A Exposição Universal de 1893, também conhecida como Feira Mundial de Chicago, transformou a cidade de Chicago e influenciou seu desenvolvimento nas décadas seguintes. A exposição foi realizada no Jackson Park, onde hoje se encontram o Museu de Ciência e Indústria e o Midway Plaisance. O evento atraiu cerca de 27 milhões de visitantes — sendo 14 milhões vindos de fora dos Estados Unidos — em uma época em que a população de Chicago era de pouco mais de um milhão de habitantes.
A Exposição Universal celebrou, com um ano de atraso, o quarto centenário da “descoberta” das Américas por Cristóvão Colombo. Chicago disputou com cidades como Nova York e St. Louis o direito de sediar a feira. Os organizadores queriam exibir a nação, que ainda lidava com as consequências da Guerra Civil, encerrada 28 anos antes. Também desejavam demonstrar a importância internacional de Chicago, apenas 22 anos depois de grande parte da cidade ter sido destruída por um incêndio devastador.
Daniel Burnham atuou como arquiteto-chefe e supervisionou o projeto e o planejamento dos principais edifícios da feira. Essas estruturas imponentes e neoclássicas ficaram conhecidas, coletivamente, como a “Cidade Branca”. Apesar da aparência imponente, os edifícios não eram permanentes, mas uma instalação temporária, feitos de estruturas de madeira revestidas com “staff” — um composto pré-fabricado de gesso em pó reforçado com fibras vegetais (como cânhamo ou juta) e cimento.
Essas substâncias eram misturadas com água e moldadas em moldes feitos de argila. O composto pré-fabricado staff foi introduzido nos EUA para construir os edifícios da feira em tempo recorde. Foi uma revelação para os americanos na época, embora fosse conhecido na Europa há vários anos.
O staff foi usado também para esculturas, murais e decorações em relevo e podia ser moldado e trabalhado em todos os tipos de expressões artísticas. O staff é que tornou possível construir essa e outras feiras mundiais em tão pouco tempo.

As fibras atuam como uma armadura interna, conferindo ao gesso flexibilidade e resistência à tração e a impactos, o que impede que as peças se quebrem facilmente. A cor é um branco leitoso e pode ser feito em todas as formas imagináveis para imitar mármore, faces rochosas, molduras e esculturas. Nas partes inferiores das paredes, que ficam expostas ao uso intenso, o material é misturado ao cimento, tornando-o muito duro. O staff é impermeável à água.
A Cidade Branca existiu por menos de seis meses. A exposição foi encerrada no final de outubro de 1893 e, naquele inverno, quase todos os edifícios foram destruídos por um incêndio. Existem vários vídeos no Youtube dizendo que os grandes edifícios da Cidade Branca não foram construídos para a Exposição Universal de 1893, mas já existiam naquele local há muito tempo pois eram remanescente da Tartária. Tudo delírio de pessoas que desconhecem as tecnologias de construção pré-fabricada daquela época.

A técnica construtiva da Cidade Branca
A “Cidade Branca” foi construída utilizando uma técnica híbrida temporária: ossaturas internas de aço, ferro e madeira revestidas exteriormente por placas de staff. A obra levou cerca de 2 anos e meio (de fins de 1890/início de 1891 até a abertura em 1º de maio de 1893). O local precisou ser drenado e aterrado antes do erguimento dos pavilhão.
Sob a liderança do arquiteto Daniel Burnham (Diretor de Obras), o projeto envolveu a empreiteira George A. Fuller Company, fornecimento de aço da Carnegie Steel, o sistema de iluminação elétrica da Westinghouse Electric e grandes escritórios de arquitetura da época.
Para construir quase 200 edifícios monumentais no estilo Beaux-Arts em tempo recorde, os projetistas precisavam de um método que simulasse mármore e pedra entalhada, mas com baixo custo e execução ultra-rápida.
Estrutura mista (aço, ferro e madeira)
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Treliças de aço e ferro: Os edifícios principais (como o Manufactures and Liberal Arts Building, a maior estrutura coberta do mundo na época) exigiam grandes vãos livres para as exposições. Utilizou-se engenharia de ponta em pórticos e arcos de aço e ferro forjado.
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Armação de madeira: Para acelerar o processo e reduzir custos, as paredes secundárias e divisórias internas foram estruturadas com grandes ossaturas de madeira.
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Design efêmero: Exceto pelo Palace of Fine Arts (construído com tijolos para proteger as obras de arte e que hoje abriga o Museum of Science and Industry), a maioria das estruturas foi projetada para durar apenas a temporada do evento.
O revestimento revolucionário: Staff
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Composição do material: O staff era feito de gesso em pó misturado com cimento, água e fibras vegetais (como cânhamo ou juta) para dar resistência à tração.
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Moldagem e montagem: Diferente da alvenaria tradicional, o staff era moldado em oficinas em forma de placas, colunas, relevos e esculturas ornamentais. Depois de seco, era pregado diretamente sobre ripas de madeira da estrutura.
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Vantagens práticas:
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Baixo peso estrutural e facilidade de corte.
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Capacidade de ser moldado para replicar ornamentos clássicos complexos.
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Montagem rápida que dispensava pedreiros especializados.
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A pintura por pulverização (Spray)
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Desafio de escala: Pintar milhões de metros quadrados de fachada à mão antes da inauguração era humanamente impossível.
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Inovação técnica: Sob a direção do artista Francis Davis Millet, foi desenvolvida e aprimorada a aplicação mecânica de tinta via pulverização a ar comprimido (precursora da pistola de pintura).
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A origem do nome: A aplicação uniforme da tinta esbranquiçada em todos os edifícios do chamado Court of Honor deu origem ao apelido “Cidade Branca” (White City).
Tempo de construção e cronograma
O processo completo de transformação do local levou aproximadamente 30 meses (2 anos e meio):
| Período | Etapa da construção |
| Abril de 1890 | O Congresso dos EUA escolhe Chicago como sede da Exposição Columbiana. |
| Fins de 1890 – 1891 | Preparação do terreno: Drenagem, escavação de canais e nivelamento do Jackson Park, uma área pantanosa às margens do Lago Michigan. |
| 1891 – 1892 | Fase estrutural: Erguimento das fundações, pilares de aço, arcos de ferro e ossaturas de madeira. |
| Fins de 1892 – Início de 1893 | Acabamento e revestimento: Instalação das placas de staff, escultura de relevos, pintura em spray e cabeamento elétrico. |
| 1º de Maio de 1893 | Inauguração oficial: Abertura dos portões ao público. |
Principais empresas, arquitetos e engenheiros envolvidos
A coordenação da Cidade Branca foi um marco de gestão de projetos de engenharia e arquitetura nos Estados Unidos.
Liderança e planejamento
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Daniel H. Burnham (Diretor de Obras): Coordenou todo o projeto urbano e arquitetônico.
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John Wellborn Root: Arquiteto parceiro de Burnham que ajudou no plano inicial (faleceu no início dos trabalhos em 1891).
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Frederick Law Olmsted & Henry Sargent Codman: Responsáveis pelo paisagismo, criação de lagoas, canais navegáveis e aterro do parque.
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Edward C. Shankland: Engenheiro estrutural chefe responsável pelos cálculos das imponentes treliças de ferro e aço.
Empreiteiras e empresas fornecedoras
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George A. Fuller Company: Uma das pioneiras na construção de arranha-céus com estrutura de aço, atuando na execução e gestão de vários dos maiores pavilhão do evento.
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Carnegie Steel Company: Fornecedora primária de barras de ferro e vigas de aço estrutural para o esqueleto dos edifícios.
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Westinghouse Electric & Manufacturing Company: Venceu a concorrência contra a Edison General Electric para fornecer a iluminação do evento. Sob a orientação técnica de Nikola Tesla e George Westinghouse, instalaram a primeira grande rede elétrica funcional alimentada por Corrente Alternada (AC), iluminando toda a feira com mais de 100.000 lâmpadas.
Principais escritórios de arquitetura
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McKim, Mead & White (Agricultural Building)
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Richard Morris Hunt (Administration Building)
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George B. Post (Manufactures and Liberal Arts Building)
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Adler & Sullivan (Transportation Building — o único prédio colorido da feira)
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Sophia Hayden (Woman’s Building)
A fabricação do staff não ficou a cargo de uma única empresa privada, mas de oficinas temporárias instaladas no próprio canteiro de obras em Jackson Park. A supervisão geral foi do Bureau de Construção da Feira, com direção artística do escultor Augustus Saint-Gaudens e gestão do trabalho escultórico por Lorado Taft e sua equipe de assistentes.
O staff não foi inventado para a Feira de Chicago. Ele foi patenteado e desenvolvido na França por volta da década de 1850/1876 (atribuído ao gesseiro francês Eugène Lapierre) e já havia sido utilizado com grande sucesso nas Exposições Universais de Paris de 1878 e 1889.
As centenas de estátuas, relevos e frisos que adornavam as fachadas eram feitas do próprio staff (gesso de Paris, cimento e fibras vegetais). Elas eram moldadas ocas a partir de maquetes de argila, fixadas sobre armações de madeira ou ferro e pintadas de branco ou douradas.
Responsáveis pela produção e instalação do Staff
Ao contrário de grandes obras onde uma única fábrica fornece os materiais, a dimensão da “Cidade Branca” exigiu uma estrutura de produção artesanal e industrial montada diretamente no local do evento:
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Oficinas no canteiro de obras:
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O Bureau de Construção de Chicago transformou galpões temporários (como os edifícios de Silvicultura e Horticultura) em grandes ateliers e fábricas. Centenas de artesãos, gesseiros e carpinteiros trabalhavam em linhas de montagem no próprio Jackson Park, despejando a mistura líquida em moldes de gelatina ou gesso e aplicando as fibras de cânhamo antes da secagem.
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Liderança artística e coordenação:
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O renomado escultor Augustus Saint-Gaudens atuou como diretor de consultoria artística, supervisionando a coerência visual das fachadas e monumentos. O escultor de Chicago Lorado Taft foi nomeado Superintendente de Escultura e liderou a produção e ampliação das peças ornamentais.
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As “White Rabbits” (Coelhas Brancas):
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Para dar conta do volume colossal de trabalho e do prazo curto, Lorado Taft contratou um grupo pioneiro de mulheres escultoras e assistentes (incluindo Janet Scudder e Bessie Potter Vonnoh). Elas subiam e desciam agilmente as grandes estruturas para modelar e ajustar o staff, ficando frequentemente cobertas de pó branco — o que rendeu o apelido carinhoso dado por Taft.
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A origem do Staff: Uma invenção francesa
Embora a Feira de Chicago de 1893 tenha apresentado essa técnica para o público americano em uma escala jamais vista, o material já tinha um histórico consolidado na Europa:
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Desenvolvimento na França:
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O staff foi criado em Paris em meados do século XIX (por volta de 1850-1876) por gesseiros franceses, como Alexander Lapierre. O objetivo original era criar elementos decorativos de interiores mais leves e resistentes que o gesso tradicional puro.
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Uso nas exposições de Paris:
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A tecnologia foi adaptada para arquitetura temporária nas Exposições Universais de Paris de 1878 e 1889. Os arquitetos franceses perceberam que o staff resistia perfeitamente ao ar livre durante os seis meses de duração de uma feira internacional.
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O impacto em Chicago:
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Daniel Burnham e a comissão de arquitetos de Chicago importaram a fórmula e os métodos franceses, adaptando-os à capacidade de produção em massa americana. Após o sucesso de 1893, a técnica do staff virou padrão para praticamente todas as exposições internacionais seguintes nos EUA (como as feiras de Omaha em 1898, Buffalo em 1901, na Exposição Universal da Louisiana em 1904 e em exposições posteriores, e em edifícios temporários de outros tipos.
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Do que eram feitas as esculturas das fachadas?
As esculturas ornamentais que ficavam nas cornijas, colunas, pórticos e nos topos dos edifícios também eram compostas predominantemente de staff.
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Composição e leveza:
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O staff misturava gesso de Paris (plaster of Paris), cimento, água e uma alta densidade de fibras de cânhamo ou juta. A presença das fibras criava uma “massa armada” interna que impedia que as esculturas rachassem sob o próprio peso, permitindo que fossem ocas por dentro.
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Processo de fabricação:
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1. Maquete inicial: O escultor principal criava um modelo pequeno em argila (geralmente com um terço ou um quarto do tamanho final).
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2. Ampliação mecânica: Com o uso de ponteadores mecânicos (pointing machines), a maquete era ampliada para o tamanho monumental desejado.
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3. Moldagem: Criava-se um molde negativo (frequentemente de gelatina flexível para capturar detalhes sutis) no qual o staff era aplicado em camadas.
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4. Montagem e pintura: Depois de secas em poucas horas, as estátuas eram parafusadas ou pregadas nas estruturas de madeira e ferro das fachadas e recebiam a pintura branca impermeabilizante.
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Grandes monumentos:
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Obras icônicas do evento — como a Estátua da República (de Daniel Chester French) e a monumental Fonte de Columbia (de Frederick MacMonnies) — utilizaram o staff como base sobre armações metálicas. No caso da Estátua da República, a superfície de staff recebeu ainda uma aplicação externa de folhas de ouro.
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O staff era um material temporário e começou a se degradar rapidamente com o rigoroso inverno de Chicago. A maior parte da “Cidade Branca” e de suas esculturas foi destruída em dois grandes incêndios em 1894. Os edifícios que sobreviveram ao fogo foram desmantelados, e suas ossaturas de aço, ferro e madeira foram vendidas como sucata ou entulho.
A maioria das estátuas virou pó e destroços. A famosa Estátua da República original em staff queimou, mas ganhou uma réplica reduzida em bronze erguida no mesmo local em 1918. O principal sobrevivente foi o Palace of Fine Arts, reconstruído em pedra e transformado no atual Museum of Science and Industry. Fora do parque principal, o prédio do Congresso Mundial virou o Art Institute of Chicago.

O fim dramático da Cidade Branca
Após o encerramento da Exposição Universal em 31 de outubro de 1893, o destino da “Cidade Branca” foi marcado por rápida degradação climática, incêndios devastadores e a remoção dos escombros para a criação de um parque público.
Degradação rápida pelo clima
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Fragilidade ao inverno: O staff (gesso, cimento e cânhamo) foi formulado para durar apenas os seis meses de verão da feira. Com a chegada do rigoroso inverno de Chicago no final de 1893, o ciclo de congelamento e degelo fez com que a água retida nos poros do material se expandisse, rachando e esfarelando placas inteiras.
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Perda do brilho: Em poucas semanas, as fachadas imponentes começaram a desbotar e perder pedaços, transformando a outrora majestosa “Cidade Branca” em uma sequência de ruínas cinzentas e desgastadas.
Os grandes incêndios de 1894
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O incêndio de janeiro de 1894: Em 8 de janeiro de 1894, um incêndio de grandes proporções consumiu o Casino, a Music Hall, o Peristyle e a famosa escultura monumental da Quadriga.
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O incêndio de julho de 1894: No auge da tensão social causada pela Greve da Pullman Company, o maior dos incêndios atingiu o local. A fogueira alimentada pelas ossaturas secas de madeira e pelas placas de staff destruiu quase todos os grandes pavilhões da Bacia Principal (incluindo Manufaturas, Eletricidade, Máquinas e Agricultura) em questão de poucas horas.
O destino das esculturas de Staff
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Desmoronamento e destruição: As centenas de estátuas e ornamentos ornamentais não resistiram ao calor extremo dos incêndios ou à ação das picaretas na limpeza subsequente. Elas despencaram das cornijas e se desfizeram em pó e gesso queimado.
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A Estátua da República: A monumental versão original de 20 metros de altura (feita de staff e coberta com folhas de ouro) sobreviveu aos primeiros incêndios, mas acabou sendo destruída em um incêndio posterior em 1896. Em 1918, no 25º aniversário da feira, uma réplica menor em bronze (com 7,3 metros de altura) foi erguida no mesmo local em Jackson Park, onde permanece até hoje.
Os ddifícios que sobreviveram
Apesar da destruição quase total, alguns edifícios sobreviveram devido à sua construção permanente ou realocação:
| Edifício Original | Construção e situação atual |
| Palace of Fine Arts | Construído com alvenaria de tijolos para proteger as valiosas obras de arte de eventuais incêndios. Na década de 1930, seu revestimento externo temporário foi substituído por calcário rígido, tornando-se o Museum of Science and Industry (MSI). |
| World’s Congress Building | Construído fora de Jackson Park (no Grant Park, centro de Chicago) em uma parceria financeira conjunta. Após a feira, tornou-se a sede permanente do Art Institute of Chicago. |
| Maine State Building | Construído com madeira nobre daquele estado, foi comprado por investidores privados, desmontado e transportado para Poland Spring, Maine, funcionando por décadas como hotel e atração. |
O restante dos destroços metálicos e de madeira foi vendido como sucata, e a área foi totalmente limpa para que o arquiteto paisagista Frederick Law Olmsted redesenhasse o Jackson Park como o espaço público arborizado e com canais que existe hoje.
Na época que o compósito pré-fabricado Staff foi inventado, ainda se utilizava a milenar tecnologia de pedra artificial. Apesar da aparência imponente, os edifícios das feiras mundiais não eram permanentes, mas uma instalação temporária, por isso não fazia sentido construí-los com pedra artificial, que são muito mais duráveis do que as pedras naturais.
As pirâmides e construções de antigas civilizações foram feitas de pedra artificial.






































