Situada na Terra de 2419, a série de ficção científica The Orville (2017) acompanha as aventuras da USS Orville, uma nave espacial exploratória de nível médio. Sua tripulação, tanto humana quanto alienígena, enfrenta as maravilhas e perigos do espaço sideral. The Orville é uma homenagem a Stark Trek, mas além de tudo, ela tem suas particularidades.

No episódio 4 da 1ª temporada, intitulado “If the Stars Should Appear“, a Orville encontra uma gigantesca nave à deriva prestes a colidir com uma estrela, que eles chamaram de Bio-nave. Um grupo de exploração entra na nave e descobre que ela tem uma biosfera em seu interior e seus habitantes ignoram que estejam dentro de uma nave no espaço.

O grupo da tripulação enfrenta um regime teocrático que esconde a verdade dos habitantes, mas acabam revelando os segredos da nave e do espaço aos habitantes a tempo.

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Aqui estão alguns detalhes principais sobre essa nave e o episódio:

  • O conceito da nave: A estrutura é uma “Arca” com 2.000 anos de idade, do tamanho aproximado da cidade de Nova York. Ela foi projetada para levar colonos a outro planeta, mas, após uma falha catastrófica nos motores, ficou à deriva no espaço por milênios.

  • O ecossistema interno: Para sustentar a população durante a viagem, a nave foi construída com um ecossistema completo e artificial em seu interior, incluindo planícies gramadas, florestas, rios, lagos, cidades e uma “cúpula do céu” com um sol artificial. Sua seção transversal tem cerca de 790 quilômetros quadrados.

  • A situação dos habitantes: Ao longo dos séculos, os habitantes esqueceram sua missão original e a verdadeira natureza de seu mundo, passando a acreditar que o interior da nave era o universo inteiro. O avanço tecnológico foi perdido e a sociedade tornou-se teocrática, tratando qualquer crença de que existisse algo fora da nave como um crime.

  • O conflito: A tripulação da USS Orville encontra a nave em rota de colisão com uma estrela. Ao entrarem, descobrem esse mundo contido e precisam lidar com a cultura fechada e supersticiosa dos habitantes para salvá-los da destruição.

The Orville – Aproximando-se de uma nave biosfera gigante

A biosfera (do grego bios, vida, e sphaira, esfera) é a camada de um planeta que abriga todas as formas de vida. Ela funciona como um grande ecossistema global e se forma pela intersecção de três outros subsistemas terrestres: 
    • Atmosfera (ar): a camada de gases que envolve o planeta.
    • Hidrosfera (água): rios, oceanos, lagos, geleiras e lençóis freáticos.
    • Litosfera (terra/solo): a camada sólida e rochosa mais superficial da crosta. 

A biosfera abrange desde as áreas mais profundas dos oceanos onde há organismos vivos, até as altas altitudes nas montanhas, concentrando-se principalmente na fina camada superficial do planeta. E como a biosfera de um planeta pode ser replicada dentro de uma grande nave espacial? Com alta tecnologia é claro.

Diferente da ficção da série The Orville, existem duas grandes naves biosfera reais próximas ao planeta Terra, ambas de construção andromedana e arcturiana, e são a Lua e a Viera. A Lua, cujo nome original era Creiddilad, é uma antiga nave biosfera esférica que foi abandonada depois de ter sido seriamente avariada numa guerra espacial. A Federação Galáctica instalou a Lua na órbita da Terra para criar a Matrix 3D.

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De acordo com informações compartilhadas pelos taygeteanos em swaruu.org e mariswa.co, a nave biosfera andromedana Viera funciona como a sede local da Federação Galáctica próximo a Terra, posicionada em órbita alta, escondida atrás da Lua. Embora trata-se de uma nave de grande porte, ela é considerada “pequena” pelos padrões andromedanos.

Ela funciona como uma biosfera autossuficiente e um centro diplomático onde diversas raças da Federação Galáctica convergem para interagir, realizar eventos oficiais e coordenar atividades. Além de ser uma sede estratégica, serve como um lar para milhares de andromedanos.

O interior da nave é projetado para replicar ambientes planetários, integrando zonas de natureza, parques, áreas residenciais e centros de comando de alta tecnologia. Os andromedanos são descritos como mestres em tecnologia avançada de naves biosfera.

Eles não vivem em planetas, preferem construir grandes naves biosfera para se deslocar rapidamente pelo espaço e levar sua casa junto. Os andromedanos podem viver 4500 anos e passam toda sua vida nessas naves.

Tamanho externo e forma

  • Dimensões aproximadas: 811 km de comprimento, cerca de 300 km de largura na parte traseira e cerca de 50 km de altura total.
  • Formato: Triangular alongado ou em forma de “ponta de flecha”. A frente é mais estreita, com sistemas de controle, e a traseira abriga enormes clusters de motores. Isso a diferencia de outras naves biosfera andromedanas tipicamente esféricas e muito maiores, como a própria Lua. Por sua agilidade relativa, é classificada como nave de exploração.
  • Método de construção: O casco é feito de metal polimórfico nanotecnológico inteligente. As pequenas moléculas do metal se alinham automaticamente para formar a estrutura do casco. O processo envolve programar o “pó” desse metal, que segue um padrão imposto por computador e se alinha e solidifica no lugar de um holograma de alta energia. Isso permite a criação de naves gigantescas com precisão extrema.

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Ela possui capacidade interestelar completa, com motores gravitacionais, 16 enormes motores de plasma jet e múltiplos reatores de Ponto Zero. A Creiddilad (nave que atua como a Lua) é outra biosfera andromedana maior, com estrutura em camadas “como uma cebola”. A Viera é comparada a ela, mas muito mais simples (apenas dois níveis).

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A estrutura interna da nave biosfera Creiddilad/Lua é composta por 144 esferas internas, colocadas uma dentro da outra como a casca de uma cebola, e nos quais os espaços entre elas são aqueles utilizados para fins práticos. A Lua é feita de 144 esferas interconectadas, uma dentro da outra, e cada uma é um casco de nave estelar em si.

Os andromedanos constroem e vivem em grandes naves biosfera esféricas como a Lua, mas também habitam naves triangulares menores, com formato de ponta de flecha, como a Viera e Varena.

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Posicionamento e ocultação

A Viera orbita a Lua (órbita selenocêntrica) a cerca de 490.000 km da Terra, sempre escondida atrás dela como escudo. Isso a mantém invisível da superfície terrestre, na maior parte do tempo, e se move em sincronia com a Lua. Há relatos ocasionais de avistamentos de algo atrás da Lua. Uma nave irmã, a Varena, está em órbita de Vênus.

Interior, Níveis e características da biosfera

A Viera possui dois níveis principais de biosfera, um sobre o outro:

  • Nível superior (terrestre): Ecossistema seco com florestas, montanhas, lagos, gramados e vida selvagem. É a área mais descrita e acessível para outras raças que são membros da Federação Galáctica.
  • Nível inferior (marinho): Ecossistema aquático, parte essencial do suporte de vida (agricultura marinha e equilíbrio ecológico). Esse nível é permitido apenas para os andromedanos e arcturianos.

Tamanho da zona terrestre

Aproximadamente 750 km de comprimento por 250 km de largura na parte traseira. A frente inclui áreas agrícolas para sustentar centenas de milhares de andromedanos que vivem a bordo. A biosfera como um todo é tão vasta que se assemelha a um pequeno país ou planeta interior.

A gigantesca área da biosfera da Viera corresponde a área do estado americano da Flórida, que tem uma área de aproximadamente 170.312 km², já o estado do Acre tem cerca de 164.123 km², e algumas nações possuem extensão territorial semelhante ou ligeiramente menor como:  

  • Tunísia: cerca de 163.610 km²
  • Suriname: cerca de 163.820 km²
  • Bangladesh: cerca de 147.570 km²
  • Nepal: cerca de 147.181 km²
  • Grécia: cerca de 131.957 km² 

Características do interior (baseadas na descrição detalhada de entrada e exploração):

  • Acesso: Entra-se na Viera por enormes hangares abertos para o espaço, mas são protegidos por múltiplos campos de força que matem a gravidade e a atmosfera no hangar. A vista do espaço desses hangares deve ser espetacular.

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  • Corredores iniciais: Piso coberto com carpete vermelho-vinho, paredes brancas simples, iluminação no teto. Há cruzamentos com elevadores grandes, áreas de lounge/restaurante automatizado e pequenos parques com árvores frutíferas (ex.: tangerinas).
  • Entrada na biosfera: Porta pneumática leva a uma grande terraço semicircular de mármore vermelho (raio ~70 m), com balaustradas, estátua de arte moderna no centro e vista para montanhas com folhagem outonal (laranja/verde), lagos, florestas e pássaros. Caminhos de cascalho vermelho levam a um lago com quiosque de mármore branco.
  • Ecossistema: Perfeitamente simulado — luz solar diurna (lâmpadas especiais com radiação para plantas/animais), ciclo dia/noite gradual, chuva via aspersores no “teto”, vento via sistemas magnéticos. Animais incluem várias espécies de aves, esquilos-pigmeus e outras espécies de pequenos e médios animais. É possível “se perder” nas florestas, bosques e campos como em um planeta real. O teto tem 3 km de altura, com névoa ou “sol” artificial, e estruturas triangulares visíveis em alguns pontos.

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  • Transporte interno: Trens maglev com teto transparente ao longo das bordas da biosfera e transportes voadores ocasionais.
  • Elevadores e níveis superiores: Elevadores transparentes sobem através de nuvens artificiais até o teto (sistemas de irrigação, ventiladores magnéticos sem pás). No topo, há salas de estar luxuosas com música suave, poltronas, restaurante automatizado e vista aberta para o espaço via campos de força (visão da Via Láctea, naves em órbita, Terra ao longe e a parte oculta da Lua, que é uma esfera metálica).
  • Habitação andromedana: Não há “cidades” na biosfera central. Milhares de andromedanos vivem em áreas residenciais e de convívio nas laterais verticais do casco, com vários níveis de janelas/varandas voltadas para a biosfera. A gravidade é mantida em ~0,8g (similar à taygetana). O oxigênio é ligeiramente alto (pode ser desconfortável ou tóxico para humanos sem adaptação).

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Outras estruturas notáveis:

  • Grande salão com pilares (estilo romano-grego) usado como sede regional da Federação Galáctica para gerenciar assuntos terrestres. É como um templo com vista para a biosfera. A Viera é a casa de milhares de andromedanos e serve como hub multicultural com representantes de várias raças aliadas (ex.: arcturianos, alfratenses, antarianos).

Grupos de taygeteanos que ficam na órbita da Terra costumam visitar a nave Viera para desfrutar da beleza da sua biosfera. Essas imagens feitas por IA mostram a enorme área residencial vertical, que tem 3 km de altura, e fica acoplada ao casco da nave. O céu é simulado por grandes painéis hexagonais, e abaixo deles, ficam os diferentes ambientes da biosfera.

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A Viera é autossuficiente, com agricultura, suporte de vida integrado entre os níveis terrestre e marinho, e serve tanto como habitat quanto como centro operacional. Os taygeteanos enfatizam que a biosfera faz esquecer completamente que se está dentro de uma nave pois a ilusão de um mundo natural é extremamente convincente.

Essas informações provêm de transcrições específicas como “Vida Interestelar 10 – A Bordo de Viera” (que está no link abaixo), baseadas em comunicações de 2020-2021.

Conheça a nave biosfera Viera, sede local da Federação Galáctica, que fica atrás da Lua.

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Renato Cunha
Renato Cunha Oliveira é o fundador e editor do Stylo Urbano. Desde 2014, publica conteúdos independentes sobre tecnologia, cultura, ficção científica, teorias alternativas, traduções e opiniões, sempre deixando ao leitor a liberdade de refletir e concluir por conta própria.

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