O matemático, professor universitário e escritor russo Anatoly Fomenko, criador da “Nova Cronologia”, não aborda a história sob a ótica tradicional da Antiguidade. Ele defende que toda a história humana registrada antes do século IX d.C. (e em grande parte até o século XVI d.C.) é uma construção falsa ou equivocada. Segundo a sua “Nova Cronologia”, a Antiguidade Clássica (como a Grécia e Roma Antigas e o Egito dos Faraós) nunca existiu no tempo em que é colocada, sendo apenas um reflexo “fantasma” de eventos reais que aconteceram na Idade Média.
Os principais pontos de Fomenko sobre a falsificação da história antiga:
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A origem da falsificação (a cronologia de Scaliger e Petavius):
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Fomenko afirma que a linha do tempo tradicional da história foi inventada e sistematizada nos séculos XVI e XVII por teólogos e eruditos europeus, como Joseph Scaliger e Dionysius Petavius.
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Na sua visão, esses autores criaram cronologias artificiais e “esticaram” a história humana para trás, inserindo séculos de “Antiguidade” inventada.
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O lado que triunfa em um conflito militar, político ou social ganha o poder de registrar os acontecimentos, moldar a narrativa pública e apagar ou demonizar a perspectiva dos derrotados. E é exatamente isso que o Vaticano e as famílias da Nobreza Negra de Roma vem fazendo há séculos, falsificando a história de cabo a rabo.
- Controle da narrativa: Quem vence controla as instituições, a educação e a imprensa, decidindo quais heróis serão exaltados e quais vilões serão criados.
- Justificativa do poder: A história contada pelos vencedores frequentemente serve para legitimar o status quo atual e fazer com que a vitória pareça inevitável ou moralmente superior.
- Marginalização de vozes: Perspectivas de povos colonizados, minorias ou nações derrotadas muitas vezes são silenciadas ou reduzidas a estereótipos.

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Criação de “cópias fantasmas” de eventos medievais:
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Utilizando análises estatísticas e astronômicas de textos e eclipses antigos, Fomenko concluiu que os relatos da Antiguidade são, na verdade, relatórios de guerras, imperadores e impérios medievais e renascentistas que foram duplicados, renomeados e “empurrados” para um passado distante por erro ou manipulação.
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Por exemplo, ele sustenta que o Império Romano Antigo, a Grécia Antiga e as antigas dinastias egípcias são apenas releituras e projeções distorcidas de reinos medievais do século X ao XV.
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O papel dos humanistas do renascimento:
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Ele defende que textos, esculturas e edifícios atribuídos à Grécia e Roma clássicas foram criados ou redigidos na própria Idade Média ou durante o Renascimento por humanistas e clérigos que forjaram manuscritos para legitimar narrativas políticas e religiosas da época.
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Motivações políticas e religiosas:
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Fomenko argumenta que essa grande reescrita histórica serviu para ocultar a existência de um antigo império global eslavo/eurasiano (a Grande Tartária) e para legitimar a autoridade de instituições europeias (como o Vaticano, o Sacro Império Romano-Germânico e a dinastia dos Romanov) ao criar identidades históricas e tradições milenares para seus governos.
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Na tese de Anatoly Fomenko, a invenção da Antiguidade e da Idade Média ocidental serviu diretamente para apagar a existência do vasto império eurasiano (frequentemente associado ao Grande Império Horda/Tartária), permitindo que as novas elites da Europa Ocidental e a dinastia Romanov reescrevessem a história a seu favor.
Os principais pontos dessa narrativa na Nova Cronologia:
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O apagamento do “Grande Império Horda” (Tartária):
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Fomenko sustenta que, até os séculos XIV e XV, existia uma confederação global multicultural e eurasiana dominada pelos povos eslavo-turcos/mongóis.
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Com o colapso e a fragmentação desse império a partir do século XVI, ocorrido devido a um cataclisma no hemisfério norte, a história foi sistematicamente reescrita para transformar a “Horda/Tartária” em invasores bárbaros e nômades, ocultando sua arquitetura avançada, suas leis e sua influência cultural.
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Legitimação do Vaticano e dos reinos europeus:
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Ao criar uma linha do tempo artificialmente estendida, com uma Grécia e uma Roma Antigas milenares, a Igreja Católica e o Sacro Império Romano-Germânico estabeleceram uma herança simbólica de continuidade e autoridade “ancestral”.
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Essa nova cronologia garantia que a Europa Ocidental aparecesse como o berço da civilização, da lei e da fé, justificando a sua expansão e dominação geopolítica global.
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O papel da Dinastia Romanov na Rússia:
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Na Rússia, Fomenko aponta que os Romanov, ao assumirem o poder no século XVII, alinharam-se ao projeto histórico ocidental. Eles foram colocados no trono russo com a ajuda do Vaticano.
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Para se legitimarem e romperem com o passado da Tartária, os Romanov encomendaram o reapeamento e a reescrita de crônicas antigas, eliminando a memória do antigo império unificado e adotando a cronologia ocidentalizada de Joseph Scaliger.
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Para Fomenko os eventos clássicos atribuídos ao Império Romano e à Judeia no século I (como o ano 70 d.C.) são considerados reflexos deslocados de acontecimentos ocorridos na Idade Média.
Dentro da proposta da Nova Cronologia:
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Inexistência da Antiguidade Clássica: Fomenko defende que a história antiga anterior ao século VIII ou IX d.C. é uma duplicação fantasma. Consequentemente, as figuras e eventos clássicos — como o general romano Tito, a destruição do templo e as guerras judaico-romanas — não aconteceram na data tradicional de 70 d.C.
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Redefinição geográfica: Na visão de Fomenko, locais fundamentais como a Jerusalém bíblica e o Império Romano antigo não correspondem aos sítios geográficos tradicionais no Oriente Médio e na Itália da Antiguidade. Ele argumenta que cidades históricas importantes se fundem ou representam outros locais (como Constantinopla ou localidades europeias medievais) em épocas muito posteriores.
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Reescrita dos personagens: Imperadores e eventos descritos nas cronologias antigas são interpretados como “fantasmas” ou reflexos distorcidos de conflitos políticos e religiosos medievais, pulverizando a narrativa linear tradicional da Primeira Guerra Judaico-Romana.
Na “Nova Cronologia” de Anatoly Fomenko, a narrativa sobre a queda de Jerusalém e a destruição do Templo pelo general romano Tito no ano 70 d.C. não ocorreu da forma descrita pela história tradicional. Para Fomenko, a Jerusalém bíblica é uma fusão/equivalência com Constantinopla, e as grandes guerras e cercos “antigos” descritos em textos clássicos são duplicatas de conflitos e cercos medievais reais (como a queda de Constantinopla ou os eventos das Cruzadas).
Detalhes da visão de Fomenko sobre o tema:
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A Jerusalém bíblica era Constantinopla: Fomenko argumenta que o local físico da Jerusalém antiga descrita em muitos textos bíblicos e crônicas é, na verdade, a cidade de Constantinopla (a “Nova Roma” no Estreito de Bósforo).
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Projeção e duplicação fantasma de Tito e da Guerra Judaica: De acordo com sua análise estatística e matemática de textos históricos, Fomenko sustenta que os relatos do historiador Flávio Josefo sobre a Primeira Guerra Judaico-Romana e a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. são reflexos (duplicatas) de eventos medievais reais. O cerco, a queda da cidade e o saque do Templo seriam releituras distorcidas de grandes cercos e tomadas de Constantinopla que ocorreram muito mais tarde (como o cerco e tomada durante as Cruzadas no século XIII ou a queda final da cidade em 1453).
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Rejeição do Século I d.C.: Como Fomenko afirma que toda a cronologia anterior ao século VIII ou IX d.C. foi inventada/falsificada por historiadores dos séculos XVI e XVII, ele rejeita que tenha havido um massacre do povo judeu ou a destruição de um templo monumental em 70 d.C. na Judeia geográfica tradicional. Para ele, os relatos “antigos” foram compostos posteriormente a partir de narrativas sobre guerras medievais da Europa e do Oriente Médio.

Na “Nova Cronologia” de Anatoly Fomenko, o Novo Testamento foi escrito antes do Antigo Testamento. Para o autor, o judaísmo não é uma religião antiga, mas uma ramificação/surgimento tardio ocorrido entre os séculos XIV e XVI, estimulado por lideranças e sacerdotes durante a fragmentação do “Grande Império Horde/Eurasiano”. Além disso, os imperadores Flavianos (Vespaziano, Tito e Domiciano) da Antiguidade tradicional não existiram como figuras do século I d.C., sendo apenas “duplicatas fantasmas” de governantes medievais.
Quando o Judaísmo foi inventado e por quem?
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Origem Tardia (Séculos XIV a XVI): Para Fomenko, todas as principais religiões monoteístas (Cristianismo, Judaísmo e Islamismo) surgiram a partir de uma matriz cristã original medieval centralizada em Constantinopla (“Jerusalém”).
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Quem o desenvolveu: De acordo com sua tese, o judaísmo começou a tomar sua forma distinta e autônoma entre os séculos XIV e XVI. Ele argumenta que o judaísmo rabínico se consolidou como uma reação e diferenciação teológica de grupos e sacerdotes no final da Idade Média, estimulado pela divisão política do Império e pela subsequente reforma promovida por historiadores e teólogos dos séculos XVI e XVII (como Joseph Scaliger e Dionysius Petavius) para criar identidades religiosas históricas separadas.
O Antigo Testamento foi escrito depois do Novo Testamento?
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Sim: Esta é uma das teses centrais expostas explicitamente nos volumes de Fomenko (History: Fiction or Science?).
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A Lógica da Inversão: Fomenko afirma que os eventos descritos no Novo Testamento são o relato primário (baseado na vida e crucificação de Jesus Christ/Andronikos I Komnenos, que ele situa no século XII d.C.). O Antigo Testamento teria sido escrito e compilado posteriormente (entre os séculos XIV e XVI) como uma alegoria histórica e uma releitura estendida de conflitos medievais na Europa, Império Bizantino e Oriente Médio.
Os Imperadores Flavianos existiram?
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Não no Século I d.C.: Na Nova Cronologia, a dinastia Flaviana do século I (Vespaziano, Tito e Domiciano) é considerada um mito cronológico gerado por duplicações de textos históricos.
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A origem do mito: Fomenko sustenta que as biografias e guerras atribuídas aos imperadores Flavianos são “fantasmas” estatísticos e historiográficos. Os relatos sobre suas vidas, o cerco de Jerusalém e a construção do Coliseu seriam na verdade crônicas de imperadores e eventos do Sacro Império Romano-Germânico, de Bizâncio e de conflitos italianos ocorridos entre os séculos XI e XV d.C., erroneamente “empurrados” para o passado remoto por falsificadores medievais e renascentistas.
Segundo Fomenko, a Bíblia e a cronologia tradicional foram moldadas até o Concílio de Trento no século XVI, e eventos clássicos como o Êxodo, o Exílio na Babilônia e o reinado de Salomão não ocorreram na Antiguidade remota, sendo na verdade alegorias e reflexos estilizados de conflitos e governantes da Idade Média.
O Concílio de Trento e a formação da Bíblia
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Elaboração contínua: Fomenko sustenta que os textos bíblicos que compõem o Antigo e o Novo Testamento não foram escritos na Antiguidade, mas continuaram a ser redigidos, editados e consolidados até o período do Concílio de Trento (1545–1563), momento em que o cânone oficial de livros foi definitivamente estabelecido.
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Construção ideológica: Para ele, a unificação final das narrativas sagradas serviu para alinhar os textos à cronologia artificial criada pelos eruditos europeus da época (como Joseph Scaliger), padronizando uma história oficial que ocultava as verdadeiras origens medievais dos impérios eurasianos.
O Êxodo, o cativeiro babilônico e os reis persas (Ciro e Dario)
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Negação do contexto antigo tradicional: Na ótica da Nova Cronologia, episódios como a escravidão e expulsão do Egito, a deportação para a Babilônia e a posterior reconstrução do templo patrocinada pelos reis persas Ciro e Dario não aconteceram no milênio pré-cristão.
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Projeção de lutas medievais: Fomenko interpreta essas narrativas como ecos literários e “duplicatas fantasmas” de migrações, guerras religiosas e disputas políticas ocorridas na Eurásia entre os séculos XIV e XVI (envolvendo dinâmicas do Império da Tartária e do Império Otomano), cujos locais e datas foram deslocados artificialmente para o passado remoto.
Quem foi o Rei Salomão segundo Fomenko?
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Personagem composto por figuras medievais: Fomenko descarta a existência de Salomão como um rei do século X a.C., argumentando que sua biografia é um reflexo tardio de monarcas da era medieval.
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Equivalência com Justiniano e Suleiman: Ele identifica o Rei Salomão como uma representação de governantes como o imperador bizantino Justiniano I ou o Sultão Suleiman, o Magnífico (século XVI).
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A verdadeira identidade do Templo: Na tese de Fomenko, a grandiosa arquitetura atribuída ao Templo de Salomão corresponde, na verdade, à descrição de monumentos reais da Idade Média, identificando a Hagia Sophia (em Constantinopla/Istambul) como o verdadeiro templo original que inspirou a lenda bíblica de Salomão.
Para Fomenko, o judaísmo não foi inventado do zero exclusivamente pelo Vaticano, mas emergiu como parte da fragmentação e divisão do patrimônio religioso imperial unificado (o Império da Horda/Tartária) durante os séculos XVI e XVII, um processo ativamente moldado, editado e polarizado pelas elites da Europa Ocidental, reformadores e autoridades eclesiásticas — incluindo o Vaticano — para consolidar novos poderes políticos.
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A matriz comum e asramificações:
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Fomenko defende que o império eurasiano original possuía uma base espiritual e dinástica unificada centrada em torno de uma forma imperial de cristianismo primitivo.
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Com o colapso desse império, as diferentes comunidades regionais e grupos de sacerdotes passaram a se diferenciar teologicamente, dando origem às divisões rígidas que hoje conhecemos como judaísmo rabínico, islamismo e as vertentes ocidentais do cristianismo.
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O papel coordenado do Vaticano e dos eruditos ocidentais:
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O Vaticano, em conjunto com os reformadores europeus e os criadores da cronologia tradicional (como Joseph Scaliger), não atuou sozinho como criador de uma única religião, mas participou ativamente da reescrita e padronização dos textos bíblicos (o Antigo e o Novo Testamento) durante o período da Reforma e da Contra-Reforma.
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Essa edição sistemática serviu para recortar a história sagrada em blocos separados, criando a ilusão de origens milenares independentes para cada religião.
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Engenharia social e fragmentação geopolítica:
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A divisão oficial e a catalogação estanque das religiões e dos povos serviram aos interesses das potências ocidentais e da Igreja para apagar a memória do império global unificado da antiga Tartária, que era a velha ordem mundial.
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Ao transformar populações e culturas interconectadas em nações e religiões isoladas e antagônicas, o eixo político-religioso europeu garantiu o controle e a fragmentação do mapa geopolítico mundial.
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Fomenko atribui o fim do antigo império unificado (a Grande Horda/Tartária) a traições dinásticas, fragmentação geopolítica e guerras civis internas, enquanto a tese de um cataclismo físico global (como o mud flood ou inundação de lama) é uma expansão de outros pesquisadores baseada em suas premissas. O núcleo central dos volumes da Nova Cronologia de Fomenko é a ideia de que as elites aristocráticas, o Sacro Império e o Vaticano se aproveitaram do caos institucional para falsificar e reescrever a história oficial.
A narrativa de que a civilização da Tartária foi varrida por um cataclismo geológico global ou por ondas de lama (mud flood) foi desenvolvida posteriormente por teóricos independentes, como o russo Nikolai Levashov, que expandiu o modelo matemático de Fomenko para explicar o desaparecimento físico dos rastros da Tartária nos mapas.
A tese de Levashov propõe que o colapso da Tartária no hemisfério norte ocorreu devido a um cataclismo geofísico em grande escala. As elites do Vaticano e do Sacro Império Romano-Germânico teriam aproveitado o colapso e o vácuo de poder subsequente para falsificar a cronologia mundial e apagar os registros dessa antiga e poderosa civilização.
A tese do cataclismo e a inundação de lama
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O cataclismo global: Enquanto a vertente inicial de Fomenko focava em disputas políticas, Nikolai Levashov introduziu elementos de catastrofismo e história alternativa, defendendo que a civilização eurasiática da Tartária foi dizimada por um evento catastrófico repentino de proporções planetárias.
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A teoria do Mud Flood: Essa catástrofe teria alterado a topografia terrestre, soterrando parcial ou totalmente edifícios monumentais em várias partes do mundo e destruindo as bases tecnológicas e infraestruturas da antiga sociedade.
A exploração do vácuo de informação
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O oportunismo das elites ocidentais: Com a desarticulação física e a perda de registros centrais provocadas pelo desastre, as potências da Europa Ocidental — com forte atuação do Vaticano e do Sacro Império Romano-Germânico — depararam-se com um vasto vácuo de poder e informação.
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A falsificação coordenada: Aproveitando esse cenário de caos e isolamento das populações sobreviventes, essas instituições teriam reescrito sistematicamente a história, imposto uma cronologia linear falsa e fragmentado a memória de um império unificado em nações e religiões estanques para consolidar seu controle político global.
Você pode conferir mais detalhes sobre a construção dessas narrativas alternativas no vídeo Project Tartaria and Levashov, que aborda o desenvolvimento histórico e os mitos em torno do projeto da Tartária.
Para o pesquisador russo de história alternativa Mikhail Kuznetsov, a civilização altamente desenvolvida na Sibéria (Tartária) foi destruída por um megatsunami causado pela queda de um asteroide no antigo Oceano Cita no hemisfério norte. Na Antiguidade e em mapas históricos, parte do que hoje conhecemos como Oceano Ártico era chamado de Oceano Cita.
A colisão de um ou mais asteroides no Oceano Cita causou um megatsunami catastrófico, com mais de 100 metros de altura, que causou inundações massivas e poderosos fluxos de lama, erupções vulcânicas colossais, terremotos devastadores e emissões maciças de gases vulcânicos causaram inúmeras vítimas e destruição. Segundo Mikhail Kuznetsov, o cataclismo no hemisfério norte aconteceu entre 1492 e 1502.

A enorme onda inundou a superfície da Sibéria, Canadá, Alaska e Groelândia com lama misturada com troncos de árvores, vegetação, restos de mamutes, rinocerontes-lanudos e outros animais, soterrando todas as cidades e pessoas que encontrou pelo caminho. O impacto do asteroide no Oceanos Cita forçou uma inclinação no eixo do planeta, causando um resfriamento brusco do clima no hemisfério norte, principalmente na região do Ártico. Antes da catástrofe, a Groelândia e Antártida eram cobertas por campos e florestas. Essa foi uma das várias catástrofes que causaram a reinicialização da sociedade humana.
De uma forma ou de outra, o cataclismo destruiu não apenas o poderio militar e econômico da Grande Tartária, mas também abalou a unidade dos povos que a habitavam. E, o mais importante, minaram sua fé. A Europa Ocidental era a periferia pobre do Império da Tartária. As elites do Vaticano e do Sacro Império Romano-Germânico se aproveitaram do colapso e o vácuo de poder subsequente causado pelo cataclismo para falsificar a cronologia mundial e apagar os registros dessa antiga e poderosa civilização.
O cataclismo que aconteceu no hemisfério norte entre 1492 e 1502 foi causado pelos reptilianos e greys de Órion para forçar uma reinicialização da humanidade, que atendia aos seus interesses. Essa foi uma verdadeira invasão alienígena na Terra. O Vaticano e City de Londres são controlados pelos reptilianos. Eles causaram o desastre da seguinte maneira:
Usando o raio trator de uma nave espacial, eles capturaram uma grande rocha no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e a trouxeram para a órbita da Terra e depois a lançaram diretamente no Oceano Ártico, causando um megatsunami. Essa seria uma forma de ocultar o ataque como sendo um evento “natural”, no caso de outras raças estelares fossem averiguar o que aconteceu.

Os reptilianos e greys de Órion conseguiram fazer isso pois o planeta Terra esteve praticamente sozinho por vários séculos sem ser vigiado de perto pelas raças da Federação Galáctica. Eles causaram vários desastres contra a população humana em diferentes épocas no passado. As raças da Federação só começaram a manter uma presença constante na órbita da Terra a partir de 1954, quando o governo americano começou com seus testes com bombas nucleares.
A Grande Tartária era um grande impedimento a redefinição social e geopolítica que os reptilianos e seus fantoches humanos das elites satânicas do Sacro Império Romano-Germânico, queriam realizar para escravizar todo o planeta. E para que seus planos dessem certo, a “Velha Ordem Mundial” da Tartária teve que ser destruída para dar lugar a “Nova Ordem Mundial” da Santa Roma, cujas cidades corporativas são o Vaticano, a City de Londres e Washington DC.
Esse é o complexo industrial global da fraude que passou a governar a humanidade após o colapso da Tartária. Uma força alienígena demoníaca, os reptilianos e greys de Órion, vem controlando o destino da humanidade há séculos usando sociedades secretas, o judaísmo/cristianismo/ islamismo, o Vaticano e a City de Londres para manipular e escravizar a população.
A nova ordem mundial do Vaticano e sua cronologia falsa criada no século XVI.
Os arquitetos do tempo: Como Scaliger e Petavius forjaram a história a mando do Vaticano
Em que época os combates de gladiadores realmente aconteciam?
O Coliseu de Roma foi construído no Renascimento?
Um grupo de monges beneditinos do século XIII inventou os historiadores e filósofos gregos?
Pompeia não foi soterrada pela erupção do Vesúvio em 79 d.C., mas em 1631.
O Concílio de Trento: Como o Vaticano unificou a Bíblia para consolidar o controle global.














































