Para compreender as narrativas que circulam em portais de geopolítica alternativa, canais de debates militares e blogs de soberania nacional, é necessário analisar como essas teorias estruturam a relação entre grandes fundações internacionais, chefes de Estado e a floresta amazônica. Na perspectiva dessas fontes, a Amazônia é vista sob o prisma da “Internacionalização da Floresta”, uma estratégia em que potências estrangeiras e elites financeiras utilizam a pauta ambientalista e indígena para enfraquecer a soberania do Estado brasileiro sobre suas próprias riquezas.

O discurso ambientalista e humanitário nada mais é do que uma fachada sofisticada. O objetivo real não seria “proteger” a natureza, mas sim gerenciar o cerco geopolítico para que o Brasil não utilize suas próprias riquezas, mantendo o controle das maiores reservas de biodiversidade, nióbio, terras raras e água doce do planeta nas mãos do eixo financeiro anglo-americano. Os governos de FHC, Lula e Dilma entregaram a Amazônia para ser saqueada por potências estrangeiras e elites financeiras. Onde está a “soberania” mesmo? Não é Lula que vive falando em “soberania”?

E os governos dos comunistas entreguistas Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma serviu aos interesses financeiros internacionais. Abaixo, detalha-se o funcionamento desse ecossistema de teses com base nos pontos centrais levantados.

A visão militar e as declarações sobre a Amazônia

O debate sobre a soberania e a exploração de riquezas na Amazônia historicamente tensionou a relação entre as Forças Armadas e o poder civil no Brasil. Durante a década de 1990 e o início dos anos 2000, no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), essa fricção ganhou contornos específicos com os posicionamentos de militares da ala nacionalista, incluindo as visões propagadas pelo General Maynard Marques Santa Rosa e pelo General de Brigada Durval Antunes de Nery (frequentemente citado em círculos de debate geopolítico e clubes militares como Durval Nery).

Abaixo está um resumo detalhado conectando as denúncias desses oficiais ao contexto político da era FHC.

O contexto geopolítico na Era FHC (1995–2002)

Durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, o governo brasileiro adotou uma postura de forte alinhamento com a globalização econômica, abertura de mercado e concessões ao capital estrangeiro. Para os setores nacionalistas das Forças Armadas, essa política — muitas vezes associada ao chamado “Consenso de Washington” — representava uma fragilização da soberania nacional, especialmente na região amazônica.

Nesse período, o conceito de “soberania restrita” ou “direito de intervenção ecológica” começou a ecoar em fóruns internacionais, acendendo o alerta dos militares. O temor era de que o discurso ambiental global servisse de fachada para que potências estrangeiras controlassem o subsolo e a biodiversidade da região.

As denúncias do General Maynard Santa Rosa

O General Maynard Santa Rosa (que anos mais tarde ocuparia cargos de destaque, como a Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Bolsonaro) sempre foi um crítico contundente da forte atuação estrangeira no Norte do país. Suas principais teses e denúncias apontavam para os seguintes fatores:

  • A “Quinta Coluna” das ONGs: Santa Rosa denunciava que o governo FHC permitiu a proliferação descontrolada de Organizações Não Governamentais (ONGs) internacionais e fundações estrangeiras na Amazônia. Para o general, muitas dessas entidades atuavam como instrumentos de inteligência e mapeamento de riquezas a serviço de empresas e governos estrangeiros, operando onde o Estado brasileiro era ausente.

  • Demarcações indígenas e a “balcanização”: O general criticava a política indigenista pressionada por organismos internacionais. A tese defendida por ele era de que a criação de imensas reservas contínuas em faixas de fronteira criava “enclaves étnicos”, isolando áreas ricas em minérios raros do controle do Exército Brasileiro, abrindo margem para uma futura fragmentação do território (processo conhecido como balcanização).

As denúncias do General Durval Nery

O General Durval Nery tornou-se uma voz ativa nos bastidores militares e em publicações de clubes de oficiais (como o Clube Militar), verbalizando o descontentamento da caserna com a política externa e econômica de FHC:

  • Submissão ao Capital Internacional: Nery argumentava que o governo FHC demonstrava total conivência e passividade ao aceitar monitoramentos internacionais sobre a floresta. Ele acusava a gestão de “entreguismo”, apontando que a fiscalização ambiental brasileira estava sendo terceirizada para satélites e agências estrangeiras (como o interesse internacional sobre o SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia).

  • Exploração invisível de riquezas: O oficial denunciava a biopirataria e o mapeamento clandestino do subsolo amazônico (rico em nióbio, ouro, urânio e terras raras). Segundo essa visão, grandes corporações mineradoras internacionais obtinham dados privilegiados enquanto o governo federal focava na privatização de estatais e no desmonte de estruturas de segurança nacional

General Durval Nery fala sobre os desgovernos de FHC, Lula , Dilma na AMAZÔNIA. (VÍDEO DE 2007)

A acusação de conivência governamental

A crítica central de ambos os generais — e do pensamento geopolítico militar da Escola Superior de Guerra (ESG) daquela época — era de que o governo FHC não agia por incompetência, mas por opção ideológica e econômica. Eles viam leis aprovadas no período (como as leis de patentes e a abertura para mineradoras estrangeiras) como uma facilitação jurídica para que o patrimônio biológico e mineral da Amazônia fosse escoado.

Para a ala nacionalista, a assinatura de tratados internacionais de meio ambiente pelo presidente FHC engessava o desenvolvimento da infraestrutura militar e logística (como as rodovias e o projeto Calha Norte), deixando a região vulnerável à influência e exploração de potências estrangeiras sob o pretexto da salvaguarda ecológica. Segundo a lógica de inteligência militar defendida pelo General Maynard Santa Rosa e pelo General Durval Nery isso é Guerra Híbrida.

Segundo essa linha de análise alternativa:

  • Queimadas geopolíticas: Incêndios na periferia da floresta não seriam apenas ações de agricultores locais ou acidentes climáticos, mas sim sabotagens deliberadas e coordenadas por agentes financiados indiretamente, como ONGs financiada pelos Rothschild, George Soros e Fundação Ford, para gerar crises internacionais de imagem (o chamado lawfare ecológico).

  • O alvo: O objetivo dessas ações seria criminalizar a gestão do governo brasileiro na arena global, justificando sanções econômicas, barreiras comerciais contra o agronegócio nacional e, no limite, intervenções “humanitárias” ou a criação de territórios autônomos fora do controle de Brasília.

O financiamento globalista: Soros, Ford e Rothschild

Portais de jornalismo independente e canais de análise geopolítica frequentemente mapeiam o fluxo de capital de grandes fundações internacionais para organizações que atuam no Brasil. A Open Society Foundations (de George Soros), a Fundação Ford e trustes associados a grandes famílias bancárias europeias, como os Rothschild, financiam de forma direta ou indireta uma vasta rede de organizações.

Entre as principais entidades nacionais e internacionais que recebem ou já receberam aportes dessas instituições e atuam fortemente na pressão por demarcações e pautas ambientais, citam-se:

  • Instituto Socioambiental (ISA): Uma das ONGs mais influentes na formulação de políticas para a Amazônia e na assessoria a povos indígenas para a demarcação de terras.

  • Greenpeace e WWF (World Wide Fund for Nature): Organizações globais sediadas na Europa (com forte influência anglo-germânica) que ditam a narrativa climática global e pressionam o governo brasileiro por meio de boicotes e relatórios internacionais.

  • Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e COIAB: Entidades de representação indígena que recebem apoio técnico e financeiro estrangeiro para internacionalizar suas demandas em tribunais como o de Haia.

  • Fundo Casa Socioambiental e Fundo Baobá: Agem como intermediários que recebem grandes somas dessas fundações globais e pulverizam o dinheiro em dezenas de pequenas ONGs locais na Amazônia.

A mecânica da “fachada ecológica” e o crime organizado

Nos canais de denúncia alternativa, o discurso de “salvar o planeta” e “proteger os povos originários” é apontado como uma sofisticada operação de engenharia social e cortina de fumaça. O mecanismo dessa suposta operação funcionaria em camadas:

Megafundações/Bancos (Soros/Ford/Londres)
               │ (Financiamento e Pressão Diplomática)
               ▼
Grandes ONGs Ambientais e Indigenistas
               │ (Campanhas de Demarcação / Bloqueio do Estado)
               ▼
Isolamento Territorial de Áreas Ricas em Minérios
               │ (Ausência do Exército e da Polícia Federal)
               ▼
Exploração Ilegal por Facções, Mineradoras e Biopirataria

O vácuo de poder e as facções (PCC e PV)

Mídias independentes focadas em segurança pública apontam que a criação de reservas gigantescas e ultra-isoladas impede a presença ostensiva das Forças Armadas brasileiras e da Polícia Federal. Esse isolamento cria “zonas cinzentas” de ausência estatal.

Facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) — que expandiram suas operações para o “narco-garimpo” e a “narco-madeira” utilizam a malha hidrográfica e as pistas de pouso clandestinas dentro de reservas para escoar drogas e contrabandear minérios preciosos.

Mineração oculta e biotecnologia

Enquanto o debate público foca na preservação das árvores, o subsolo da Amazônia guarda as maiores reservas do mundo de minerais estratégicos: nióbio, tântalo, ouro, diamantes, urânio e terras raras (essenciais para a indústria tecnológica e militar global).

A narrativa alternativa sustenta que laboratórios farmacêuticos estrangeiros e empresas de biotecnologia patenteiam ilegalmente princípios ativos da fauna e flora amazônicas (biopirataria) recolhidos por pesquisadores ligados a ONGs, sem pagar royalties ao Brasil. Ao mesmo tempo, mineradoras estrangeiras operam de forma dissimulada por meio de subsidiárias ou aguardam a flexibilização das leis para assumir o controle dessas áreas demarcadas.

O papel de FHC, Lula e a conexão com a City de Londres

De acordo com os ensaios de geopolítica nacionalista (como os frequentemente publicados pelo movimento de solidariedade ibero-americana e analistas de soberania mineral), tanto Fernando Henrique Cardoso quanto Luiz Inácio Lula da Silva integraram o Brasil à engrenagem financeira global comandada pela City de Londres (o coração financeiro britânico) e pelo especulador George Soros.

Fernando Henrique Cardoso (FHC)

FHC é amplamente apontado por essas fontes como o consolidador do modelo neoliberal e da submissão do Brasil ao Consenso de Washington.

  • Diálogo Interamericano: FHC possui ligações históricas com o think tank Diálogo Interamericano, financiado por Soros e fundações americanas.

  • Decretos de Demarcação e Privatização: Durante seu governo, o Decreto 1.775/1996 e as privatizações de setores estratégicos (como a Vale do Rio Doce, que detinha o mapeamento mineral do país) são vistos como o momento em que o Brasil abriu as portas para que corporações estrangeiras controlassem indiretamente os recursos nacionais. Foi em sua gestão que a TI Yanomami e outras grandes áreas se consolidaram sob forte influência de ONGs europeias.

Luiz Inácio Lula da Silva

Embora adote uma retórica de soberania em palanques, a análise das fontes alternativas aponta que o governo Lula opera em perfeita consonância com a agenda do Fórum Econômico Mundial (Davos) e com os interesses climáticos da coroa britânica.

  • Fundo Amazônia: Gerenciado pelo BNDES mas abastecido por governos estrangeiros (como Noruega, Alemanha e Reino Unido), o fundo é visto por nacionalistas como a entrega do monitoramento e do destino da Amazônia a comitês internacionais.

  • Mercado de Carbono: A pressa em alinhar o Brasil ao mercado global de crédito de carbono é interpretada como a transformação da floresta em um ativo financeiro especulativo controlado pelas bolsas de Londres e Nova York, permitindo que poluidores estrangeiros comprem o direito de ditar o que o Brasil pode ou não produzir em seu próprio território.

A discussão sobre a soberania nacional e a influência estrangeira na Amazônia é um tema central no pensamento geoestratégico de diversos oficiais da reserva do Exército Brasileiro. O General Maynard Marques de Santa Rosa e o General Durval Nery, por meio de palestras, entrevistas e artigos vinculados a centros de estudos estratégicos (como o Cebres), manifestaram duras críticas à condução das políticas indigenistas, ambientais e de defesa durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O alinhamento ideológico das denúncias

Embora cada oficial enfatize aspectos diferentes de suas experiências, o General Santa Rosa focado na formulação de políticas estratégicas e governamentais, e o General Durval Nery na vivência operacional e de inteligência na floresta, as denúncias convergem em três pilares centrais:

A instrumentalização de ONGs e agências estrangeiras

Para os generais, a Amazônia é alvo de uma “cobiça internacional” disfarçada de preocupação ecológica. Eles argumentam que milhares ONGs internacionais operam na região mapeando e prospectando, ilegal ou veladamente, riquezas minerais e biológicas do subsolo brasileiro sob o pretexto de prestar apoio social ou defender o meio ambiente.

A “farsa” indigenista e a ameaça à soberania

Uma das maiores críticas compartilhadas refere-se à demarcação de terras indígenas contínuas em faixas de fronteira, como o caso da reserva Raposa Serra do Sol (homologada no governo Lula).

  • A tese militar: Eles apontam que a criação de extensos territórios autônomos baseados na Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) abre margem para a criação de “micro-nações” dentro do Brasil.

  • O interesse mineral: Os generais argumentam haver uma “coincidência matemática” entre as áreas demarcadas como reservas e as maiores jazidas de minérios raros do planeta, como o nióbio, urânio e ouro, alegando que o isolamento dessas terras serve para facilitar o contrabando de minerais por vias ilegais e impedir o desenvolvimento industrial e o policiamento pelas forças regulares do Estado brasileiro.

Acusação de conivência governamental (Eras Lula e Dilma)

A crítica direcionada especificamente às gestões de Lula e Dilma Rousseff baseia-se na tese de que esses governos adotaram uma agenda globalista que fragilizou as forças de defesa e cedeu a pressões internacionais. Os generais sustentam que, ao dar trânsito livre a órgãos internacionais e endossar decretos de preservação radical (como propostas de corredores ecológicos internacionais), os governos de esquerda permitiram que o patrimônio mineral ficasse intocado para o desenvolvimento brasileiro, mas vulnerável à biopirataria e à extração ilegal estrangeira.

Criticam também o contingenciamento de verbas para o reaparelhamento das Forças Armadas no período, o que, segundo eles, reduziu a capacidade de patrulhamento da Calha Norte e da chamada “Amazônia Azul”.

Para compreender melhor o tom e os argumentos detalhados por uma dessas vertentes da inteligência militar sobre a região e a geopolítica de recursos, vale a pena conferir uma exposição gravada com um dos próprios citados. Assista ao depoimento e análise do General Durval Nery, onde ele detalha a visão militar sobre o nióbio, a riqueza mineral da Amazônia e as pressões internacionais sobre o território nacional.

A tese do aparelhamento da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e do Ibama por ONGs subordinadas a interesses estrangeiros é um tema central em análises de geopolítica alternativa, relatórios de CPIs (como a CPI das ONGs e a CPI da Funai/Incra) e discursos de soberania nacional.

De acordo com essa perspectiva, o Brasil teria transferido parte de sua soberania sobre a Amazônia e outras áreas estratégicas para uma rede de ONGs financiadas por fundações e governos da Europa, EUA e Canadá, utilizando a pauta ambiental e indigenista como fachada para o controle territorial e de recursos minerais.

Abaixo está o resumo de como esse processo é descrito e como as gestões de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma teriam facilitado essa dinâmica.

O mecanismo de aparelhamento e os interesses externos

Em portais de análise alternativa e relatórios de segurança nacional, o “aparelhamento” é descrito como a ocupação de cargos de liderança técnica e política na Funai e no Ibama por militantes, biólogos e antropólogos diretamente ligados a grandes ONGs (como ISA, Greenpeace, WWF e Cimi). Esse arranjo atenderia a interesses financeiros e geopolíticos externos de duas formas principais:

  • Bloqueio ao desenvolvimento e cobiça mineral: A demarcação contínua de imensas reservas indígenas e áreas de proteção ambiental (geralmente sobre as maiores jazidas de nióbio, ouro e terras raras do mundo) serviria para “congelar” o subsolo brasileiro. Isso impediria o desenvolvimento de infraestrutura nacional (estradas, ferrovias, hidrelétricas) e garantiria que essas riquezas ficassem fora do mercado, protegendo os cartéis de mineração internacionais da concorrência e mantendo o Brasil como mero exportador de commodities básicas.

  • A “Indústria da Demarcação”: ONGs receberiam milhões de dólares de fundos estrangeiros (como a Fundação Ford, a Fundação Rockfeller, Fundação Open Society e governos europeus) para realizar laudos antropofísicos e gerir fundos de preservação. Setores críticos apontam que apenas uma fração ínfima desse dinheiro chegava na ponta (para os indígenas de fato), enquanto a maior parte financiava a estrutura burocrática e a influência política das próprias organizações.

A facilitação pelos governos federais (1995–2016)

A consolidação desse modelo ocorreu ao longo de mais de duas décadas, com diferentes nuances em cada governo:

Governo FHC: A abertura jurídica e internacional

O governo FHC é apontado como o iniciador da terceirização do Estado para o “Terceiro Setor”. Foi nesse período que se criaram os marcos jurídicos das OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), que permitiram o repasse direto de verbas públicas para ONGs gerirem serviços que antes eram do Estado.

Geopoliticamente, FHC chancelou o PPG7 (Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil), financiado pelo G7 e pelo Banco Mundial. Esse programa colocou consultores estrangeiros e ONGs internacionais dentro do planejamento ambiental da Amazônia, ditando as regras de zoneamento econômico-ecológico e fortalecendo o Ibama como um órgão de fiscalização punitiva contra produtores locais, enquanto as ONGs ganhavam o papel de “tutores” da floresta.

Governos Lula: A simbiose ideológica e financeira

Com a subida do PT ao poder em 2003, a relação com as ONGs deixou de ser apenas institucional e passou a ser de militância compartilhada. Quadros históricos do terceiro setor foram nomeados para os ministérios e para a chefia de autarquias (como a ex-ministra Marina Silva no Meio Ambiente).

  • O Fundo Amazônia: Criado em 2008, o fundo permitiu que governos estrangeiros (principalmente Noruega e Alemanha) doassem bilhões de reais para a preservação. Portais alternativos apontam que as regras de distribuição do fundo priorizavam projetos de ONGs parceiras do governo, criando um ciclo de dependência financeira onde o próprio Estado brasileiro balizava suas ações de fiscalização e demarcação de acordo com a agenda dos doadores externos.

  • Fortalecimento de laudos questionáveis: A Funai passou a atuar quase integralmente em parceria com associações indigenistas privadas para a confecção de laudos de demarcação, o que gerou intensos conflitos agrários e acusações de falsificação de identidades étnicas para expandir territórios protegidos.

Governo Dilma Rousseff: Continuidade e tensionamento

O governo Dilma manteve a estrutura de financiamento e a influência das ONGs nos escalões técnicos do Ibama e da Funai. Sob sua gestão, grandes demarcações e a criação de unidades de conservação continuaram a ser assinadas, muitas vezes de forma acelerada em momentos de crise política para satisfazer a base de apoio ambientalista.

No entanto, o período de Dilma também registrou tensões (como nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte), onde as ONGs internacionais e os setores aparelhados da Funai e do Ibama tentaram travar as obras do próprio governo federal. Para analistas dessa corrente, esse episódio provou que as agências estatais já não respondiam mais à soberania do Palácio do Planalto, mas sim à agenda globalista das entidades que as financiavam.

Sob a ótica das mídias alternativas e nacionalistas, o período de 1995 a 2016 transformou a Funai e o Ibama em “enclaves burocráticos”. Governos sucessivos cederam à pressão internacional em troca de créditos e imagem externa, permitindo que ONGs assumissem as funções soberanas do Estado e utilizassem a pauta de preservação para isolar áreas ricas em recursos e limitar o crescimento econômico do interior do Brasil.

Análises de portais alternativos de geopolítica, nacionalismo e soberania econômica conectam a atuação de grandes fundos globais a uma estratégia de controle de recursos na América Latina.

O mecanismo das ONGs e o “filantrocapitalismo”

A atuação de fundos como a Open Society Foundations (de George Soros) e do braço de investimentos SEDF (Soros Economic Development Fund) na Amazônia é uma ferramenta de soft power (influência cultural e política).

  • Internacionalização e restrição: O financiamento milionário a ONGs ambientalistas e de direitos indígenas serve para criar “reservas de exclusão”. Ao demarcar grandes áreas e impor rígidas agendas de preservação, essas entidades blindariam territórios, impedindo que o Estado brasileiro e empresas nacionais desenvolvam infraestrutura ou explorem o subsolo de forma soberana.

  • Acesso privilegiado: Sob a justificativa de fomentar a “bioeconomia”, o “crédito de carbono” e a “mineração sustentável” (focos recentes declarados pelo próprio fundo Soros no Brasil), cria-se um monopólio estrangeiro informal sobre os ativos biológicos e minerais da região, esvaziando o controle nacional.

A conexão com a City de Londres e os Rothschild

Na literatura geopolítica alternativa, George Soros raramente é visto como um ator isolado, mas sim como um operador de mercado historicamente vinculado às estruturas financeiras anglo-americanas.

  • A City de Londres: Considerada o coração financeiro global e um enclave com alto grau de autonomia política na Inglaterra. A City coordena o fluxo de capital que dita as políticas de commodities e as regras ambientais globais (como o mercado de créditos de carbono, sediado fortemente em Londres).

  • Os Rothschild: Soros iniciou e consolidou sua projeção no mercado de alta especulação (como o famoso ataque ao Banco da Inglaterra em 1992) com o suporte e através de fundos historicamente associados à dinastia bancária Rothschild. Essas famílias de megabancários utilizam operadores de mercado avançados (como Soros) para desestabilizar moedas locais e adquirir ativos reais (terra, água, minérios) a preços depreciados durante crises.

O papel do Governo Britânico

A conexão final fecha-se na diplomacia e no financiamento estatal. O governo britânico é historicamente um dos maiores doadores de fundos internacionais de preservação da Amazônia (como o Fundo Amazônia e programas de transição ecológica). Na visão dos analistas alternativos, existe uma sinergia de pinça:

  1. O governo britânico pressiona diplomaticamente por restrições ambientais e sanções ao agronegócio/mineração do Brasil.

  2. As ONGs financiadas por Soros criam a base ideológica, jurídica e a pressão interna no país.

  3. As estruturas da City de Londres formatam os novos mercados financeiros (como os títulos verdes), garantindo que as diretrizes de exploração econômica da maior floresta tropical do mundo fiquem subordinadas a cortes internacionais, e não ao interesse estratégico de Brasília.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que a Amazônia virou um hub estratégico onde o ouro ilegal financia a expansão do tráfico de drogas e armas. Em portais de análises alternativas e mídias independentes, circulam denúncias e linhas de investigação que associam partidos políticos, como o PT, e determinadas ONGs a esse cenário.

Essas publicações sugerem que a suposta omissão na fiscalização, o recebimento de repasses de fundos internacionais ou o lobby contra a regularização de terras criariam uma “indústria da preservação” que na verdade pretende facilita a manutenção de áreas sem lei controladas por essas milícias e facções, embora não existam condenações jurídicas definitivas que comprovem o repasse direto desse dinheiro do garimpo para os caixas das entidades citadas.

Sites e fóruns de geopolítica alternativa interligaram o crime organizado e a alta finança global em uma rede única de poder. Segundo essas narrativas, facções como o PCC e o Comando Vermelho utilizariam organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia — financiadas por fundos vinculados a George Soros — como fachada para mascarar atividades logísticas e transações financeiras sob o pretexto de preservação ambiental. O presidente Lula e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são fantoches de George Soros, que é agente da City de Londres e Império Britânico.

O destino final desses recursos integraria uma complexa engrenagem de lavagem de dinheiro operada em paraísos fiscais do Caribe (como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas). Nessas análises, tais territórios ultramarinos são descritos como extensões financeiras controladas pela City de Londres, formando uma rede global secreta onde o dinheiro do narcotráfico latino-americano seria misturado ao sistema bancário internacional para financiar agendas globais de enfraquecimento da soberania nacional.

FHC, Lula, Soros, Fórum Econômico Mundial e as reservas indígenas do Brasil.

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Renato Cunha
O blog Stylo Urbano foi criado pelo estilista Renato Cunha para apresentar aos leitores o que existe de mais interessante no mundo da moda, artes, design, sustentabilidade, inovação, tecnologia, arquitetura, decoração e comportamento.

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