A moda e a tecnologia estão inevitavelmente se tornando uma coisa só através das roupas inteligentes. Não há como negar que o mundo da tecnologia está obcecado com a moda. Amazon, IBM, Apple, Siemens, Cisco, Samsung, Intel e Google, oito das maiores empresas da tecnologia do mundo, estão muito interessadas na moda. O estilista Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel, expressou seu amor pela tecnologia através de roupas feitas parcialmente de impressão 3D e as grifes Zac Posen, Marchesa e Jason Grech desenvolveram coleções da alta costura com a tecnologia cognitiva do IBM Watson.

Os tecidos estão se tornando num novo software 

A Apple que nos anos 80 chegou a ter uma linha de roupas, lançou os relógios inteligentes Apple Watch; Amazon criou o Echo Look, um estilista robô que lhe ajuda a decidir o que vestir e patenteou o projeto de uma fábrica automatizada de moda sob demanda; o Google e a Levi criaram o Projeto Jacquard, um sistema que pode transformar roupas ou quaisquer outros tecidos em superfícies controlado por gestos; a Cisco lançou o StyleMe, um espelho de moda virtual; a Intel faz parcerias com estilistas para utilizar seus minúsculos processadores em sofisticadas peças de roupas e acessórios e a Samsung vem desenvolvendo uma linha de acessórios e roupas inteligentes.

A Siemens com o projeto “Future of Fashion” revela como a moda está evoluindo através do uso de recursos sustentáveis ​​e tecnologia inteligentes para produzir tecidos que englobam novas técnicas e dispositivos discretos cada vez menos invasivos. O interesse dessas gigantes da tecnologia pela moda não para de crescer e acabarão lançando suas próprias marcas de roupas e acessórios inteligentes. A Amazon Fashion e Samsung Fashion são ramificações de negócios dessas empresas de tecnologia.

Agora mais do que nunca, parece que a moda está na iminência de ser mais do que apenas um chamariz. Em um futuro não muito distante, você poderá imprimir seus próprios sapatos ou roupas em casa, comprando o arquivo diretamente do designer. E estamos caminhando rapidamente para um mundo em que nossas roupas e acessórios terão “inteligência”.

No futuro, nossas roupas e outros produtos de tecido deixarão de ser vistos como commodities, mas como um serviço, semelhante à forma como o software é desenvolvido e vendido hoje. Esta abordagem tornará possível que os tecidos assumam um novo papel no mundo, onde recebemos serviços de alto valor agregado a partir dos tecidos. Muitas vezes as pessoas apreciam mais as experiências e serviços do que o produto físico.

A “Lei de Moore” para fibras

Atualmente, os produtos que tentam incorporar funções eletrônicas nos tecidos não são práticos ou discretos de usar. Mas os novos tecidos e fibras que estão sendo desenvolvidos nos laboratórios terão essas funções incorporadas dentro das próprias fibras. O mesmo conceito que descreve o desenvolvimento acelerado da tecnologia dos chips de computador ao longo das últimas décadas ganhará o novo termo “Lei de Moore para fibras”, isto é, garantindo que haverá um crescimento recorrente em tecnologia de fibras inteligentes neste novo campo em desenvolvimento.

Um elemento-chave para transformar os tecidos num novo software é desenvolver a infra-estrutura tecnológica dos tecido conectados à Internet, permitindo que surjam novos modelos de negócios para a indústria de tecidos inteligentes. Os consumidores terão a disposição um novo mercado onde os “tecidos oferecem serviços” criando mais valor na indústria têxtil e uma nova era da moda multifuncional. As marcas de moda passarão a disputar a atenção dos consumidores vendendo roupas que oferecem os mais diversos serviços.

Sua roupa não vai apenas lhe cobrir mas vai “conversar” com você e receber atualizações através da “Internet das Roupas” como um software. Com a “Lei de Moore para fibras”, a moda vai se tornar a vanguarda da tecnologia e veremos novos modelos de tecidos, roupas e acessórios sendo lançados no mercado como dispositivos inteligentes conectados a outros gadgets. É esse novo mercado que a AFFOA nos EUA pretende criar para revitalizar a indústria têxtil americana, levando-a para a Era Digital, onde os tecidos se tornam um software. É o início da nova Era da Moda Tecnológica.

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