O escritor e pesquisador esotérico Michael Tsarion aborda a teoria de que o Vaticano esteve envolvido na criação do Islã e na ascensão do profeta Maomé dentro de sua perspectiva de “revisionismo histórico” e controle global. Ele associa essa narrativa a agendas secretas de facções ocultas da Igreja Católica (como o “Papado Vermelho” e a Nobreza Negra) para gerenciar conflitos geopolíticos, suprimir conhecimentos espirituais antigos e manter o controle sobre as massas por meio da criação de religiões organizadas e impérios conflitantes.
O pensamento de Michael Tsarion sobre o envolvimento do Vaticano na criação do Islã se baseia em uma teoria da história alternativa, originalmente popularizada por figuras como o ex-padre jesuíta Alberto Rivera, a qual Tsarion integra em seu próprio sistema de análise sobre sociedades secretas e manipulação global. Abaixo estão os pontos centrais de como Tsarion e as fontes esotéricas correlatas estruturam essa narrativa:
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O “Papado Vermelho” e a engenharia social: Tsarion frequentemente utiliza o termo “Papado Vermelho” para descrever facções políticas e ocultas dentro do Vaticano, incluindo ordens como os Jesuítas. Segundo essa linha de pensamento, as grandes religiões monoteístas do mundo não surgiram de forma puramente orgânica, mas foram moldadas ou direcionadas por elites sacerdotais e aristocráticas (como a Nobreza Negra) para atuar como ferramentas de controle social e geopolítico.
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A estratégia de divisão e conquista: Na visão desse revisionismo esotérico, a criação de uma nova força religiosa na Península Arábica servia aos interesses estratégicos de Roma para neutralizar inimigos comuns na época (como certas tribos árabes pagãs e facções judaicas independentes), além de criar um “pólo de oposição” que justificaria séculos de guerras e cruzadas, mantendo a população global em constante estado de divisão.
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O papel de figuras chave (Khadijah e Waraqah): A teoria defendida nesses círculos aponta que a primeira esposa de Maomé, Khadijah, e o primo dela, Waraqah ibn Nawfal (que era um monge católico/nestoriano), teriam desempenhado um papel fundamental em guiar, financiar e legitimar as experiências espirituais do profeta sob a influência de diretrizes de agentes vinculados a Roma.
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A orquestração de alianças geopolíticas: Em suas palestras e materiais (como a série Paris, Islam, Zionism and the Red Papacy), Tsarion conecta os fios históricos para argumentar que o Islã político, o sionismo e até o marxismo foram, em diferentes momentos da história, utilizados pelas mesmas elites globalistas sediadas na Europa para remodelar as fronteiras do mundo e centralizar o poder financeiro e espiritual.
Tsarion aborda essas teorias não sob uma perspectiva teológica tradicional, mas sim através da “psicologia do controle” e da análise de como símbolos e mitologias são supostamente utilizados por ordens secretas para manter a humanidade operando dentro de uma matriz de aparências e escassez artificial.
Na série de palestras Paris, Islam, Zionism and the Red Papacy de 2015, Tsarion apresenta uma tese de revisionismo histórico que conecta os ataques terroristas de Paris à época, o Islã político e o sionismo como manifestações coordenadas de um mesmo centro de poder oculto: o “Papado Vermelho” (uma aliança entre a aristocracia da Nobreza Negra e ordens esotéricas do Vaticano).
Ele argumenta que essas forças criam antagonismos artificiais e utilizam falsos heróis e religiões institucionalizadas para suprimir o verdadeiro despertar espiritual da humanidade, gerando crises geopolíticas planejadas para centralizar o controle global sob uma governança tecnocrática.

A série de palestras Paris, Islam, Zionism and the Red Papacy, lançada por Michael Tsarion por volta de 2015, condensa sua visão sobre as engrenagens ocultas que movem a geopolítica ocidental e oriental. O ponto de partida de Tsarion é o cenário de instabilidade global, marcado na época por atentados em Paris e pela ascensão do extremismo, que ele não interpreta como um choque cultural orgânico, mas como o resultado de uma engenharia social milenar.
Para Tsarion, o Islã e o Sionismo não são inimigos teológicos irreconciliáveis por natureza, mas sim duas faces da mesma moeda dinástica e oculta, criadas e manipuladas a partir da Europa pela elite que ele chama de “Papado Vermelho”.

O Papado Vermelho e a Nobreza Negra
O conceito de “Papado Vermelho” na obra de Tsarion refere-se à facção oculta, corporativa e política do Vaticano — intimamente ligada à Ordem dos Jesuítas e às antigas famílias dinásticas europeias conhecidas como a Nobreza Negra.
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O trono de ferro oculto: Ele defende que o Papa público (o “Papa Branco”) é apenas uma figura diplomática e exotérica (pública). O verdadeiro poder executivo, financeiro e de inteligência reside no “Papa Negro” (o Superior Geral dos Jesuítas) e no “Papado Vermelho”, que gerencia as operações geopolíticas de bastidores.
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A supressão do conhecimento: O objetivo primordial dessa estrutura não é propagar a fé cristã, mas sim manter o monopólio espiritual e material do planeta. Isso é feito por meio do confinamento do conhecimento esotérico real nos arquivos secretos do Vaticano, enquanto o restante da humanidade é alimentado com dogmas projetados para gerar submissão e medo.
A perspectiva sobre o Islã político
Expandindo a teoria de que o Vaticano esteve envolvido nas origens históricas do Islã, Tsarion argumenta na série que o Islã contemporâneo foi transformado em uma arma geopolítica.
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A dialética da ameaça: Segundo Tsarion, a criação e o financiamento de facções radicais dentro do Islã servem para estabelecer o “antagonista” perfeito no cenário mundial. Sem um inimigo visível e ameaçador, as populações ocidentais não cederiam de bom grado suas liberdades individuais em troca de segurança e vigilância estatal.
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Infiltração e financiamento: Ele aponta que os movimentos islâmicos mais radicais não operam de forma isolada; eles são historicamente infiltrados, armados e moldados por agências de inteligência ocidentais (CIA/Mossad/MI6) e sociedades secretas (maçonaria) conectadas ao establishment europeu. O objetivo é manter o Oriente Médio em um estado de caos perpétuo, controlando seus recursos e impedindo a estabilização soberana da região.
A perspectiva sobre o sionismo
Na mesma série, Tsarion desconecta o sionismo do judaísmo espiritual ou tradicional, definindo-o puramente como uma ideologia política e dinástica de matriz europeia.
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A conexão britânica e maçônica: Tsarion rastreia as origens do sionismo político moderno até as elites maçônicas e oligárquicas da Grã-Bretanha e do norte da Europa (como as linhagens ligadas à Coroa Britânica e à City de Londres), que por sua vez respondem ao Papado Vermelho. O projeto sionista, para ele, foi desenhado para criar um posto avançado de controle ocidental e financeiro no coração do Oriente Médio.
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Falso conflito: O choque de civilizações entre o sionismo e o islamismo é, na análise de Tsarion, uma encenação dialética clássica (Tese vs. Antítese). Ambas as correntes são empurradas para o extremismo para que, a partir da destruição mútua e do caos gerado por esse choque, a elite global possa implementar a sua “Síntese”: uma nova ordem mundial centralizada, tecnocrática e desprovida de soberanias nacionais.

O papel de Paris e os eventos de falsa bandeira
O título da série faz referência direta a Paris porque Tsarion utiliza os eventos e atentados ocorridos na França como estudos de caso modernos de operações de “falsa bandeira” (false flag).
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Teatro psicológico: Ele argumenta que cidades cosmopolitas como Paris são escolhidas como palcos para esses traumas coletivos devido ao seu peso simbólico na cultura ocidental. O choque psicológico gerado no público serve para suspender o pensamento crítico, unificar a opinião pública em torno de agendas de guerra e acelerar leis de censura e controle digital.
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A “Guerra de Quinta Geração”: Tsarion enfatiza que a humanidade está imersa em uma guerra psicológica e de informação, onde a mídia de massa atua como o principal canal de transmissão dos feitiços e narrativas do Papado Vermelho. A finalidade última é fazer com que as próprias massas clamem pelas correntes que as aprisionam, aceitando a perda de direitos em nome do combate a ameaças que foram artificialmente criadas nos laboratórios de geopolítica esotérica.
Em suma, nas palestras de Paris, Islam, Zionism and the Red Papacy, Tsarion convida o espectador a olhar além das manchetes jornalísticas e das divisões religiosas superficiais. Ele propõe que tanto as correntes do Islã político quanto as do Sionismo operam como peões em um tabuleiro de xadrez milenar, cujo jogador principal permanece oculto sob os mantos e símbolos do poder dinástico sediado na Europa.
De acordo com Tsarion, o envolvimento do Vaticano e da Coroa Britânica com o sionismo e a criação de Israel faz parte de uma engrenagem de controle global orquestrada por dinastias europeias e ordens esotéricas. Ele argumenta que o sionismo político não é um movimento puramente orgânico, mas sim uma ideologia desenhada pela elite anglo-maçônica (ligada à Coroa Britânica) em aliança de bastidores com o “Papado Vermelho” e a Nobreza Negra do Vaticano.

O objetivo dessa parceria oculta seria estabelecer Israel como um posto avançado estratégico no Oriente Médio, gerando um estado de conflito perpétuo (dialética hegeliana) necessário para justificar a centralização do poder mundial.
Na cosmologia de revisionismo histórico e geopolítica oculta de Michael Tsarion, a Coroa Britânica e o Vaticano não operam como instituições rivais, mas sim como os braços financeiro e espiritual de um mesmo núcleo dinástico.
A análise de Tsarion sobre o nascimento do sionismo e do Estado de Israel baseia-se na premissa de que os grandes eventos globais são planejados por sociedades secretas que servem a essas duas potências. Abaixo estão detalhados os argumentos de Tsarion sobre essa associação:
A Coroa Britânica e a engenharia do sionismo
Para Tsarion, a aristocracia britânica e o centro financeiro da City de Londres desempenharam o papel de arquitetos práticos do sionismo político no final do século XIX e início do século XX.
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O projeto Anglo-Maçônico: Ele aponta que figuras da elite britânica e famílias de banqueiros com títulos de nobreza foram os verdadeiros financiadores e mentores de líderes sionistas iniciais. Tsarion argumenta que documentos como a Declaração Balfour de 1917 não nasceram de uma preocupação humanitária, mas de um plano de longo prazo para redesenhar o mapa do Oriente Médio após a queda do Império Otomano.
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A ideologia do “Israelismo Britânico”: Tsarion discute em suas obras a existência de correntes esotéricas dentro da própria realeza britânica que reivindicam linhagens sagradas e conexões místicas com o passado bíblico. Essa mentalidade, segundo ele, foi utilizada para justificar a interferência britânica na Palestina e a necessidade de estabelecer uma soberania aliada na região.
O nexo com o Vaticano (O Papado Vermelho)
Embora a Coroa Britânica execute os planos no plano visível, político e financeiro, Tsarion afirma que a diretriz espiritual e tática de longo prazo emana das facções ocultas de Roma.
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A aliança da Nobreza Negra: O autor argumenta que as antigas dinastias oligárquicas da Europa (a Nobreza Negra de Veneza e Gênova) possuem assentos e influência tanto no Vaticano (através de ordens como os Jesuítas e os Cavaleiros de Malta) quanto na monarquia britânica. Israel, nessa visão, funciona de maneira análoga a um “Estado Cruzado” moderno, controlado remotamente por essas ordens eurasianas para proteger interesses dinásticos antigos e manter a guarda sobre locais considerados geometricamente e espiritualmente estratégicos.
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Uso de fachadas corporativas e de inteligência: Tsarion enfatiza que agências de inteligência ocidentais que responderiam a essas elites operam em sinergia mútua. O Vaticano usaria a influência financeira de Londres e a força militar anglo-americana para dar sustentação a projetos geopolíticos na Terra Santa sem precisar expor diretamente o clero romano.
Leia mais: A conexão jesuíta/vaticana com o sionismo e Israel, Parte 1 e Parte 2.

A função estratégica de Israel no tabuleiro global
Na análise de Tsarion, Israel não foi criado para ser um refúgio pacífico, mas sim um elemento central em uma dinâmica de conflito controlado.
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A criação da antítese perpétua: Segundo as palestras da série Paris, Islam, Zionism and the Red Papacy, o Estado de Israel foi intencionalmente inserido no coração do mundo islâmico para criar um choque cultural e teológico inevitável. Ao financiar e alimentar tanto as vertentes mais radicais do sionismo político quanto o extremismo islâmico, o Papado Vermelho manipula o cenário para que ambos os lados se desgastem mutuamente.
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A síntese da nova ordem: O propósito final desse choque provocado, segundo o autor, é a erosão gradual das soberanias nacionais e o esgotamento psicológico das massas. Diante de um cenário de guerra religiosa ou geopolítica insolúvel no Oriente Médio, a população global seria gradualmente induzida a aceitar a implementação de uma governança tecnocrática global — a “Síntese” planejada pelos arquitetos de controle.
Tsarion faz uma conexão direta entre o sionismo e o nazismo, integrando-os na mesma engrenagem de controle global. Em suas teses de revisionismo histórico, ele argumenta que ambos os movimentos não são inimigos ideológicos espontâneos, mas sim forças simbióticas orquestradas pelas mesmas elites ocultas (o “Culto de Aton” e o Papado Vermelho).
Através da dialética hegeliana de “Problema-Reação-Solução”, Tsarion afirma que o nazismo foi financiado pelos banqueiros judeus Rothschild e utilizado como o catalisador traumático necessário para forçar a migração em massa de judeus europeus para a Palestina e justificar a criação do Estado de Israel sob a agenda sionista.

Na visão de Michael Tsarion, os grandes conflitos da história moderna são teatros coreografados por sociedades secretas. Para ele, a relação entre o sionismo político e o nacional-socialismo alemão (nazismo) é um dos exemplos mais claros de como elites dinásticas utilizam lados opostos para atingir um único objetivo centralizado.
Os principais pontos que Tsarion utiliza para conectar o sionismo e o nazismo incluem:
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A Dialética Hegeliana (Problema-Reação-Solução): Tsarion explica que o nazismo operou como a “Tese” (o problema/a ameaça devastadora), enquanto o sionismo político atuou como a “Antítese”, resultando na fundação de Israel e na criação da ONU como a “Síntese” (a solução globalista). Segundo o autor, as elites que controlavam o complexo industrial e financeiro anglo-americano e europeu financiaram a ascensão de Adolf Hitler sabendo que o trauma do Holocausto mudaria a opinião pública mundial, tornando a criação de um Estado judeu na Palestina geometricamente aceitável e inquestionável após a Segunda Guerra Mundial.
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A matriz comum do “Culto de Aton”: Do ponto de vista esotérico, Tsarion traça a árvore genealógica ideológica de ambos os movimentos até o antigo Egito, especificamente ao faraó Akhenaten e seu culto saturnino (o Culto de Aton). Ele argumenta que tanto a obsessão nazista pela pureza racial e por uma “raça ariana superior” quanto as vertentes mais exclusivistas do sionismo político bebem da mesma fonte teocrática, autoritária e segregacionista herdada dessas linhagens de sacerdotes exilados que, ao longo dos séculos, se infiltraram nas lideranças europeias.


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Acordos de bastidores e conivência financeira: Em suas palestras, Tsarion frequentemente menciona que as lideranças de topo de ambos os movimentos mantinham canais de comunicação e cooperação financeira por meio de bancos internacionais sediados em Londres, Nova York e na Suíça. Ele cita eventos históricos reais, como o Acordo de Haavara (pacto de transferência de 1933 entre a Alemanha Nazista e a Federação Sionista da Alemanha para facilitar a emigração de judeus para a Palestina), como evidências físicas de que, no nível macro das sociedades secretas, havia uma agenda convergente para esvaziar a população judaica da Europa e preencher o território do Oriente Médio.
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Infiltração por sociedades secretas eurasianas: O autor defende que a Sociedade Thule na Alemanha e outras ordens ocultas que deram origem ao misticismo nazista estavam sob a influência direta e secreta das mesmas ordens esotéricas baseadas na Grã-Bretanha e em Roma (como facções dos Jesuítas e da Maçonaria continental) que desenharam o projeto sionista. Assim, os soldados e cidadãos comuns de ambos os lados operavam em um estado de hipnose coletiva e fervor ideológico, sem perceber que suas respectivas lideranças de elite respondiam aos mesmos mestres no tabuleiro geopolítico.
Como o Vaticano criou o Islã segundo Alberto Rivera, ex-padre jesuíta.






































