Existe uma cratera na Lua que recebeu o nome de Fra Mauro, um monge veneziano do mosteiro de San Michele di Murano. Esta é uma homenagem ao grande erudito que compilou um mapa-múndi para o rei Afonso V de Portugal em 1459. Este mapa permanece o mais detalhado e preciso já feito naquela época, retratando a Europa, a Ásia e a África com tantos detalhes que se tornou um modelo para cartógrafos durante décadas. Trata-se de uma verdadeira obra de arte, aliada a um conhecimento geográfico de ponta, grande parte do qual antecipou as grandes descobertas geográficas.
Sua importância na história da cartografia é difícil de superestimar. Como essa maravilha foi criada, e quais segredos fascinantes ela esconde, intrigando até mesmo renomados estudiosos. Este é um mapa muito importante pois é antediluviano, ele mostra várias cidades tártaras na Sibéria, antes de serem soterradas pelo dilúvio que aconteceu entre 1490 e 1505. Este post complementa outro que estou escrevendo sobre o cataclismo que levou ao colapso da Grande Tartária.
A imagem do mundo antediluviano representada neste mapa não se encaixa na história e cronologia oficiais. A história oficial afirma que no século XV a Sibéria era “uma terra escassamente povoada”. Os exploradores russos começarão seu desenvolvimento somente em cem anos, e os primeiros mapas da Sibéria apareceram somente no século XVII. Mas o mapa de Fra Mauro pinta um quadro completamente diferente. As terras a leste do Volga e dos Urais são mostradas no mapa como um país civilizado e densamente povoado. Dezenas de cidades, rios e regiões são designados lá. Lá vivem povos que têm seus próprios reis, suas próprias tradições, sua própria história rica.
Mas há um detalhe neste mapa que confunde os historiadores e encanta os investigadores alternativos, ele retrata não apenas a Tartária (Sibéria), mas também a Rússia. Por que os livros didáticos silenciam sobre a Tartária? E por que o mapa do monge veneziano não é o único onde está representado? O mapa contém 2.419 nomes de lugares assinados e dezenas de legendas explicativas.

Quem é Fra Mauro?
Há pouca informação disponível sobre a infância de Frei Mauro. Os historiadores concordam que ele nasceu por volta de 1400 na Sereníssima República de Veneza. Essa cidade-estado medieval havia acabado de conquistar a independência do domínio bizantino. Graças à sua posição estratégica no Mar Adriático e ao seu comércio próspero, não teve dificuldades em coexistir com o mundo islâmico. A república possuía uma poderosa marinha, que derrotou facilmente a República de Gênova, contribuindo para que se tornasse uma das grandes potências do Mediterrâneo.
Onde mais a cartografia poderia florescer senão na terra natal de marinheiros audaciosos e mercadores incansáveis? O desenvolvimento dessa arte era simplesmente inevitável. Mauro dedicou-se a essa atividade. Navegou em navios pertencentes tanto à marinha militar quanto à mercante. Durante sua vida, visitou os cantos mais exóticos do globo. Em 1409, Mauro foi registrado como tesoureiro no mosteiro de San Michele in Isola, lar de monges da Ordem Camaldulense, uma congregação beneditina.
Na época, Mauro era um leigo na comunidade camaldulense, onde trabalhava como cartógrafo. Mais tarde, decidiu tornar-se monge e continuou seu trabalho predileto. Por várias décadas, não existiram registros escritos sobre ele. De onde o cartógrafo obtinha informações sobre descobertas geográficas e marítimas? Entrevistava marinheiros e mercadores, registrando tudo em detalhes. Logo, sua fama chegou aos ouvidos do rei português. Afonso V decidiu contratar Frei Mauro para criar o mapa mais moderno e preciso da história até então.
O mapa-múndi de Fra Mauro (feito entre 1457-1459) é uma obra monumental, medindo aproximadamente 2,4 x 2,4 metros. Trata-se de um grande planisfério circular desenhado em pergaminho, montado em uma moldura de madeira, frequentemente descrito como um dos maiores e mais detalhados mapas da época medieval. Você pode vê-lo em alta resolução aqui.

Uma obra de arte no campo da cartografia.
Naquela época, a luta pela supremacia naval era acirrada, portanto, possuir mapas detalhados e precisos era uma enorme vantagem. Mauro contou com a ajuda de um assistente chamado Andrea Bianco na criação de seu mapa-múndi. Andrea também possuía vasta experiência como marinheiro e cartógrafo. Ele também foi o autor de outro notável mapa-múndi de 1436, que leva seu nome e está guardado na Biblioteca Nazionale Marciana, em Veneza. Este mapa serviu como ponto de partida para a obra de Mauro, que é muito maior e mais detalhada, mas de aparência semelhante.
O mapa coloca o sul no topo, o que é incomum na tradição europeia, mas comum na cartografia árabe. A África está acima e a Eurásia está abaixo. Além disso, as proporções são distorcidas. Mas ainda é possível descobrir onde está tudo. O mapa comparado a uma imagem da Terra baseada em satélite da NASA.

A principal fonte de informação do monge foi o famoso viajante e mercador veneziano Niccolò da Conti. Outras fontes incluíam livros árabes e chineses. No mapa-múndi de Fra Mauro, a China e a Coreia aparecem muito menores do que a Europa e a África. Sua descrição se assemelha bastante a outra possível fonte: o mapa de Cannido, desenhado em 1402 com dimensões invertidas e uma explicação sobre o que um almirante chinês teria feito. Outro mapa-múndi que aparentemente inspirou Mauro foi o desenhado entre 1411 e 1415 por seu compatriota Albertino de Virga. Era semelhante, mas em uma escala muito menor. É impossível identificar e contabilizar todas as fontes orais.
O mapa de Fra Mauro é representado em pergaminho muito fino e altamente polido. Provavelmente foi feito com a pele de um bezerro recém-nascido. Curiosamente, o mapa era circular. Acredita-se que as pessoas da época não acreditavam nisso, mas essa é uma ideia equivocada que estudiosos modernos refutam incansavelmente.
Desde a antiguidade, pessoas instruídas sabem que a Terra é esférica. Foi apenas por convenção artística que os continentes foram representados cercados por água, e apenas uma pequena porção dos grandes oceanos foi mostrada, de modo que o espaço foi bem aproveitado para a localização de portos e cidades. O segundo mapa está invertido, uma característica comum em portulanos (guias náuticos que listam portos, distâncias entre eles e outras informações, bem como cartas náuticas).
No século XV, as bússolas ainda apontavam para o sul em vez do norte, possivelmente sob a influência do mundo muçulmano (que adotou esse modelo original da China). A obra do veneziano diferia dos mapas modernos principalmente por posicionar o norte no topo, pois acreditava-se que ali se localizava o Jardim do Éden. O monge alegava que, ao inverter o mapa, estava seguindo a tradição de Ptolomeu. Afinal, esse erudito greco-egípcio criou um mapa-múndi com o sul no topo. Assim, Jerusalém, a capital religiosa do mundo, foi deslocada de seu centro, o que levou Frei Mauro a justificar essa mudança no texto. Ele explicou que a maior densidade populacional da Europa em comparação com o Oriente mantinha a cidade no centro demográfico.
Além da imagem principal, há mais quatro cartões decorando os cantos. Da esquerda para a direita, os dois de cima representam o sistema solar de Ptolomeu e os quatro elementos (terra, água, fogo e ar). Os dois de baixo seguem a mesma ordem. Neles, o observador pode ver o Jardim do Éden e o globo terrestre com seus polos, equador e trópicos. No canto inferior esquerdo, Fra Mauro colocou o Jardim do Éden fora o mundo, e não no seu lugar tradicional no extremo oriente.

Esse mapa-múndi era o maior mapa-múndi da Europa naquela época. Contém todo o conhecimento geográfico mais avançado da época, belamente refletido em textos e desenhos sutis e elegantes. O mapa contém quase três mil inscrições e glifos gráficos que explicam e representam cidades, castelos, fortalezas, montanhas, rios e outras características interessantes, organizadas por tamanho de acordo com sua importância.
O interessante é que no mapa aparecem várias cidades por toda África, Egito, Arábia, Rússia e Tartária. A Europa não era o “centro do mundo”.
África do Sul.

África Ocidental.


A representação mais detalhada, naturalmente, é a da cidade natal do autor, Veneza. Ao norte, faz fronteira com as Ilhas Britânicas, depois com a Islândia e a Escandinávia. Ao sul, termina na África, apontando para o “Cabo Diab” (Cabo da Boa Esperança), que, segundo Fra Mauro, “eles avistaram de um junco”. Fra Mauro também destaca que o Cabo Diab pode ter conectado os oceanos Atlântico e Índico. Talvez seja por isso que os portugueses estavam tão ansiosos para chegar à Índia por essa rota.
A leste, o monge mostra o Japão. Este é um dos primeiros mapas europeus a incluir esse país. Finalmente, a oeste, o mapa contém uma faixa correspondente ao Oceano Atlântico, embora com um detalhe interessante: as Américas eram desconhecidas dos europeus em 1450. A Groenlândia está incluída no mapa como referência a Grolanda.
Japão e Java.

China

Segundo a lenda, na antiguidade, os russos contavam aos estrangeiros: “Somos filhos de Tarkh e Tara…”. O deus Tarkh (Dazhdbog) e a deusa Tara eram filhos do deus Perun e considerados os patronos e guardiões da terra russa. Mas os estrangeiros chamavam a terra de Tarkh e Tara de Tartária, e foi assim que a marcaram nos mapas. Mais tarde, os historiadores passaram a chamá-la de Tartaristão. Tal é a metamorfose da história. No mapa-múndi de Fra Mauro de 1459, os principados da Rússia ainda eram chamados de Rússia e Tartária. E eram muitos.
O mapa-múndi de Fra Mauro retratou a Ásia, a Europa e a África antes do dilúvio global que destruiu a antiga civilização da Tartária. O mapa contém muitas cidades hoje desconhecidas ao longo de toda a Rota Marítima do Norte, que ainda era bastante utilizada para navegação na época, o que é perfeitamente lógico, dada a posição diferente dos polos. Isso porque as condições climáticas no norte da Rússia eram mais favoráveis naquele período. É por isso que muitas cidades neste mapa estão marcadas não apenas no litoral, mas também no interior da Sibéria.
O interessante é que o mapa incluiu a Tartária, que aparece no curso sul dos rios Volga e Don, e também a Rússia. É possível que essa contradição na versão oficial da história tenha levado ao pouco conhecimento deste mapa e à sua omissão por parte dos historiadores oficiais. É também bastante possível que a ausência da mítica “Tartária Moscovita”, supostamente separada e independente da Rússia, seja precisamente o que irrita os adeptos das míticas “guerras Romanov contra a Tartária Moscovita” nos séculos XVIII e XIX.
A multiplicidade de cidades no norte da Rússia, por toda a Sibéria e Ásia, desmascara o mito de que a Sibéria sempre foi uma terra “não histórica e pouco povoada”, mas a Sibéria é que foi o “centro do mundo” antes do cataclismo. A Europa Ocidental, com a antiga posição do Polo Norte no território da Groenlândia, não era o “centro de civilização”, mas uma província pouco povoada e atrasada do mundo antediluviano, o que refuta toda a versão oficial ocidental da história inventada pelo Vaticano e City de Londres.
O interessante é que a grandiosa “cidade eterna” de Roma quase não aparece no mapa. Já Constantinopla (Nova Roma) aparece, embora sua representação reflita o período de transição em torno da queda da cidade para o Império Otomano em 1453, quando o mapa estava sendo produzido. Na verdade, a ascensão de Roma aconteceu após a queda de Constantinopla, quando a cidade se tornou residência oficial dos papas (Romano Pontífice), e multidões de peregrinos do mundo inteiro invadiram a cidade. Roma começou a se tornar o “centro do mundo” após a catástrofe da virada do século XV para o século XVI que levou ao colapso da Sibéria.
A presença no mapa do território marcado como “Tartária” refuta os mitos espalhados por historiadores e pela internet de que a Tartária supostamente nunca existiu. As numerosas cidades siberianas marcadas no mapa de Fra Mauro desapareceram após o dilúvio. Somente um poderoso cataclismo poderia ter feito isso, assim como destruiu a confederação siberiana, que havia sido o centro de todo o mundo antes do dilúvio. A Grande Tartária era a “Velha Ordem Mundial” mas como foi arrasada por um megatisunami, o Vaticano e a City de Londres se tornaram a “Nova Ordem Mundial”.

E, curiosamente, podemos ver cidades com torres altas, por toda a Rússia, incluindo a Sibéria. A enorme quantidade dessas cidades de pedra pré-diluvianas indica claramente que a Sibéria era a metrópole daquele mundo antediluviano e uma de suas províncias mais desenvolvidas. Mas todas essas cidades (especialmente na Sibéria e ao longo de toda a Rota Marítima do Norte) pereceram em uma catástrofe que o monge jesuíta alemão Athanasius Kircher (1601-1680) descreveu em seu livro “O Mundo Subterrâneo” em 1664, onde no capítulo 13 menciona a “inundação local tártara”.
E o próprio nome sugere que seu epicentro estava em algum lugar no nordeste da Sibéria. É por isso que as cidades perdidas no leste da Sibéria estão agora enterradas sob até 300 metros de sedimentos, onde o chamado “permafrost” se formou precisamente após essa catástrofe. Contudo, na Europa Ocidental, a julgar por este mapa, existiam apenas duas grandes cidades de pedra antes da catástrofe: Paris e Praga. E mesmo Londres aparece listada como uma cidade de porte médio. Em outras palavras, naquela época, essa Europa tão “civilizada” era apenas uma província periférica do mundo pré-catástrofe.
Mas, devido à sua grande distância do epicentro da catástrofe, suas cidades de pedra sobreviveram. E a própria Europa Ocidental tornou-se o novo “centro” do mundo pós-catástrofe, com a cidade imperial de Roma.
No mapa de Fra Mauro, todas as terras russas estão divididas em cinco regiões:
- Rússia Rossa» (Rússia Vermelha) — terras do sul e sudoeste
- Rússia» (Europa) — terras do noroeste
- Rússia Sarmácia» (Rússia na Europa) — terras do norte
- Rússia Bianca» (Rússia Branca) — terra oriental
- Rússia Negra» (Rússia Negra) — terras da região central e nordeste.
O próprio Frei Mauro oferece a seguinte explicação sobre essa “divisão por cores”: “Essa divisão [do país] em Rússia Branca, Rússia Negra e Rússia Vermelha não tem outra explicação senão o fato de que essas partes da Rússia são nomeadas da seguinte forma. A Rússia Branca recebeu seu nome do Mar Branco [próximo], a outra parte – a Rússia Negra – é chamada assim por causa do Rio Negro, e a Rússia Vermelha é chamada assim por causa do Rio Vermelho. Os tártaros chamam o Mar Branco de “Acteniz”, o Rio Negro de “Karasu” e o Rio Vermelho de “Kozusa”….”
A primeira inconsistência: se no século XV a Sibéria era “selvagem e desabitada”, de onde vêm tantas cidades e povos no mapa? Se a Rússia apareceu apenas sob a dinastia Romanov, por que está indicada num mapa veneziano de 1459?
A segunda inconsistência: se Tartária era simplesmente um nome medieval para terras mongóis, segundo os historiadores, por que é descrito com tantos detalhes? Porque tem as suas próprias cidades, os seus próprios povos, a sua própria hierarquia?
Mas o mapa de Fra Mauro deixa uma coisa clara: A Rússia era dividida em principados ligados pelas mesmas raízes. E os eslavos de pele branca e olhos claros habitavam esse vasto território.

Como o monge veneziano, que nunca saiu da Itália, sabia sobre as cidades siberianas? O próprio Fra Mauro responde a esta pergunta em inscrições explicativas. Ele usou várias fontes:
- Informações de Marco Polo —obviamente de lendas de mapas na China e no Leste Asiático.
- Obras de Ptolomeu —especialmente em sua representação do Oceano Índico.
- Fontes russas. Fra Mauro menciona “hóspedes de Sourozhan” — comerciantes russos que negociavam com postos comerciais italianos na região norte do Mar Negro. Em busca de aves de rapina, chegaram a Pechora e, possivelmente, mais longe.
- Informações de comerciantes e viajantes orientais.
Historiadores modernos acreditam que o mapa de Fra Mauro, apesar de todas as suas imperfeições, ainda pode ser colocado mais alto do que muitos mapas posteriores. Refletiu o conhecimento real sobre a Terra acumulado em meados do século XV. O mapa de Fra Mauro não é o único que retrata a Sibéria como um país densamente povoado. No Atlas Catalão do Mundo de 1375, a Sibéria aparece pela primeira vez em mapas europeus.
O que está escondido sob a camada de lendas?
Os defensores da história alternativa argumentam que por trás das lendas da Sibéria “selvagem” existe uma história real. No mapa de Fra Mauro não vemos ficção, mas a memória da grande civilização do norte que existia antes da catástrofe global.
Eles apontam para vários fatos:
- Muitas cidades no norte da Rússia —o mapa mostra dezenas de assentamentos que, segundo a versão oficial, não poderiam existir.
- “Arkaim Siberiano” —na região de Nizhnekolymsky, em Yakutia, pesquisadores encontram objetos que lembram o famoso Arkaim nos Urais do Sul.
- Vestígios de megálitos — estruturas megalíticas que datam de milhares de anos são encontradas em diferentes partes da Sibéria.
Na opinião deles, era a Sibéria que era então o “centro do mundo”, e não a Europa Ocidental, que no mapa de Fra Mauro parece uma província escassamente povoada e degradada. Fra Mauro usou as melhores fontes de sua época, incluindo informações de comerciantes russos que realmente visitaram a Sibéria. Vejo o mapa de Fra Mauro como um documento único. Ele registra o conhecimento sobre o mundo que estava disponível em meados do século XV.
E esse conhecimento sugere que a Europa sabia muito mais sobre a Sibéria do que comumente se acredita. Havia cidades, nações, reis. Havia civilização lá. Talvez porque seja uma história complexa, onde houve grandes civilizações no Norte, onde a Sibéria era densamente povoada, onde a Rússia existia muito antes dos Romanov, esta história é inconveniente. Ela exige uma revisão dos livros didáticos. Ela destrói mitos.
Uma obra-prima reconhecida até hoje.
O mapa-múndi de Fra Mauro ainda é merecidamente considerado uma das obras-primas da cartografia. O original real não sobreviveu. Foi feito um único exemplar, escrito em latim e enviado para Lisboa, onde foi guardado no Castelo de São Jorge, residência real da época. Desapareceu no final do século XV e nunca mais foi visto. Um exemplar feito pelo cartógrafo Andrea Bianco e está em exposição hoje na Biblioteca Marciana, em Veneza.
Bianco concluiu esta obra, pois Fra Mauro havia falecido antes, em 1464. Ele foi agraciado postumamente com o título de “chosmographus incomparabilis”. Esta foi uma honra extraordinária, alcançada por poucos. A obra de Fra Mauro, na época, rompeu com todos os estereótipos e tradições cartográficas.







































