O Coliseu Romano é considerado um símbolo inabalável da grandeza antiga, erguido pelos imperadores da dinastia Flaviana no século I d.C. No entanto, se descartarmos os dogmas habituais e nos voltarmos para fatos áridos — mapas medievais, documentos de arquivo, relatos e tecnologias de construção — a imagem harmoniosa da história oficial de “dois mil anos” do Coliseu começa a desmoronar rapidamente.

Segundo os historiadores do Vaticano, o Coliseu, conhecido originalmente como Anfiteatro Flaviano, teve sua construção iniciada por volta de 70-72 d.C. sob o governo do imperador Vespasiano e foi inaugurado em 80 d.C. pelo seu filho, o imperador Tito. As obras foram financiadas pelo espólio do cerco de Jerusalém e concluídas em cerca de oito anos. O Coliseu foi construído com pedra travertino, concreto romano e tijolos de argila cozida, especialmente nas partes internas, abóbadas e nos níveis superiores. O uso de tijolos foi massivo.

Por que há um vazio gritante nos planos e mapas detalhados de Roma até o século XIV no local do anfiteatro gigante? Para onde foram realmente as milhares de carroças com pedra e tijolos compradas pelo Papa Nicolau V em meados do século XV? E como o calcário macio conseguiu preservar bordas perfeitas, supostamente expostas ao ar livre por dois milênios sob chuva e vento constante?

Neste artigo realizarei uma auditoria da principal atração da Itália, o Coliseu, e mostrarei que este anfiteatro não é uma construção da antiguidade, mas um projeto ambicioso dos humanistas do Renascimento, concebido para criar uma base “antiga” de poder para o Vaticano.

Das revelações de engenharia de Leon Battista Alberti à composição química dos tijolos produzidos nos fornos papais, todas essas evidências apontam para uma única data, a saber, o século XV. Chegou a hora de descobrir como foi criada a maior decoração arquitetônica da história da humanidade. O Renascimento foi um movimento cultural, artístico e científico que teve início na Itália, principalmente em Florença, durante o século XIV (por volta de 1300) e estendeu-se até o final do século XVI ou início do século XVII (aproximadamente 1600) por toda a Europa.

Vamos embora!

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 1

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 2

Para confirmar a teoria sobre a construção do Coliseu no século XV, dados sobre a logística de materiais de construção e instalações de produção da época são de fundamental importância. O principal conjunto de argumentos baseia-se no fato de que os volumes de mineração de pedra e queima de tijolos sob o Papa Nicolau V coincidirem idealmente com as necessidades de um objeto como um anfiteatro.

Segundo as crônicas romanas oficiais, o principal material do Coliseu é o travertino – calcário branco, que era extraído em pedreiras de Tivoli, que fica a 20–30 km de Roma. Em meados da década de 1450, o Papa Nicolau V iniciou a mineração de travertino em uma escala sem precedentes em Tivoli. Sobrevivem registros da contratação de centenas de trabalhadores e do pagamento de milhares de carroças para transportar pedras para Roma. Ele foi chefe da Igreja Católica e governante dos Estados Papais de 6 de março de 1447 até sua morte, em março de 1455.

O Papa Nicolau V emitiu a Bula Papal Dum Diversas em 18 de junho de 1452. Autorizou o Rei Afonso V de Portugal a reduzir quaisquer “sarracenos (muçulmanos), pagãos e quaisquer outros descrentes” à escravidão perpétua. Isto facilitou o comércio de escravos portugueses da África Ocidental. O mesmo papa emitiu a bula Romanus Pontifex em 5 de janeiro de 1455 ao mesmo Alfonso, visando estender o domínio das nações católicas da Europa sobre as terras descobertas durante a Era dos Descobrimentos. Além de santificar a tomada de terras não cristãs, encorajou a escravização de povos nativos não cristãos na África e no Novo Mundo.

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 3

Segundo a história, as pedras extraídas em pedreiras de Tivoli foram supostamente destinadas exclusivamente à reconstrução da Basílica de São Pedro e das muralhas do Vaticano. Mas na década de 1970, o paleógrafo italiano Alessandro Saporetti, ao organizar os registos do Vaticano, deparou-se com uma estranha discrepância: o volume de pedras compradas nas contas do Vaticano era dezenas de vezes superior às necessidades de reconstrução da Basílica de São Pedro e das muralhas do Vaticano.

E o mais importante, por algum motivo, as principais rotas logísticas levaram ao local onde hoje fica o Coliseu. Por que o Papa Nicolau V pagou por uma enorme quantidade de travertino e a entregou ao Coliseu? Pergunta interessante! Não é? O que é mais interessante é o seguinte! As paredes internas, abóbadas e lances de escadas do Coliseu são feitos de tijolos vermelhos cozidos. O tijolo do Coliseu tem dimensões estritamente padronizadas e alta qualidade de queima.

O que é surpreendente?

No século XV, as principais fábricas de tijolos (fornaci) para a construção de Roma estavam localizados na região do Vaticano e junto a Via Appia, nas proximidades do Coliseu.

E agora uma sensação!!!

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 4
Cláudia Conini

A renomada pesquisadora da Universidade de Roma La Sapienza, especialista em história de tecnologias e materiais de construção Cláudia Conini é uma especialista em “arqueologia de paredes”. Ela desenvolveu um método que permite datar um edifício pela composição e método de queima de tijolos e colagem de argamassa sem destruir o edifício histórico.

Então, Conini ressalta que a composição e os métodos de queima de tijolos, e a composição da argamassa de cal no Coliseu coincidem suspeitamente com as tecnologias do início do Renascimento do século XV — época do Papa Nicolau V. E o mattoni papali (tijolos papais) de Nicolau V tem as mesmas dimensões e composição padrão dos tijolos do Coliseu. Enquanto o tijolo da época do Imperador Vespasiano (século I d.C.) é geralmente mais fino e tem uma textura diferente.

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 6

Ela afirmou: “Não vemos a restauração do antigo Coliseu no século XV, mas um único ciclo de produção de material de construção”.

Resultado: No século XV, sob o Papa Nicolau V, começou a produção em massa de mattoni papali (tijolos papais). Ao contrário do fino pedestal bizantino (2-3 cm), o tijolo do Coliseu em várias seções internas tem 4,5–5,5 cm de espessura, o que coincide completamente com o padrão de produção das fábricas papais (Fornaci) de meados do século XV.

O que se segue é ainda mais interessante.

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 7 O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 8 O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 9

A solução da alvenaria do Coliseu de acordo com seu traço químico (a proporção de cal e areia), bem como a impureza descoberta de pozolana (cinza vulcânica), é idêntica à alvenaria das muralhas do Vaticano do mesmo período. O Coliseu era sustentado por milhares de grampos de ferro cheios de chumbo.

A análise de vestígios de impurezas em resíduos de ferro (teor de enxofre e fósforo) em numerosos grampos de ferro mostra que o metal foi obtido pelo processo de conversão instantânea em fornos que começou a ser amplamente utilizado na Europa (em particular, na Toscana) apenas no Séculos XIV – XV.

Ao que parece, o Coliseu é um manifesto arquitetônico do Renascimento, construído no século XV com o objetivo de criar “uma base histórica” para o poder dos Papas. E autores posteriores do Renascimento deliberadamente o empurraram para a Antiguidade para mostrar a antiguidade de Roma e falsificar a história. Se o Coliseu foi construído por ordens do Papa Nicolau V, sua finalidade seria para entretenimento e apresentações, mas não luta sangrenta entre gladiadores.

A construção do Coliseu foi realizada por ordens do Papa Nicolau V (1447–1455). As obras podem ter se iniciado em 1454 para transformar Roma na “Nova Jerusalém” após a queda de Constantinopla, em 1453. Após a morte de Nicolau V em 1455, a construção continuou sob supervisão dos papas Calisto III (1455-1458) e Pio II (1458-1464).

Durante o pontificado de Nicolau V, no início do Renascimento, a população de Roma era relativamente pequena, estimada em cerca de 10.000 a 30.000 habitantes. A cidade passava por um processo de revitalização urbana e artística, buscando recuperar a grandeza perdida, após séculos de declínio demográfico desde o auge imperial, quando supostamente chegou a ter cerca de 1 milhão de habitantes. Como a população de Roma pode ter decaído tanto? Teria sido por causa de um evento catastrófico global que matou milhões de pessoas?

O anfiteatro El Jem foi feito com blocos de pedra e não tijolos

O anfiteatro de El Jem, na Tunísia, é um imponente anfiteatro romano construído por volta de 238 d.C., considerado o terceiro maior do mundo e um dos mais bem preservados, superando o Coliseu de Roma em conservação. Com capacidade para cerca de 35.000 pessoas, a estrutura foi construída na antiga cidade de Thysdrus.

Ele foi construído totalmente com blocos talhados em arenito, perfeitamente encaixados entre si, com revestimento de mármore e pisos de concreto. O El Jem apresenta técnicas avançadas de engenharia romana, como arcos e abóbadas. O interessante é que não foram utilizados tijolos vermelhos cozidos em sua estrutura, como vemos no Coliseu de Roma. O El Jem é muito mais antigo que o Coliseu, que supostamente, foi inaugurado em 80 d.C.

Fontes:

  • Leon Battista Alberti, “De re aedificatoria” (1452).
  • Giannozzo Manetti, “Vita Nicolai V” (ser. Século XV).
  • Flavio Biondo, “Roma Instaurata” (1444).
  • Uptun Sinclair, “A Engenharia do Renascimento” (em termos de análise de misturas de edifícios).
  • Archivio Segreto Vaticano (ASV), Computi di S. Pietro: Faturas para pagamento de grandes remessas de travertino e cal em 1450–1455 e rotas logísticas.
  • Gianozzo Manetti, «Vita Nicolai V».

Uma das ruínas mais antigas do Fórum Romano são as ruínas do Templo de Vênus e Roma. Mas eles são realmente tão antigos quanto os historiadores nos garantem?

O Templo de Vênus e Roma, localizado em frente ao Coliseu, é um exemplo notável da engenharia que foi construído com uma base de concreto romano (opus caementicium), tijolos queimados e estrutura revestida de mármore branco. O Templo de Vênus, localizado no Fórum Romano em Roma, era um dos mais grandiosos monumentos dedicados à deusa do amor e da beleza. Supostamente construído pelo imperador Adriano em 135 d.C., o templo homenageava Vênus Felix (a deusa da sorte) e Roma Aeterna (a personificação da cidade eterna).

O que se fala é que a Igreja de Santa Maria Nova (a futura Santa Francesca Romana) foi construída no local de um antigo templo pagão dedicado a Vênus e Roma em meados do século VIII – pura ficção. Tudo isso foi inventado especialmente mais tarde para tornar a história de Roma mais antiga. Mas então, que tipo de ruínas estão adjacentes à Basílica de Santa Francesca Romana?

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 10

Poucas pessoas sabem disso, mas estas não são as ruínas do antigo Templo de Vênus e Roma, do século II, e sim os restos do Grande Concílio de Concórdia, dedicado a Vênus e Roma, cuja construção foi iniciada pelo Papa Nicolau V em 1454 para transformar Roma na “Nova Jerusalém” após a queda de Constantinopla em 1453. Este relato é do político, advogado e jornalista italiano Stefano Infessura, em seu diário “Diario della cittá di Roma”, que narra a história do papado nos séculos XV e XVI.

Registros de 1454-55 mencionam “a construção, perto da igreja de Santa Maria Nova, de uma basílica dupla em honra do Amor (Vênus) e da Cidade (Roma), a fim de reconciliar a fé e a sabedoria”. Também afirmam que o famoso arquiteto do Vaticano do século XV, Leon Battista Alberti, trabalhou no projeto. Então, por que vemos as ruínas dessa igreja hoje? É simples!

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 11

O Grande Concílio de Concórdia, dedicado a Vênus e Roma, foi construído bem em frente ao Coliseu, sob ordens do Papa Nicolau V. Nas duas estruturas foram utilizados os mattoni papali (tijolos papais).

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 12

Então por que vemos as ruínas deste templo hoje? 

Alguns pesquisadores independentes acreditam que em algum momento entre 1490-1505 ocorreu um cataclismo que deixou muitas cidades pelo mundo em ruínas, inclusive Roma. Uma tempestade seguida por um “mar de lama” invadiu as ruas de Roma destruindo e soterrando vários edifícios. Esse “mar de lama” danificou o Templo de Vênus e Roma e o Coliseu. A cidade foi soterrada por metros de terra, matando milhares de pessoas.

Muitas pessoas acabaram abandonando Roma, que estava em ruínas. A Igreja não tinha fundos para a restauração então o Templo de Vênus e o Coliseu começaram a ser desmantelados pelas pessoas que sobreviveram para que seus materiais fossem utilizados ​​na construção de outros edifícios.

Em 1527, ouve uma invasão devastadora em Roma por tropas amotinadas de Carlos V (I da Espanha), Sacro Imperador Romano-Germânico, cerca de 34.000 homens, incluindo espanhóis e Lansquenetes alemães, amotinaram-se por falta de pagamento e marcharam sobre a cidade sem ordens diretas. Eles saquearam a cidade por meses e a população caiu de cerca de 50.000 para 10.000 devido a mortes, fome e peste.

O ataque foi uma resposta à aliança do Papa Clemente VII com a França (Liga de Cognac) contra o domínio de Carlos na Itália. Apesar de se considerar defensor da fé católica, as tropas mercenárias de Carlos V invadiram a cidade, pilharam o Vaticano e encurralaram o Papa Clemente VII no Castelo de Santo Ângelo, marcando um dos episódios mais dramáticos de seu reinado.

Não importa o quanto a verdade seja escondida por séculos, ela eventualmente virá à tona.

Fontes:

1. As Maravilhas de Roma, ou, Um Retrato da Cidade Dourada. Traduzido por Francis Morgan Nichols (tradução para o inglês do texto do século XII). Londres, Spithoover e Roma: Ellis e Elvy. 1889.

2. Stefano Infessura, Johann Burchard. Diários: Documentos sobre a História do Papado dos Séculos XV e XVI.

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 13

Constantinopla x Roma

G.V. Nosovsky e A.T. Fomenko são matemáticos russos conhecidos por desenvolverem a teoria da “Nova Cronologia”. Eles propõem que a história mundial registrada antes de 1600 d.C. foi falsificada. Nosovsky e Fomenko argumentam que a cronologia aceita, baseada em Joseph Justus Scaliger (1540–1609) e Denis Petavius (1583–1652), é uma invenção dos séculos XVI-XVII. Utilizam métodos estatísticos e astronômicos próprios para tentar provar que registros antigos (como o Almagesto) pertencem à Idade Média. Os mil anos extras são fruto da imaginação de Scalliger e Petavius, cujo objetivo era fazer a história europeia parecer mais antiga. Estou preparando uma matéria sobre a cronologia inventada por Scalliger e Petavius.

Em seu livro, “O Vaticano”, eles detalham como muitos dos monumentos supostamente “antigos” de Roma não foram construídos na antiguidade, como se acredita comumente, mas muito mais tarde. Eles foram erguidos nos séculos XV e XVI por papas que chegaram à Roma relativamente pouco tempo atrás — por volta de 1453. Os primeiros papas eram, muito provavelmente, refugiados de Constantinopla, a capital romana no Oriente, que foi derrotada em 1453 pelos turcos otomanos (hoje, a cidade turca de Istambul).

Cidade de Constantinopla antes da invasão Otomana.

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 14

Bizâncio foi uma antiga colônia grega (fundada em 658 a.C.) que se tornou a capital do Império Romano do Oriente, Constantinopla (atual Istambul), em 330 d.C.. O Império Bizantino durou mais de mil anos (até 1453), destacando-se pela cultura helenística, religião ortodoxa, forte autocracia imperial e por ser uma ponte comercial entre Oriente e Ocidente. Bizâncio era mais antiga que a cidade de Roma. O Império Bizantino (também conhecido como Império Romano do Oriente) surgiu apenas quando o imperador Constantino transferiu a capital imperial de Roma para Bizâncio em 330 d.C., renomeando-a Constantinopla.

O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento? 15

Alguns dos edifícios “antigos” da Roma foram construídos pelos papas fugitivos como imitações das estruturas originais que existiam em sua antiga pátria, Constantinopla/Bizâncio. O Coliseu não é exceção. A contrapartida do Coliseu Romano em Constantinopla (atual Istambul) era o Hipódromo, construído pelo Imperador Constantino, o Grande, que acomodava entre 30.000 e 100.000 espectadores.

Tijolos cozidos foram utilizados na construção do antigo Hipódromo de Constantinopla. Embora a estrutura fosse conhecida por seus monumentos de mármore e bronze (como o Obelisco de Teodósio e a Coluna Serpentina), os tijolos romanos cozidos eram fundamentais na engenharia bizantina da época, sendo usados na estrutura de suporte, nas bancadas e na base da spina (a barreira central). A construção do hipódromo, seguia o modelo do Circo Máximo em Roma, que combinava tijolos, argamassa e blocos de pedra para criar estruturas duráveis e imensas.

Em Constantinopla o principal entretenimento eram as corridas de bigas e não o combate de gladiadores, por isso o grandioso Hipódromo serviu como principal centro público e de entretenimento, semelhante ao Circo Máximo em Roma. Em 1204, durante a Quarta Cruzada, Constantinopla foi saqueada por forças ocidentais e venezianas, resultando na destruição e pilhagem do Hipódromo. O local, centro da vida pública bizantina, teve obras de arte roubadas, como a famosa quadriga (Cavalos de São Marcos), levada para Veneza, e monumentos danificados, marcando o declínio da cidade.

As ruínas do Hipódromo de Constantinopla em 1450.

Após 1204, o edifício ficou em ruínas e perdeu sua função cultural e social. Quando os otomanos assumiram o controle da cidade em 1453, o hipódromo já não era utilizado para corridas de bigas e foi desmantelado e seus materiais foram usados pelos moradores da cidade para a construção de edifícios. Atualmente, a área é conhecida como Praça Sultanahmet, restando apenas monumentos isolados (Obelisco de Teodósio, Coluna da Serpente) da antiga estrutura.

Se o Hipódromo ainda existisse em Istambul

Ruínas do Hipódromo da antiga Constantinopla.

O rio Tibre e as inundações catastróficas de Roma

Um dos apelidos mais conhecidos de Roma é “A Cidade das Sete Colinas”. Isso porque a antiga cidade foi construída sobre e entre sete colinas, as quais marcam os antigos limites da cidade. Além disso, foi nessas sete colinas que começaram os primeiros assentamentos de Roma. As áreas mais altas de Roma incluem o monte Gianicolo (o mais alto, embora fora das sete colinas originais) e o Monte Mario, ideais para vistas panorâmicas. Historicamente, o Palatino, Aventino, Capitólio, Célio, Esquilino, Quirinal e Viminal formam o núcleo elevado central.

O rio Tibre é um rio no território italiano com 406 km de extensão. Ele nasce no Monte Fumaiolo, na região da Emília-Romanha, a 1.268 metros de altitude nos Apeninos, e atravessa a Toscana, Úmbria e Lácio antes de desaguar no Mar Tirreno próximo a cidade de Óstia Antiga. O rio Tibre atravessa o coração de Roma até desaguar no Mar Tirreno. O Tibre inundou Roma várias vezes ao longo da história, sendo um fenômeno sazonal e recorrente até o final do século XIX. Quando o solo já está saturado por tempestades, a água da chuva misturada com terra é rapidamente transportada para o Tibre.

Roma sofria com as cheias do Tibre, devido ao leito estreito do rio, incapaz de conter as águas que caem repentinamente das montanhas próximas, após fortes chuvas ou derretimento da neve. As águas turbulentas podiam subir vários metros de altura. Somente quando Roma se tornou a capital da Itália, em 1871, altos diques (muraglioni) foram construídos ao longo de ambos os lados do rio, pondo fim às inundações da cidade. Chuvas intensas na região da Emília-Romanha causam um aumento do volume do rio Tibre.

A igreja de Santa Maria sopra Minerva é uma das mais interessantes de Roma: seu interior abriga obras-primas de Michelangelo, Bernini, Filippino Lippi e outros importantes pintores e escultores. É também a igreja com o maior número de monumentos papais, depois da igreja de São Pedro. Os visitantes geralmente prestam pouca atenção à sua fachada simples e não notam o conjunto de placas em seu lado direito. A placa mais antiga data de 1422, enquanto a mais recente é datada de dezembro de 1870.

As placas marcam o nível de altura atingido pelo Tibre. As placas podem ser divididas em dois grupos de três: o grupo superior é composto por placas muito semelhantes, mostrando uma mão apontando para uma correnteza de água turbulenta; as inscrições em cada placa explicam que a correnteza marca o nível atingido pelo Tibre durante as cheias ocorridas em 1530, 1557 e 1598; o grupo inferior de placas possui apenas uma inscrição indicando o nível atingido pelo rio em 1422, 1495 e 1870.

As três placas superiores são consideradas como evidência da “Pequena Idade do Gelo Europeia”, um período de temperaturas mais baixas e aumento das chuvas que durou aproximadamente de 1500 a 1800.

Uma grande catástrofe ocorreu na virada dos séculos XV para XVI, como alguns pesquisadores independentes acreditam por volta do período de 1490-1505 na escala cronológica moderna. Bem, as pessoas que viviam naquela época, é claro, não sabiam nada sobre essa “escala cronológica” criada nos séculos XVI-XVII, e é por isso que toda a datação de eventos antes de sua criação é, na verdade, muito condicional.

E os claramente falsificadores da história, Joseph Justus Scaliger (1540–1609) e Denis Petavius (1583–1652), não apenas impuseram uma escala cronológica falsa excessivamente alongada à humanidade, mas também tentaram esconder o próprio fato e a escala real dessa catástrofe. E um sinal característico dessa falsificação é uma tentativa de dividir esse cataclismo em vários, supostamente ocorridos em anos diferentes.

O cataclismo que ocorreu entre 1490-1505 deixou muitas cidades na Europa em ruínas. Gravuras do século XVI já mostravam essa destruição. O gravurista e arquiteto italiano Giovanni Battista Piranesi (1720-1778) ficou famoso por suas gravuras das ruínas de Roma. As imagens abaixo são de gravuras e pinturas antigas que mostram as ruínas do Coliseu com uma grande volume de terra invadindo-o, resultado do “mar de lama”.

Francesco Morelli (1768-1830)
Vista do Anfiteatro Flaviano conhecido como Coliseu…, 1796.

Antoine Lafréry, Perspectiva do Coliseu, Roma, impresso antes de 1558.

Coliseu visto do sudeste – Gaspar Van Wittel (holandês, 1653 – 1736)

A história mítica do Coliseu está repleta de relatos de martírios de cristãos dentro de seus muros e, por esse motivo, tem sido um local de peregrinação há séculos.  O Papa São Pio V (cujo pontificado durou de 1566 a 1572) teria encorajado os peregrinos a coletar areia da arena que continha o sangue dos mártires.  No entanto, este interesse pelo Coliseu parece ter sido um fenômeno originário do Renascimento: praticamente não há provas de uma tradição medieval que associe os mártires ao Coliseu.

E, mesmo no Renascimento, esta associação piedosa foi aparentemente por vezes recebida com cepticismo ou mesmo desinteresse. Sisto V (1585-90), por exemplo, propôs que o Coliseu fosse convertido em uma fábrica de lã, mas morreu antes que esse plano pudesse ser posto em prática. E em 1671, o Coliseu foi até designado como espaço para touradas. Em 1675, o Papa Clemente X ordenou que as arcadas exteriores do Coliseu fossem fechadas, e que o espaço interior fosse convertido em um santuário. O Coliseu começou a ser restaurado em 1675 pelo Papa Clemente X, em 1750 pelo Papa Bento XIV  e em 1852 pelo Papa Pio XI.

Hoje muito se escreve e se fala sobre uma Roma “enterrada”. Roma realmente adormeceu por vários anos. E ninguém mais discute isso. Mas a questão permanece: Quando? E aqui as opiniões divergem muito. Então, quando, supostamente, os edifícios “antigos” (na verdade medievais e renascentistas) de Roma foram cobertos de terra por muitos metros? Para responder a essa pergunta difícil, vamos dar uma olhada em alguns dos edifícios da Roma antiga que agora são erroneamente chamados de antigos.

A Piazza del Campidoglio está localizada no topo do Monte Capitolino, em Roma. O Palazzo dei Conservatori foi quase completamente demolido em 1540 por Michelangelo. Entre 1534 e 1538, Michelangelo Buonarroti redesenhou completamente a praça, projetando-a em todos os detalhes e orientando-a não mais para o Fórum Romano, mas para a Basílica de São Pedro, que representava o novo centro político da cidade.

Diz-se que a remodelação da praça foi encomendada pelo então Papa Paulo III, que se envergonhava do estado da famosa colina (o local encontrava-se tão abandonado que também era chamado de “colina das cabras”, por ser usado para pastoreio de cabras) após a procissão triunfal organizada em Roma em homenagem ao imperador Carlos V (I da Espanha), em 1536. O mesmo Carlos V cujas tropas amotinadas invadiram e saquearam Roma em 1527.

A imagem mostra um esboço histórico da Praça do Capitólio no topo do Monte Capitolino em Roma, entre 1520-1525. Nota-se que a praça está repleta de terra, proveniente do “mar de lama” de anos antes,  e os edifícios estão cobertos de grama e arbustos.

Agora vamos dar uma olhada na gravura de 1569 (abaixo). A Praça do Capitólio, que estava coberta de terra, foi escavada e completamente restaurada. Além disso, os edifícios à esquerda e à direita foram reconstruídos novamente de acordo com o novo projeto de Michelangelo. Nesta forma, a Praça do Capitólio sobreviveu até hoje.

Como podem ver, uma grande inundação de lama ocorreu em Roma entre 1490 e 1505. Mas, como os edifícios do desenho de 1520 já estão cobertos de arbustos, podemos supor que o desastre aconteceu muito antes, o que se encaixa na versão de uma catástrofe global que ocorreu na virada dos séculos XV e XVI.

Foi exatamente nessa catástrofe global que a região da Sibéria, onde ficavam as maiores cidades da Grande Tartária, foi inundada por um enorme tsunami vindo do Oceano Ártico, soterrando toda a região. Esse tsunami por ter sido causado pela queda de um cometa.

Benito Mussolini realizou grandes obras de “desenterramento” e demolição em Roma durante as décadas de 1920 e 1930. O objetivo era “libertar” os monumentos da Roma Antiga (como o Fórum Romano e o Coliseu) das construções medievais e modernas que os cercavam, visando projetar uma imagem de grandeza e continuidade entre o Império Romano e o seu regime fascista.

Fotografias foram tiradas entre 1924 e 1932 durante a construção da Via dei Fori Imperiali, uma avenida no centro de Roma que liga a Piazza Venezia ao Coliseu. Para a sua realização, o Monte Velia e o Bairro de Alexandria foram arrasados, revelando o que estivera oculto no subsolo durante séculos. Veja as fotos aqui e aqui.

Estúdios LUCE Roma 1932. Removendo as consequências das enchentes de lama do século XIX

Óstia Antiga é um vasto sítio arqueológico na Itália, localizado a cerca de 25-30 km a sudoeste de Roma, próximo ao rio Tibre. Foi o principal porto da Roma Antiga, supostamente fundado por volta de 650 a.C., e no seu auge (séc. I-III d.C.) abrigou cerca de 50 mil habitantes. Hoje, é conhecida como a “Pompeia de Roma”, oferecendo ruínas muito bem preservadas de teatros, termas, templos e moradias sem o fluxo intenso de turistas.

No passado houve uma inundação tão terrível que literalmente cobriu toda a cidade até os telhados com areia, argila e lodo. Diferente de Pompeia, que foi soterrada rapidamente por cinzas vulcânicas, Óstia foi soterrada por uma inundação de lama. A cidade de Óstia Antica teve um processo de escavação arqueológica sistemática que começou no século XIX, intensificando-se no início do século XX, especialmente a partir de 1909 e principalmente durante os anos de 1930 a 1940, sob as ordens de Benito Mussolini.

Ao longo de cinco anos, uma parte significativa da cidade foi escavada, removendo aproximadamente 600.000 metros cúbicos de terra. Em alguns lugares, as escavações tiveram que atingir uma profundidade de 12 metros para alcançar as ruas do período romano a partir do nível das ruas atuais. Veja as fotos aqui. Provavelmente a cidade de Óstia foi soterrada pelo “mar de lama” que ocorreu entre 1490-1505, que também soterrou Roma.

Quem escreveu a “história oficial” que é dada as massas ingênuas e crédulas foram os agentes a serviço do Vaticano, que tem o poder de inventar, modificar ou ocultar eventos segundo seus interesses. 

O rio Tibre desagua no Mar Tirreno próximo a cidade de Óstia Antiga. Em algum momento entre 1490 a 1505, chuvas intensas que duraram vários dias na região alta da Emília-Romanha, arrastaram toneladas de terra pelo rio, descendo um grande volume de lama e resíduos que soterrou primeiro Roma até chegar em Óstia, que foi completamente soterrada devido ao assoreamento (acúmulo de lama) transportado pelo Tibre.

Mapa da cidade de Óstia Antiga.

 

Evidências de um Dilúvio Global na Virada dos Séculos XV e XVI

O tema de um dilúvio global, um cataclismo que varreu civilizações inteiras e alterou fundamentalmente a ordem planetária em nosso passado relativamente recente, é, atualmente, um assunto amplamente discutido na internet. E, embora a ciência convencional se recuse obstinadamente a reconhecer a ocorrência de tais catástrofes globais nos últimos 500 anos, preferindo, em vez disso, relegá-las às distantes brumas da antiguidade, inúmeros fatos literalmente gritam o contrário. Uma catástrofe global, especificamente um dilúvio, de fato ocorreu em nosso passado recente, exatamente na virada dos séculos XV e XVI.

Evidências apontam para a catástrofe em grande escala nos mares de Aral e Cáspio. Acontece que esses mares guardam inúmeros segredos a respeito desse cataclismo global, segredos que os cientistas, por alguma razão, escolhem obstinadamente ignorar. Felizmente, muitos pesquisadores independentes voltaram seu olhar para essa região. Fatos fascinantes a respeito de um cataclismo aterrorizante, o exato evento que desencadeou um dilúvio do final do século XV e início do XVI, podem ser discernidos ao examinar as mudanças repentinas e drásticas no nível da água do Mar Cáspio.

De acordo com os dados atuais, o nível da água do Mar Cáspio em tempos antigos era significativamente mais baixo do que é hoje. Por exemplo, a cidade de Baku — ainda no início da Idade Média — não era, originalmente, uma cidade portuária, situava-se a uma distância considerável da linha costeira propriamente dita.

No entanto, a evidência mais convincente a respeito desse dilúvio aterrorizante foi preservada para nós por outro sítio histórico. No século XVI, o famoso Castelo de Sabayil, originalmente construído em 1234, ficou completamente submerso sob as águas. Essa fortaleza maciça estivera outrora situada no topo de uma colina elevada, localizada exatamente nas margens do Mar Cáspio. As ruínas submersas, incluindo lajes de pedra com inscrições, foram descobertas por expedições arqueológicas a partir de 1939, quando os níveis da água diminuíram.

A segunda testemunha dessa aterrorizante catástrofe medieval é o Mar de Aral. O Mar de Aral guarda ainda mais segredos e mistérios. Até os dias de hoje, os cientistas carecem até mesmo de uma estimativa aproximada de há quantos anos o mar veio a existir. Alguns afirmam que ele se formou há centenas de milhares, enquanto outros argumentam que ele surgiu há apenas dezenas de milhares de anos.

E é aqui que chego ao ponto mais crucial: exatamente quando este vasto mar tomou forma? Estudiosos modernos asseveram que o Mar Cáspio é extremamente antigo, de fato, eles alegam que o próprio Mar de Aral tem pelo menos 17.500 anos de idade. No entanto, como poderia o Mar de Aral ter surgido há dezenas de milhares de anos se, pelo menos desde a Idade Média, nenhum corpo d’água desse tipo existia? Em vez disso, havia um único e unificado Mar Cáspio cobrindo uma área equivalente à metade do atual Cazaquistão.

Descobertas arqueológicas recentes, do início do século XXI, indicam que, até aproximadamente o final do século XV, a região hoje ocupada pelo vasto e moderno Mar Cáspio, e até mesmo o local do Mar de Aral, era terra firme. Sobre esse terreno exuberante e rico em vegetação, entrecortado por rios, erguiam-se inúmeras cidades e assentamentos. Ainda no século XV, naquilo que é hoje o leito do lago moderno, as pessoas cortavam madeira, ceifavam a grama, lavravam o solo para cultivar diversas plantações e construíam casas de pedra, estradas e poços.

Em suma, no exato local dos atuais ermos sem vida, diretamente sobre o leito seco do Mar de Aral, uma vida vibrante e movimentada prosperava não muito tempo atrás (por volta do século XV), e a principal Rota da Seda, que conectava a Europa ao Oriente, passava exatamente por ali. Esta é uma descoberta sensacional que vira de cabeça para baixo todo o curso da história mundial.

Evidência de um dilúvio mundial na virada dos séculos XV e XVI.

Artigo anteriorAté o Exército Brasileiro está no colo do corrupto Banco Master.
Renato Cunha
O blog Stylo Urbano foi criado pelo estilista Renato Cunha para apresentar aos leitores o que existe de mais interessante no mundo da moda, artes, design, sustentabilidade, inovação, tecnologia, arquitetura, decoração e comportamento.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.