo é certamente um fator chave na escolha dos fornecedores para a fabricação de peças de vestuário na Ásia ou África. Mas o crescente aumento de salários na China estão obrigado os importadores de vestuário do ocidente a transferir a produção para países menos desenvolvidos, com custos mais baixos.

O afastamento gradual da China da fabricação intensiva de mão-de-obra é típico dos países industrializados à medida que os salários e os padrões de vida aumentam e o crescimento da população diminui. O governo chinês não apenas reconhece sua inevitável mudança na manufatura, mas a está promovendo ativamente para se concentrar em melhorar a competitividade de alta tecnologia do país, promovendo o avanço e a inovação em determinados setores, como robótica, automóveis, eletrônicos e dispositivos médicos, que contribuem muito mais para o PIB da China do que a industria têxtil e vestuário.

Sem dúvida, a China ainda é um importante player no setor, mas as exportações de vestuário provavelmente serão responsáveis ​​por uma parcela menor do PIB total da China nos próximos anos. Devido à natureza intensiva em mão-de-obra na fabricação de roupas, a indústria geralmente está concentrada em locais com custos trabalhistas relativamente baixos. Por este motivo, a última década assistiu a um aumento da produção de vestuário em países como a Índia, Vietnã e o Paquistão, bem como no Camboja e no Bangladesh.

Com a grande pressão internacional por melhores salários e condições de trabalho mais dígnas para os trabalhadores de vestuário, sendo 80% da mão-de-obra composta por mulheres, os fabricantes acabarão investindo na automação da produção de vestuário para fugir do aumento dos custos trabalhistas e das acusações de exploração de trabalhadores. Isso será um desastre para milhões de trabalhadores de vestuário nos países pobres da Ásia e África.

Por um lado, fabricação automatizada de vestuário apresenta oportunidades para uma manufatura mais sofisticada com custos baixos para as marcas de moda, e por outro lado, pode ser feita localmente nos países ocidentais com custos e tempo menores do que na Ásia ou África. Isto é, a fabricação automatizada de vestuário no Ocidente diminuirá consideravelmente a importação de vestuário da China, Índia, Vietnã, Paquistão, Camboja, Bangladesh e países africanos. O video tem legenda em inglês e pode ser traduzido para o português.

Especialista em tecnologias têxteis, a Softwear Automation lançou a sua próxima geração de Sewbot, a Lowry Sewbots para serviços pesados. O sistema automatizado integra novos avanços feitos à tecnologia de visão de máquina da empresa, que detecta distorção de material em tempo real para oferecer resultados replicáveis ​​24 horas por dia nos 7 dias da semana.

A nova linha de trabalho totalmente automatizada pode produzir toalhas, travesseiros, tapetes de carro, tapetes, produtos médicos, estofamento de carro e amostras têxteis. A Li & Fung, gerente global de cadeia de suprimentos para marcas dos EUA, anunciou publicamente sua parceria com a SoftWear Automation em maio de 2018 para desenvolver uma cadeia de fornecimento totalmente digital usando a tecnolgoia Sewbot.

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