Um dos assuntos mais comentados e que vem causando muita polêmica na internet é se as constantes inovações tecnológicas acabarão com nossos empregos. Será que veremos o surgimento dos “novos luditas” que se rebelarão contra a era das máquinas inteligentes, como fizeram os ludistas de 1811 na Inglaterra, quando invadiam as fábricas têxteis para destruir os teares mecânicos? Os luditas diziam que por ser mais eficientes que os homens, as máquinas tiravam seus trabalhos. Eles ficaram lembrados como “os quebradores de máquinas”.

Mas as atuais máquinas inteligentes do século XXI são muito mais eficientes que suas antecessoras, principalmente com o crescimento da Industria 4.0 utilizando a inteligência artificial, Internet das coisas, big data, aprendizado de máquina e impressão 3D. Sou um forte defensor das novas tecnologias pois o progresso tecnológico melhora a vida das pessoas e avança nossa civilização. Mas os desenvolvimentos recentes na tecnologia estão levando a uma situação que poderá causar problemas como desemprego tecnológico e desigualdade de renda.

Os humanos ficarão obsoletos?

O vídeo de 15 minutos Humans Need Not Apply (legenda em português) fala sobre as mudanças que a tecnologia causou nas profissões ao longo dos anos e qual deve ser a próxima. Os robôs já substituíram o trabalho braçal de humanos e animais, se mostrando uma alternativa mais barata e eficiente; o próximo passo – que já está acontecendo – é substituir o trabalho “mental” humano de maneira mais rápida e com custo menor.

Com o desenvolvimento da inteligência artificial, talvez sua criatividade não lhe garanta um emprego. Primeiro, porque empregos que exigem criatividade são bem poucos. E, segundo, porque os robôs vão chegar lá também. O vídeo mostra como as atividades mais mecânicas são facilmente substituíveis, mas também mostra um pouco de um futuro próximo, onde as novas “mentes mecânicas” podem passar a substituir também atividades que dependem de análise e decisões como a direção de veículos, clínico geral e até mesmo as de cunho artístico. Na era das máquinas inteligentes, talvez os humanos não tenham mais utilidade.

A comoditização do seu trabalho

Nós não estudamos as implicações dessa enorme mudança tecnológica. Em vez disso, estamos cegamente percorrendo uma estrada sem a menor compreensão para onde ela nos leva. Será que estamos destruindo o nosso próprio futuro? Aqui está um rápido resumo do que está acontecendo: os seres humanos podem ganhar muito mais dinheiro substituindo outros seres humanos por computadores … mas o número de seres humanos que lucram com isto é uma pequena fração do número de seres humanos que perdem seus empregos por causa disso. Então, qual é a resposta? Não faço ideia.

A população está crescendo a níveis sem precedentes, um relatório da UNICEF prevê que até o final deste século, a população da África sozinha vai chegar a quatro bilhões de pessoas. O que todas essas pessoas vão fazer? Assista ao vídeo Humans Need Not Apply e irá descobrir. Em A Segunda Era das Máquinas os autores Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee argumentam que:

“Nunca houve um melhor momento para ser um trabalhador com habilidades especiais ou direito a educação, porque essas pessoas podem usar a tecnologia para criar e capturar valor. No entanto, nunca houve um momento pior para ser um trabalhador com apenas habilidades “comuns” e habilidades para oferecer, porque os computadores, robôs e outras tecnologias digitais estão adquirindo essas competências e habilidades a um ritmo extraordinário.”

Essa é a mais pura verdade: com os constantes avanços tecnológicos, cada um de nós está competindo contra a comoditização. Eu não me refiro apenas a cada empresa ou cada indústria. Quero dizer cada pessoa. Você. Eu. Nossos papéis estão sendo comoditizados, e os papéis comoditizados acabarão por ser automatizados, porque pode ser feito da forma mais barata possível. Se você quiser manter o seu emprego e preservar seu estilo de vida, você deve se especializar em tarefas que os computadores têm dificuldade em fazer por conta própria. O vídeo abaixo faz um alerta sobre isso. Com legenda em português.

Renda básica universal = escravidão

Então qual é a solução que alguns políticos, acadêmicos, empresários do Vale do Silício entre outros tem sugerido como a “salvação da humanidade”? A tal “renda básica universal”, onde todo mundo receberia um salário base dado pelo “bondoso e caridoso governo” para o resto da vida, independente da sua classe social e escolaridade. Para quê alguém vai estudar e ter uma profissão nesse sistema? De onde vai sair o dinheiro para sustentar de forma “igualitária” todo mundo?

A renda básica universal é o sonho de todo tecnocrata socialista onde grande parte da população se torna dependente do Estado com a ajuda da tecnologia, e com isso, facilmente manipulável por políticos e burocratas corruptos. Já imaginou você dependendo do “bolsa família” dado pelo governo brasileiro e passar toda sua vida sendo chantageado por oportunistas do pior tipo? A tal “renda básica universal” está sendo vendida na mídia como a “maravilha das maravilhas” que vai sanar as mazelas do mundo. Conversa fiada. Existem duas alternativa melhores, a de uma Economia Baseada em Recursos e não dinheiro, criada pelo Projeto Vênus e o de uma sociedade cooperativa tendo como exemplo de sucesso o Grupo Mondragon.

No final, tudo pode melhorar 

Mas é importante ressaltar a grande capacidade humana de criar novas oportunidades diante das dificuldades. Ou seja, sem pânico, pelo menos por enquanto; vamos ter que aguardar para ver o que o futuro nos reserva. Bem, uma coisa é verdadeira, desde a introdução das máquinas na primeira revolução industrial, a qualidade de vida e prosperidade da humanidade deu saltos impressionantes, diminuindo enormemente a pobreza e diversas mazelas. Com certeza com a era das máquinas inteligentes, as coisas deverão ficar ainda melhores.

O que você consegue quando dá a um sistema nervoso digital uma ferramenta de design? Computadores que melhoram nossa habilidade de pensar e imaginar, e sistemas robóticos que conseguem inventar e construir novos designs radicais para pontes, carros, drones e muito mais; tudo por conta própria. Faça um tour na Era da Realidade Aumentada, com o futurista Maurice Conti e tenha uma amostra do tempo em que robôs e humanos trabalharão lado a lado para realizar feitos que nenhum deles conseguiria fazer sozinho.

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