Em 1º de novembro de 1755, pela manhã, milhares de moradores da cidade de Lisboa, vestidos festivamente e seus filhos iam às igrejas celebrar um dos feriados mais importantes – Dia de Todos os Santo. O sol brilhava, uma brisa fresca soprava agradavelmente do mar. Navios balançavam no porto: recentemente uma caravana de 28 navios chegou do Brasil com 2,5 toneladas de ouro. Às 9h00, os coros das igrejas começaram a cantar em todos os extremos de Lisboa «Gaudeamus omnes in Domino, diem festum…»

E nessa época, 250 km a oeste, no Atlântico, a terra tremeu. O navio, que estava no epicentro naquele momento, tremeu com tanta força que os marinheiros que estavam no convés foram atingidos. Por volta das 9h20, um rugido soou repentinamente, o chão tremeu sob os pés de milhares de pessoas que entraram em pânico. No Dia de Todos os Santos, um grande terremoto sacudiu a capital portuguesa, causando um destruição quase completa, e a reconstrução estendeu-se por muitos anos. O projeto de reconstrução foi encabeçado por Sebastião José de Carvalho e Melo, futuramente conhecido como marquês de Pombal. Até hoje, esse evento é considerado uma das maiores tragédias naturais que atingiu Portugal.

A súbita destruição de Lisboa teve um efeito profundo na história europeia pois uma das principais potências imperiais da Europa foi praticamente destruída em poucas horas. Os relatos contam que, por volta das 9h30, a cidade foi sacudida por um terremoto de grandes proporções. O efeito do terremoto em uma cidade nessa condição foi devastador, e os relatos contam que os tremores estenderam-se por até sete minutos, embora existam relatos que sugerem que podem ter se estendido por 15 minutos. O epicentro desse terremoto estava cerca de 200 km a 300 km de Lisboa, mais precisamente a sudoeste de Portugal continental, no meio do Oceano Atlântico.

Os especialistas da área, ainda hoje, não conseguem precisar com exatidão o epicentro desse terremoto. Estudos atuais calculam que o tremor de 1755 tenha alcançado 9 graus na escala Richter (a escala vai até 10). A magnitude desse terremoto contribuiu para a destruição total da cidade. Muitas pessoas em meio ao desespero e fugindo dos desabamentos e incêndios que atingiam outras partes da cidade fugiram para Baixa de Lisboa. Lá, essas pessoas foram atingidas um tsunami que afetou toda aquela região.

Assim, muitos dos que não morreram nos desabamentos e nos incêndios morreram com o efeito do tsunami que alagou essa parte de Lisboa. Entre os desmoronamentos, o incêndio que consumiu a cidade e as ondas trazidas pelo tsunami que alagou a Baixa de Lisboa, os especialistas apontam um alto número de mortos. Na época, Lisboa possuía 275 mil habitantes, ficando atrás apenas de Paris e Londres, e o número de mortos no desastre chegou a 100 mil.

Com o tremor de terra, uma enorme parede de água veio do mar em direção à cidade, subindo à medida que se aproximava. As pessoas correram de volta horrorizadas, mas a onda de 17 metros foi mais rápida, então caiu no cais e instantaneamente inundou o centro da cidade, subindo a uma altura de 5-6 metros. A primeira onda foi seguida pela segunda e depois pela terceira. Mas esse não foi o fim.

Além das vidas humanas, a destruição material foi enorme. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terremoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços. A Biblioteca Real foi destruída com mais de 70 mil volumes de itens lá armazenados.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Militares, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, chegou à residência real em Belém (um subúrbio de Lisboa) para se reportar ao rei  D. José I (1750-1777). Retirando os papéis, ele começou a listar as consequências do terremoto:

“Cerca de 85% de todos os edifícios, 53 palácios, 31 mosteiros, 75 capelas, 32 igrejas foram destruídos, o palácio real, a catedral patriarcal, o recém construído edifício da ópera incendiado, cerca de 100 mil habitantes morreram, a biblioteca real incendiada (80 mil volumes raros), o arquivo real com mapas e diários de bordo de marinheiros portugueses desde o século XV, relatórios inestimáveis de Bartolomeo Dias e Vasco da Gama foram perdidos, valores culturais acumulados ao longo dos últimos dois séculos, incluindo pinturas de Rubens, Ticiano e Caravaggio foram irremediavelmente perdidos…”

O secretário concluiu seu relatório com as palavras: “Vossa Majestade, Lisboa já não existe.” O rei português José I perguntou confuso: “O que devemos fazer agora?”. Carvalho respondeu com uma frase que se tornou histórica: “Temos de enterrar os mortos e alimentar os vivos.”

Gravura fantasiosa de Georg Caspar Prauntz que representa a destruição de Lisboa pelo terramoto.

O grande terremoto que arrasou Lisboa em 1755 foi criado artificialmente por alienígenas hostis? 1

As ações de emergência após o terremoto foram tomadas de imediato por meio da ação enérgica do secretário Sebastião José de Carvalho e Melo. As ações tomadas nessa ocasião são entendidas como a primeira ação de emergência tomada pelo Estado português. As obras de reconstrução da cidade estenderam-se até meados do século XIX. Para se livrar dos corpos, os mortos foram enterrados em valas comuns e muitos foram lançados no mar com pesos atados para que afundassem.

Em 5 de dezembro de 1775, Carvalho apresentou ao rei um projeto para a restauração de Lisboa, ou melhor, um plano para a construção de uma nova cidade no local da destruída, que foi aprovado. O exército começou a limpar o canteiro de obras, demolindo as ruínas com artilharia. A Nova Lisboa tinha ruas atipicamente largas para a época. A antiga cidade medieval, cheia de ruas pequenas e tortas e becos foi substituída por um estilo pombalino com ruas lineares e largas e a fachada dos prédios seguia diretrizes determinadas pelo Estado.

O novo projeto arquitetônico e a reconstrução da cidade ficou a cargo de Carlos Mardel, Manuel da Maia e Eugênio dos Santos. A Baixa de Lisboa, a área mais destruída, ficou conhecida como Baixa Pombalina e recebeu uma grande inovação para a época: os edifícios projetados receberam uma estrutura antissísmica. Essa estrutura ficou conhecida como “gaiola pombalina”. Essa técnica consistia em incorporar uma estrutura de madeira junto das paredes de alvenaria.

O estilo pombalino determinou ruas lineares e largas para Lisboa e a estrutura da fachada dos prédios eram predeterminadas pelo governo.

O grande terremoto que arrasou Lisboa em 1755 foi criado artificialmente por alienígenas hostis? 2

O terremoto teve um grande impacto sobre a economia portuguesa e a reconstrução precisava ser financiada de alguma forma. Sendo assim, Carvalho e Melo determinou o aumento dos impostos nas zonas mineradoras na região de Minas Gerais. Essa ação, a longo prazo, contribuiu para aumentar a insatisfação dos colonos contra Portugal.

O terremoto de Lisboa de 1755 teve grande repercussão internacional. Os historiadores afirmam que, após a destruição da cidade, inúmeras pessoas de outros países foram a Portugal observar e relatar a destruição que a capital de Portugal havia sofrido. O terremoto influenciou o pensamento de inúmeros intelectuais como Voltaire e Kant.

Durante o terremoto, o rei D. José I, a sua esposa Maria Anna Victoria e as suas quatro filhas estavam na residência real de Belém, nos arredores de Lisboa, e não foram feridos fisicamente. Depois de ouvir um relatório sobre a situação deplorável na capital, o rei recusou-se a viver no palácio (a claustrofobia não deixaria o rei até à sua morte), preferindo morar em tendas. A visão da destruição e os relatos de milhares de pessoas mortas soterradas fizeram com que o rei temesse viver em locais fechados.

D. José I foi rei de Portugal até 1777 e até o fim de seus dias viveu em um complexo de tendas construído em um local de Lisboa chamado Alto da Ajuda. Esse local foi escolhido por ser elevado e ter sofrido pouca destruição e as tendas construídas lá ficaram conhecidas como Real Barraca da Ajuda. Esse complexo existiu até o fim do século XVIII, quando um incêndio o destruiu.

O Dia de Todos os Santos em Portugal é celebrado em 1º de novembro, sendo um feriado nacional dedicado a honrar todos os santos e mártires cristãos, conhecidos ou não. É uma data de tradição cristã profunda, onde muitas famílias visitam cemitérios para decorar as campas com flores e velas, recordando os familiares falecidos

Na cultura popular, o terremoto fez com que muitos enxergassem o desastre como um castigo divino e o caso do bispo de Coimbra, Gabriel Malagrida, é bastante conhecido. Malagrida era um padre jesuíta e publicou um panfleto tratando o terremoto como um “castigo de Deus”.

O frade jesuíta Gabriel Malagrida, declarou: “Sabei, ó Lisboa, que os destruidores das nossas casas, palácios, igrejas e mosteiros, causa da morte de tantas pessoas e do fogo que devorou tantos objetos de valor, são os vossos pecados repugnantes, não cometas, estrelas, vapor, gases e fenômenos naturais semelhantes”.

Tais palavras de um clérigo de alto escalão não agradaram ao governo de Portugal. Ele acabou sendo denunciado na Inquisição, acusado de heresia e morto na fogueira em 1761. Em outro aspecto relevante, o terremoto de Lisboa contribuiu para o desenvolvimento da sismologia, a área do conhecimento que estuda os terremotos. Isso porque Carvalho e Melo enviou inquéritos para os párocos da região atingida pelo terremoto. O objetivo desse inquérito, que tinha 13 perguntas, era averiguar os impactos do terremoto.

Pouca coisa sobrou da Lisboa de antes do terremoto e tudo que se tem hoje foi resgatado pela arqueologia. Prédios que permaneceram de pé e objetos utilizados pelas pessoas comuns antes do desastre são extremamente importantes na reconstrução dos acontecimentos que se passaram com esse desastre natural. Um dos símbolos do terremoto são as ruínas do Convento do Carmo, nunca reconstruído e que hoje abriga um museu.

O Convento do Carmo é um dos grandes símbolos da destruição causada em Lisboa no terremoto de 1755.

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O tsunami causado pelo terremoto

Lisboa não foi a única cidade portuguesa afetada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o maremoto que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações, registando-se ondas com até 30 metros de altura. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis.

Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia (através de seichas) e através do Atlântico, afetando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta.

Localização potencial do epicentro do terremoto de 1755 e tempos de chegada do tsunami, em horas após o sismo.

O grande terramoto que arrasou Lisboa em 1755 foi uma catástrofe criada artificialmente? 5

Será Deus misericordioso? O nascimento do ateísmo.

A tragédia de Lisboa chocou não só Portugal, mas também toda a Europa. O terremoto que arrasou a “cidade de Deus” desencadeou uma onda de sentimentos ateístas. “Por que pecados Deus castigou os lisboetas, que rezavam incansavelmente dia e noite? Por que a Lisboa religiosa foi destruída e não Paris, mergulhada na devassidão?”, questionavam não só pensadores e filósofos iluministas, mas também cristãos comuns. Por que um dia de festa religiosa foi escolhido para esse “castigo”, ou melhor, ritual de sacrifício humano?

A tragédia de Lisboa foi o maior choque para a Europa e mudou não apenas o curso da história, mas também a mentalidade dos europeus. As mudanças, como muitas vezes acontece, começaram com as elites intelectuais da sociedade. Durante o Iluminismo, os filósofos eram uma dessas partes e como a impressão de jornais estava a todo vapor na Europa, cada folha impressa, cheia de novos detalhes da tragédia, regularmente lhes fornecia novas informações para debate.

No Dia de Todos os Santos, foram aqueles que se reuniram nas igrejas que se tornaram as primeiras vítimas da “ira de Deus”, enquanto seus vizinhos menos piedosos, que permaneceram em casa, tiveram uma chance muito maior de salvação! Os mais perspicazes notaram a ironia do destino: enquanto quase todas as igrejas de Lisboa desabaram, o bairro da Rua Formosa, onde se concentravam os bordéis, permaneceu praticamente intacto. Seria esse o senso de humor do Todo-Poderoso?

Nenhum apóstata, nenhum herege, infligiu tanto dano à Igreja quanto o terremoto de Lisboa, demonstrando ao mundo inteiro que um Deus bom pode ser muito cruel, punindo indiscriminadamente tanto os justos quanto os culpados. “Precisamos de um Deus assim?”, perguntaram os maçons Voltaire e Rousseau. De fato, foi após o terremoto de Lisboa que o ateísmo surgiu e a crença em um Deus bom foi substituída pela dúvida em Sua existência.

O desastre de Lisboa alterou a visão de muitos europeus sobre Deus e o homem. Se Deus era justo e amoroso, muitos se perguntavam, como poderia Deus ter permitido que tal coisa acontecesse à piedosa e católica Portugal, e ainda por cima num dia santo? Entre aqueles em quem o terremoto de Lisboa gerou cinismo em relação a Deus e à religião estava o maçom Voltaire, que viu na catástrofe a prova de que não vivemos no melhor dos mundos possíveis, sob a supervisão de uma divindade benevolente.

Um companheiro intelectual de Voltaire, o maçom Jean-Jacques Rousseau, defensor do “bom selvagem”, viu o terremoto como prova de que as cidades são um ambiente vulnerável e artificial para se viver. Os maçons Voltaire e Rousseau, endurecidos e radicalizados pelo terremoto, exerceram enorme influência sobre a Revolução Francesa que se seguiu três décadas depois, uma revolução maçônica que derrubou completamente a monarquia na França e, anos depois, outras monarquias europeias através do maçom Napoleão Bonaparte.

As convulsões da era napoleônica, assim como aquelas associadas aos numerosos movimentos revolucionários maçônicos radicais, até os dias atuais, inspirados pela Revolução Francesa, têm sua origem secularista na efervescência revolucionária antirreligiosa fomentada pelo grande terremoto de Lisboa. Afinal, eis o problema: durante séculos, as pessoas foram consideradas os progenitores do caos, enquanto Deus personificava a razão e a harmonia universais. Mas em 1o de novembro de 1755, o Deus cristão se comportou de forma ilógica, cruel e, além disso, simplesmente feia.

Algumas questões, como acontece na filosofia, deram origem a outras, e todas permaneceram sem resposta. Deus é tão sanguinário que precisa de sacrifícios humanos obtidos de forma tão impiedosa? É ético continuar a justificar Deus se ele destruiu uma cidade devotada a ele? No final, por que Deus escolheu como foco de sua ira não um análogo moderno de Sodoma e Gomorra, como Paris, mas a “cidade de Deus”, que nunca se cansou de orar dia ou noite? Na língua de Voltaire: “Teria sido, então, a infeliz Lisboa mais criminosa do que Londres ou Paris, chafurdando em seus prazeres?”

A escolha do dia para a catástrofe foi também desconcertante — justamente em um feriado: o Dia de Todos os Santos! Além disso, aqueles que estavam dentro das igrejas não tiveram a menor chance de escapar ilesos, ao passo que seus vizinhos menos piedosos — que haviam faltado ao culto matinal — tinham grandes chances de sobreviver. Os maçons iluministas mais sagazes observaram que, embora todas as igrejas de Lisboa tivessem desmoronado, o “bairro da luz vermelha” da cidade permanecera, milagrosamente, intacto.

Depois dessa catástrofe, Portugal acabou perdendo seu poderio econômico para sempre, relegado às últimas fileiras da vida europeia. Contudo, talvez esse não seja o aspecto mais significativo. Muito mais importante é o fato de que, juntamente com as igrejas de Lisboa, o próprio mundo cristão começou a se fragmentar. Com efeito, em 1º de novembro de 1755, nascia o ateísmo, emergindo exatamente na forma que observamos hoje, em nossa própria era pós-cristã.

Pois nem as execuções da Inquisição católica, nem as sangrentas Cruzadas católicas haviam jamais demonstrado ao mundo — de maneira tão vívida quanto o terremoto de Lisboa — que Deus pode ser muito, muito cruel. E a questão de saber se a humanidade deve ou não acreditar em Deus, permaneceu uma indagação profunda. Mas muito antes do terremoto que arrasou Lisboa, aconteceu outro desastre no Dia de Todos os Santos.

Em 1º de Novembro de 1570 aconteceu uma grande inundação na costa da Holanda e Frísia Oriental. A enchente foi precedida por uma tempestade que durou dois dias. A força da água foi tão intensa que vilas inteiras desapareceram e milhares de hectares de terras férteis foram arrasados. Em algumas regiões, o nível da água subiu mais de 4 metros acima do normal. É considerado o pior desastre de inundação do Mar do Norte antes do século XX. Os efeitos foram sentidos desde Calais em Flandres até a Jutlândia e até mesmo na Noruega, e estima-se que 25 mil pessoas morreram.

O terremoto que arrasou a “cidade de Deu” em 1755 causou uma onda de sentimentos ateístas. Voltaire, Goethe e Kant ficaram muito decepcionados com a ideia de um Deus onipotente e todo-perdoador, afinal, ele permitiu que tal tragédia acontecesse! O bom Deus, em quem é agradável crer, foi substituído pela dúvida sobre sua existência. O filósofo alemão moderno Werner Hamacher escreveu que este cataclismo criou uma nova linguagem para um novo mundo.

Sentimentos ateístas beneficiaram muitos monarcas europeus que tentaram se livrar da influência da Igreja Católica. Em 1772, a ideia de que o terremoto, era uma punição para os lisboetas por seus pecados foi reconhecida pela Igreja Católica como heresia, mas era tarde demais. O desastre desempenhou um papel decisivo no desenvolvimento do ateísmo, e muitos pesquisadores modernos acreditam que, em termos de influência na filosofia e na cultura da Europa, o terremoto de Lisboa superou até mesmo a Primeira Guerra Mundial.

Os monarcas europeus usaram a ascensão do sentimento ateu após o desastre de Lisboa para separar seu poder do eclesiástico e eliminar concorrentes — bispos católicos e prelados papais. É lógico supor que, se o terremoto não tivesse acontecido, eles teriam mantido sua influência e os líderes políticos da Europa católica teriam que ouvi-los. Os cardeais seriam nomeados para cargos governamentais importantes e, em todos os protoparlamentos europeus do século XVIII, os padres se sentariam não apenas como deputados das assembleias populares, mas também como representantes do Papa, cuja vontade os governantes seculares precisariam levar em consideração.

O crescimento dos sentimentos ateus no mundo após o terremoto de 1755 não apenas minou o poder do papado e da igreja, mas também se tornou um ambiente propício para o desenvolvimento e a disseminação de ideias políticas e jurídicas maçônicas (muito condicionalmente, elas podem ser chamadas de esquerdistas). A maçonaria protestante ganhou um grande impulso depois desse desastre.

O grande terremoto que destruiu o Império Português

Em meados do século XVIII, o pequeno Portugal controlava territórios desde a América do Sul até às às Ilhas Molucas. Parecia que nada poderia abalar a grandeza desta potência europeia. Hoje Portugal é um pequeno estado no sudoeste da Península Ibérica, que não tem influência nem na economia mundial nem na política mundial. Mas Portugal nem sempre foi assim. No passado era uma grande potência colonial mundial, possuindo vastos territórios ultramarinos: Brasil, Paraguai, Moçambique, Angola, Goa, Macau, Malaca, Ceilão.

Portugal conduzia comércio intercontinental, controlava rotas marítimas para a América, Índia, África Ocidental, China e Sudeste Asiático. Portugal era um estado europeu próspero e falava em igualdade de condições com Espanha, França, Itália e Inglaterra. Em meados do século XVIII, a capital de Portugal, Lisboa, era o principal porto marítimo da Europa. Açúcar, especiarias, marfim, ouro, Pau-Brasil e mogno (do Brasil), osso de baleia – toda a riqueza do mundo foi para a Europa através de Lisboa.

Em termos de população (275 mil), a cidade ficou atrás apenas de Paris e Londres. A cidade era rica. A cidade era linda. “Quem não viu Lisboa não viu beleza”, disseram os viajantes. Lisboa também era chamada de “cidade de Deus” pois não havia cidade na Europa mais devotada a Deus do que a capital portuguesa. A cidade tinha 40 catedrais e templos, 120 capelas, 90 mosteiros, onde os habitantes da cidade traziam constantemente doações generosas e em todos os feriados as igrejas não podiam acomodar a todos.

Mas em 1º de novembro de 1755, milhares dos habitantes de Lisboa morreram, e a cidade teve que ser reconstruída. Além de Lisboa, o terremoto destruiu outras 16 cidades. Um tsunami devastou as províncias do sul de Portugal, arrastando muitas aldeias para o mar e destruindo fortalezas costeiras. Cinco anos e meio depois, em 31 de março de 1761, Lisboa foi novamente abalada. Não tão fortemente quanto em 1755, mas ainda assim perceptível. A cidade tremeu por sete minutos. As ruínas de 1755 desmoronaram.

Tsunamis atingiram a cidade novamente. Os desastres deixaram um rombo significativo no orçamento do país. Enormes somas foram necessárias para reconstruir a capital, as cidades e os vilarejos arruinados. O país nunca se recuperou desse golpe. Portugal começou gradualmente a perder seu poder: simplesmente não tinha fundos para implementar projetos coloniais ambiciosos e manter sua grandeza. Partes do império começaram a se desfazer.

Hoje, restam apenas vestígios lamentáveis ​​do vasto império colonial: as ilhas dos Açores e da Madeira, onde o poderoso império colonial português teve início no século XV. E quem se beneficiou com o colapso do Império Português após esse desastre? A Grã-Bretanha, ou seja, a Coroa Britânica e a City de Londres.

O grande terremoto que arrasou Lisboa em 1755 foi criado artificialmente por alienígenas hostis?

O grande terremoto que destruiu Lisboa em 1755 foi criado artificialmente? A tecnologia de manipulação artificial de terremotos e do clima da Terra, foi utilizada várias vezes no passado por raças alienígenas hostis à humanidade, pois servem como ferramentas e mecanismos para causar reinicializações sociais locais ou globais, de acordo com os interesse dos controladores ocultos da sociedade humana, os Reptilianos Kingu.

A maioria dos grandes terremotos são causados artificialmente, já que raças alienígenas avançadas possuem a tecnologia para mapear placas tectônicas subterrâneas com a máxima precisão, tudo usando máquinas de radar de penetração no solo altamente eficientes e dispositivos altamente sofisticados para mapear a gravidade e a densidade de massa.

Ao saber exatamente como as placas tectônicas se formam e sua relação entre si, os alienígenas podem saber precisamente onde estão os pontos fracos, onde a pressão está aumentando e onde a placa está inclinada acima ou mantida no lugar abaixo. Conhecendo os pontos fracos entre as placas, de suas naves na órbita baixa da Terra, eles podem enviar uma onda de choque direcionada diretamente ao ponto vulnerável de alta pressão, o que pode ser suficiente para causar um deslocamento por si só.

Mas no caso de pontos de pressão tectônica mais persistentes, a vibração ultrassônica contínua pode ser enviada como ondas de choque. E a adição de alta energia de micro-ondas faz com que esses pontos vulneráveis se liquefaçam quando misturados com águas subterrâneas naturais pressurizadas, que também atuam como lubrificante, causando perda de aderência na área desejada e subsequente deslizamento ou movimento ao longo das placas tectônicas, causando um terremoto.

Esses alienígenas regressivos são os Greys e Reptilianos de Órion. Foram ele os responsáveis pela destruição da maior nação que já existiu, a Tartária, quando lançaram um grande asteroide no Mar Ártico que provocou um megatsunami que inundou grandes áreas na Sibéria, Alaska, Canadá e Groelândia, soterrando várias cidades no hemisfério norte e matando milhões de pessoas.

Na verdade o desastre foi causado pelos Elohim, os “deuses” do Antigo Testamento. Elohim era o nome que os povos antigos davam as diferentes raças estelares avançados que visitavam a Terra, entre eles os Greys e Reptilianos de Órion.

Os alienígenas regressivos escolheram propositalmente o dia em que milhares de moradores da cidade de Lisboa iam às igrejas celebrar um dos feriados católicos mais importantes, o Dia de Todos os Santo. O dia “sagrado” para os católicos se tornou um sacrifício satânico em massa, e toda a pesada energia do medo e sofrimento das pessoas em Lisboa serviu para manter baixa a frequência do planeta, alimentar as egrégoras demoníacas do baixo astral e causar traumas no inconsciente coletivo da humanidade.

O terremoto também desempenhou um papel decisivo no crescimento do ateísmo e de sociedades secretas racionalistas que promovem o secularismo. Os Illuminati da Baviera, grupo ocultista satânico fundado pelo jesuíta Adam Weishaupt em 1776, é exemplo mais famoso. Foram os Reptilianos de Órion que fundaram a civilização da Atlântida, que colapsou sob as águas do dilúvio há 12.500 anos. As elites humanas Illuminati são controladas pelos Kingu, que são controlados pelos Etorthan (raça de Greys) e Reptilianos de Órion.

O grande incêndio da cidade de Chicago em 1871 foi outra catástrofe causada por alienígenas hostis para a reinicialização da sociedade, e o incidente foi ocultado pelos maçons infiltrados no governo e mídia. A tecnologia de manipulação artificial de terremotos e do clima foi repassada aos militares americanos pelos Greys, através de acordos secretos. O sistema militar HAARP, afeta as placas tectônicas, causando tremores, terremotos e tsunamis utilizando ondas de rádio de alta frequência. Os grandes terremotos na Turquia e Síria foram causados por armas tectônicas.

O grande incêndio de Chicago em 1871 foi causado por Armas de Energia Dirigida?

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Renato Cunha
O blog Stylo Urbano foi criado pelo estilista Renato Cunha para apresentar aos leitores o que existe de mais interessante no mundo da moda, artes, design, sustentabilidade, inovação, tecnologia, arquitetura, decoração e comportamento.

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