A startup americana Mango Materials, fundada por Molly Morse, usa metano para fabricar fibras de base biológica como uma alternativa ecológica ao poliéster usado em roupas e ao plástico usado para embalar os itens. A startup usa o metano liberado de resíduos de biogás para transformá-lo em PHA (polihidroxialcanoato), um biopolímero biodegradável.

“Bem, estamos competindo com os plásticos convencionais. São materiais produzidos em volumes muito altos e com custo muito baixo – e têm propriedades incríveis”, disse ela.

Molly Morse explica o processo

“O metano, o principal componente do gás natural, é produzido por estações de tratamento de águas residuais, aterros sanitários, agricultura e minas de carvão abandonadas. Usamos metano residual para alimentar as bactérias que produzem PHA”, disse ela à agência.

Elucidando o processo, Morse disse: “Podemos formular o P3HB para aplicações muito específicas. Você pode fazer polietileno em muitas formas diferentes: você pode moldá-lo, você pode extrudá-lo em uma fibra. O PHA é a mesma coisa.”

Ela também observou que sua empresa está tentando resolver dois problemas existentes ao mesmo tempo. “Um, o metano residual – o que você vai fazer com ele? E dois, a poluição persistente dos plásticos, quando são descartados de forma inadequada ou quando não são mais necessários”, concluiu.

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Renato Cunha
Renato Cunha Oliveira é o fundador e editor do Stylo Urbano. Desde 2014, publica conteúdos independentes sobre tecnologia, cultura, ficção científica, teorias alternativas, traduções e opiniões, sempre deixando ao leitor a liberdade de refletir e concluir por conta própria.

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